CandidatosA jornalista Cristiane Segatto apresentou em sua coluna no site da revista Época um curioso estudo publicado na revista científica Obesity: Políticos gordos têm uma avaliação melhor dos eleitores do que os magros. E isso é exatamente o oposto em relação às mulheres.

O estudo, realizado pela professora Beth J. Miller, do departamento de ciência política da Universidade do Missouri, em Kansas City, envolveu 120 estudantes de psicologia e ciência política com 24 anos em média. Eles avaliaram quatro candidatos a partir de fotos e descrição de crenças políticas.

Os candidatos não eram reais, já que isso que podeira influenciar o julgamento dos estudantes. O mais interessante: As fotos foram manipuladas para que a mesma pessoa aparecesse tanto como gorda quanto magra (uma das imagens ilustra esse post).

A avaliação deveria levar em conta traços positivos (moral, competência, capacidade de liderança, inteligência, energia, capacidade de enfrentar um trabalho extenuante) e negativos (desonestidade, preguiça, indisciplina, falta de confiabilidade). Os candidatos “equivalentes” receberam notas diferentes de acordo com o sexo e o grau de obesidade.

Os homens gordos receberam as melhores notas. As mulheres gordas, as piores. Cristiane Segatto entrevistou a coordenadora da pesquisa sobre esse resultado. Ela acredita que o principal aspecto que influenciou o resultado negativo para as mulheres obesas foi a questão cultural, já que a sociedade “exige que as mulheres sejam magras”.

No caso dos homens, a pesquisadora acredita que ao ver um candidato obeso os eleitores o associam “a uma pessoa mais forte, com mais massa muscular e, portanto, mais apta a uma rotina pesada”.

O estudo indica que os estereótipos podem ser mais importantes na decisão do voto do que apenas questões como ideologia, partido e posições sobre temas específicos. Esses tópicos continuam importantes, “mas a aparência física parece desempenhar um papel mais importante do que os pesquisadores e os próprios candidatos notaram até hoje. Quem pensa em disputar um cargo político não deve ignorar esses esteriótipos”.

Vale o registro de que a pesquisa foi feita com um grupo específico e que não necessariamente corresponde à realidade de todos os eleitores e nem à realidade brasileira. Ainda assim, os resultados são interessantes como ponto de partida para outros estudos (a própria equipe da Universidade do Missouri pretende fazer a pesquisa com a população em geral).

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Fonte:
Um gordo pode ser presidente? E uma gorda?

3 Comentários

  1. Control+JR disse:

    Então, Marcos Maciel nem pensar, né?

  2. @gustavopereira disse:

    hAHHAHAA isso é fato! HAHAHA

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