É engraçado como a memória da gente guarda coisa inúteis. Apesar de ainda estar meio grogue lembro de todo o diálogo que travei com a enfermeira quando acordei na sala de recuperação depois da cirurgia. Foi mais ou menos assim:
- Alguém aí sabe me dizer que horas são? – perguntei.
- Olha só quem acordou! Tá se sentindo bem? – uma enfermeira aproximou-se questionando.
- Tô meio enjoado, acho que vou vomitar.
- É só impressão sua, respira fundo que passa.
- Tá bom então, mas você não respondeu a minha pergunta.
- Que pergunta?
- Que horas são?
- Faltam quinze pras oito.
- Ótimo! Quero estar no quarto pra ver a estréia do Big Brother.
Depois de alguns minutos respirando fundo para tentar controlar o enjôo, vi que não teria jeito e educadamente informei:
- Desculpa atrapalhar mas esse papo de respirar não tá ajudando muito. Continuo enjoado e vou vomitar. Se vocês não quiserem ter o trabalho de trocar a minha roupa depois, é melhor alguém trazer um saco, uma bacia, um balde ou qualquer outra coisa assim, porque eu vou vomitar agora!
Um enfermeira foi rápida e me entregou uma pequena bacia. Depois que vomitei me senti melhor. Não fiquei preocupado com o fato, quando me operei de vesícula também vomitei ao acordar, imagino que seja apenas reflexo da anestesia.
Ainda fiquei no centro de recuperação mais algum tempo, respirando fundo para exercitar os pulmões e conversando com as enfermeiras. Elas não paravam de repetir que eu estava ótimo e que nunca viram alguém acordar tão bem depois de uma cirurgia. Finalmente um médico chegou para me liberar, e fui para o quarto.
Quando a porta do quarto abriu dei de cara com minha mãe, minha irmã mais velha e suas duas filhas (também conhecidas como as minhas sobrinhas pentelhas que lêem este blog). Usando uma força descomunal, as enfermeiras conseguiram me tirar da maca e colocar na cama. Ajeitaram o acesso do soro, prenderam algumas bolsas na cama, me cobriram e sairam.
Fui alertado que devia falar pouco para evitar gases, então me limitei a dar sorrisos sociais e usei poucas palavras para dizer como me sentia. Percebendo que precisava de descanso, minha irmã e sobrinhas foram embora, deixando apenas eu e minha mãe mais uma vez. Meu pai ainda apareceu lá pra me visitar, seu olhar de preocupação era tão grande que não pude evitar uma piadinha:
- Pode relaxar, véi. Eu tô inteiro.
Consegui assistir à estréia do Big Brother, mas estava tão zonzo com tantos medicamentos que não lembro de quase nada. Achei todo mundo igual e tudo meio sem sentido.
Uma enfermeira apareceu no quarto e aplicou duas injeções em minha barriga. Meu corpo ainda estava meio dormente da anestesia, mas eu já começava a ter um maior controle sobre as minhas pernas. Quando o BBB acabou, resolvi fechar os olhos e me entregar ao sono de uma vez por todas.
FIM DA PARTE I

















achei muito dez a forma que vc expôs tudo que aconteceu
com vc,vou fazer minha cirurgia de redução em junho ou julho gostaria de saber como vc esta hoje, e qual o hospital que vc fez? foi particular? tudo de bom p vc Deus te abençõe
Olá, tudo bem? Adorei seu blog é bem fácil de entender todo o processo. Acabei de operar faz quase 30 dias, estou me adptando bem a minha nova vida. Até mas grnade abraço.
nossa!acabei de fazer a gastro esse e meu 5 dia to sem dormi a 2 noitesmais nao vejo a hora de ver a reconpença