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	<title>Papo de Gordo &#187; Gordo de Raiz</title>
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		<title>Bizarrices de peso!</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 18:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas notícias bizarras um tanto "nada a ver" pra fazer com que você se sinta um pouquinho mais normal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-12285" title="Vodca sabor salmão defumado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bizarrice_vodcasalmao.jpg" alt="" width="200" height="262" />Todo mundo gosta de notícias bizarras. Faz a gente se sentir um pouco mais normal. Ao menos dentro do pacífico e colorido mundo da &#8220;comparação com os malucos que existem por aí&#8221;. É só não pensar muito sobre o assunto, claro.</p>
<p>No mundo da culinária e da comilança também existe muita bizarrice. Quem poderia imaginar, por exemplo, a brilhante ideia de lançar uma <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/07/empresa-americana-lanca-vodca-de-salmao-defumado.html" target="_blank">vodca sabor salmão defumado</a>? Pois foi o que fizeram no Alasca, o estado que faz parte dos EUA mas fica se equilibrando ali do lado do Canadá (tipo um imigrante ilegal diante da polícia).</p>
<p>Quem já viu aquela &#8220;aguinha&#8221; que sobra nos barcos de pesca com o fedor dos peixes deve imaginar que o sabor dessa obra-prima etílica deve ficar entre &#8220;gofo de neném&#8221; e &#8220;vômito de bêbado&#8221;. Curioso imaginar que o principal objetivo é dar um toque especial para o Bloody Mary, a bebida da portuguesa menstruada. Um nojo só.</p>
<p>Pior que beber esse drink poseidônico, só mesmo comer um <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/07/funcionario-de-lanchonete-e-preso-por-colocar-analgesico-em-hamburguer.html" target="_blank">hambúrguer com analgésico</a>. Um jovem de uma lanchonete da Flórida achou que seria engraçado colocar o remédio nos pedidos dos clientes da lanchonete em que trabalhava e acabou preso. <img class="alignright size-full wp-image-12283" title="Lembra alguma coisa?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bizarrice_pepinobingolim.jpg" alt="" width="222" height="190" />Contudo, as más línguas dizem que o maior problema é que a pílula era azul, o que deu uma falsa felicidade a um velhinho que comeu o sanduíche e achou que teria picles extra.</p>
<p>Pra manter o nível (baixo), podemos citar o caso da húngara que comprou um pepino no mercado porque lembrava o marido. Mais precisamente um detalhe íntimo de sua anatomia (ê, pepinão!). A doce esposa <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/07/mulher-se-recusa-cortar-pepino-em-formato-de-penis.html" target="_blank">não teve coragem de cortar o ditocujo</a>, pois se sentiria como se estivesse cortando o bilau do próprio esposo. E o pepino vai ficando guardado na geladeira. Sem encolher.</p>
<p>Deixando de lado peixes fedorentos, velhinhos tristes e esposas felizes, encontramos uma notícia bizarra clássica: alguma coisa construída com algo que não serve para construir coisa alguma. O destaque da inut&#8230; da arquitetura curiosa é a <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/06/museu-de-londres-ganha-miniatura-com-80-mil-torroes-de-acucar.html" target="_blank">miniatura de um museu de Londres</a> feita com 80 mil torrões de açúcar! Creio que essa maravilha, que levou três meses pra ficar pronta (ei, ingleses, tenho um <img class="alignright size-full wp-image-12284" title="Prédio feito de torrões de açúcar" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bizarrice_prediodeacucar.jpg" alt="" width="200" height="167" />tanque cheio de roupa suja pra lavar), provavelmente fica numa ala isolada do museu. Afinal, só de chegar perto dessa monstruosidade açucarada, devem morrer uns vinte diabéticos por dia.</p>
<p>Pra fechar esse elenco de notícias bizarras, falemos do pessoal do Camboja, que anda <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/06/aranhas-sao-fritas-e-oferecidas-como-petisco-no-camboja.html" target="_blank">comendo aranha</a>. Nada de &#8220;Toca Raul&#8221;, são aranhas literais. A história, essencialmente, é que por lá as tarântulas que não são criadas como bichos de estimação acabam virando comida pra galera.</p>
<p>Pensando bem, essa última notícia nem é tão bizarra assim. Afinal, fazemos o mesmo no Brasil com os gatos.</p>
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		<title>Gordices em Braga</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/08/02/gordices-em-braga-portugal/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 20:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Turismo gastronômico internacional: Conheça um pouco sobre Braga, uma simpática cidade portuguesa e suas potencialidades culinárias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-12104" title="Sé de Braga" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braga1.jpg" alt="" width="200" height="259" />O lado bom de participar de congressos é a chance de viajar. Afinal, a maioria dos <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-gordices" target="_blank">relatos de turismo gastronômico</a> que fiz por aqui foi decorrente de eventos acadêmicos. Estudar um pouquinho, passear um tanto e comer pra caramba, o que poderia ser melhor?</p>
<p>Dessa vez, a viagem foi internacional. Não foi minha primeira gordice <em>extrabrasiliana</em>, mas é a primeira a ser relatada no <strong>Papo de Gordo</strong>. Portugal. Mais precisamente Braga, uma simpática cidade no norte lusitano e que não costuma figurar entre as primeiras opções dos brasileiros que visitam a terrinha. Tanto que, da primeira vez que eu fui a Portugal, a rapariga da imigração estranhou minha opção pela cidade.</p>
<p>O bom de Braga é que a maioria das coisas podem ser feitas a pé. Não que esse seja meu meio de transporte favorito, ó pá. Caminhando pela cidade é possível ver obras arquitetônicas como a <em>Sé de Braga</em> e o <em>Arco da Porta Nova</em>. São belezas que podemos admirar longamente sem cansar. Meu critério para escolher a hora certa de parar era quando eu começava a mexer num joystick imaginário para fazer o personagem de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/busca2?q=assassins+creed&amp;dep=12&amp;x=16&amp;y=11&amp;franq=277072" target="_blank">Assassin&#8217;s Creed</a> escalar os prédios para atualizar o mapa da cidade. A imaginação de um nerd fica exageradamente fértil em cidades milenares.</p>
<p>Para quem gosta de construções históricas, não falta opção em Braga. É muito legal virar uma esquina e dar de cara com uma torre do século 12 (ou algo por aí). Depois, caminhar mais um pouquinho e ver restos da passagem dos romanos por <em>Bracara Augusta</em>. <img class="alignright size-full wp-image-12106" title="Paisagem típica de Portugal" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braga3.jpg" alt="" width="250" height="177" />Então, andar uns poucos metros e visitar uma cozinha do século 17. E, finalmente, olhar pra cima e ver várias roupas do século 21 penduradas pra secar em varais do século 20. Se isso não é História, eu não sei o que seria.</p>
<p>Vale também o registro de que, ao contrário do que muitos brasileiros creem, não é difícil entender o que os portugueses dizem. Nossos irmãos lusitanos falam muito rápido, engolem as vogais e usam &#8220;tu&#8221; o tempo todo, mas é só acostumar o ouvido para compreender corretamente. Claro que só com muita prática para sacar que &#8220;Bilabérde&#8221; é &#8220;Vila Verde&#8221;, mas você chega lá.</p>
<p>Nessa viagem, só tive problemas de entendimento quando um taxista me disse algo como &#8220;Vasbr&#8217;gp&#8217;rk&#8221; e praticamente me deu uma bronca porque não entendi. Tirando isso, bater papo com os portugueses do norte é uma boa porta de entrada pra quem quer conversar com os lisboetas, esses sim com um sotaque mais difícil para quem vem da colônia.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-12107" title="Antigo Paço Arquiepiscopal Barcarense" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braga4.jpg" alt="" width="250" height="188" />Como minha visita a Braga era essencialmente acadêmica, minha primeira experiência gastronômica foi no bandejão da Universidade do Minho. Minha triste constatação: bandejão da faculdade é igual em qualquer lugar do mundo. O frango, por exemplo, era enorme, mas creio que o fornecedor perguntou se eles preferiam tamanho ou sabor. Além disso, regulavam comida. Ou você pegava bolinho ou pegava fruta. Toda hora alguém falava &#8220;Sorry, this or this&#8221;, deixando dezenas de professores estrangeiros tristes.</p>
<p>Por sinal, havia tanto gringo por lá que gastei praticamente todo meu inglês (que já não é lá grandes coisas). Meu maior momento de glória foi quando expliquei para um grupo de professores nórdicos as razões históricas e culturais para os argentinos serem escrotos. O único problema foi explicar o que seria &#8220;escroto&#8221; de uma maneira polida e academicamente aceitável.</p>
<p>Para compensar o bandejão, a universidade espalhou dezenas de mesinhas cheias de pães e doces para todos os congressistas. Os portugueses são ótimos no quesito pães e doces. <img class="alignright size-full wp-image-12108" title="Bandejão da Universidade do Minho: muito tamanho, pouco sabor" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braga5.jpg" alt="" width="250" height="188" />A única coisa que o turista brasuca precisa ficar atento é que o lugar certo para encontrar doces são as <em>pastelarias</em>, já que o termo &#8220;pastel&#8221; é usado com essa conotação por lá (em teoria, no Brasil também, mas a gente associa mais ao pastel frito de feira, com 95% de vento e 5% de carne).</p>
<p>O gordinho que aportar em terras portuguesas também tem que ficar esperto para não pedir sanduíche de presunto (que é alguma coisa crua muito estranha), mas de fiambre (esse, sim, &#8220;nosso&#8221; presunto). Também penei pra lembrar que canudo era palhinha e que misto-quente era tosta, o que fez com que me olhassem como um ET numa lanchonete. Nada tão ruim quanto pedir um sorvete e suporem que eu queria café ao invés de um <em>gelado</em>.</p>
<p>Mas a melhor opção para quem quer caprichar na alimentação é comer uma francesinha (no bom sentido, claro). Essa maravilha da culinária portuguesa é, essencialmente, um pão de forma com bife, linguiça, chouriço e presunto, coberto com queijo e ovo frito e encharcado com um molho fabuloso. Como se já não fosse suficientemente gorduroso, ainda acompanha fritas. Fan-tás-ti-co! Tão bom que nem lembrei de fotografar, lamento.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-12105" title="Cozinha do Século 17 (creio eu, não lembro com certeza)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braga2.jpg" alt="" width="250" height="188" />Em resumo, não consegui fazer tanto turismo gastronômico quanto eu gostaria por dois motivos básicos: Não tive muito tempo por causa do estresse de preparar minhas apresentações para o congresso e, além disso, tive que viajar sem minha noiva, que normalmente é quem pesquisa sobre restaurantes (eu sou um gordo preguiçoso, confesso).</p>
<p>E antes que alguém pergunte pelas ausências gastronômicas óbvias: Não gosto de bacalhau e não bebo vinho. Sei que isso corta 90% de minhas possibilidades culinárias em terras lusitanas, mas ninguém é perfeito, oras.</p>
<p>Busquei compensar essa falha comprando docinhos portugueses em todas as pastelarias da cidade (duas ou três mil, suponho, já que havia dezenas delas a cada esquina). Porém, como a legislação brasileira impede o transporte internacional de alimentos, fui obrigado a comer tudo sozinho antes de voltar ao Brasil. Nunca foi tão bom cumprir a Lei.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><em>PS: Para quem estava curioso sobre meu voo de volta, depois da <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/07/19/cronica-9-e-meia-horas-de-horror-gordo-aviao/" target="_blank">trágica aventura na ida</a>, tenho o orgulho de informar dessa vez <strong>eu</strong> fui o gordo alfa. Incomodei tanto a coroa gordinha que sentou ao meu lado que, antes mesmo do avião decolar, ela já havia se mudado. Com isso, viajei sem nenhum &#8220;vizinho&#8221; num voo quase lotado. Aprendi minha lição!</em></p>
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		<title>9 1/2 horas de horror</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 18:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acompanhe as desventuras de um gordo castigado com o que de pior pode acontecer com alguém em um avião: sentar ao lado de um gordo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11813" title="Não, esse não sou eu quando pequeno!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordinhovoando.jpg" alt="" width="250" height="137" />Essa crônica também poderia se chamar &#8220;A vingança dos magros&#8221;. De qualquer forma, eu não mereço, pois sempre fui um gordo legal em aviões. Buscava me limitar ao meu espaço, mesmo exíguo, para não incomodar os magros que sentavam a meu lado, mas tudo bem, a roda cármica não olha histórico de bom comportamento.</p>
<p>Tudo começou sexta-feira, quando embarquei em um voo para Portugal. Seriam 9 horas e meia até Porto. Já havia viajado na TAP duas vezes até hoje e sempre tive a sorte de conseguir viajar sem ninguém do meu lado, o que me permitia levantar o braço do banco e ficar um pouquinho mais confortável. Dessa vez não tive sorte, o voo estava lotado. As chances de conseguir viajar sem ninguém a meu lado eram ínfimas. Restava-me torcer para que o companheiro forçado de viagem fosse um magrelo mudo.</p>
<p>Ajeitar-me no banco foi uma tarefa relativamente fácil para um gordo acostumado com o design cruel dos assentos de avião. O primeiro passo é deixar o cinto de segurança sobre os braços da cadeira antes de sentar. Depois, ir já de costas na direção de sua poltrona para, com todo cuidado do mundo, ajeitar-se no pequeno espaço. Em seguida, o cinto deve ser estendido até o limite máximo, a barriga deve ser &#8220;puxada&#8221; e, com sorte, o cinto entra de primeira. Depois, é só ajeitar o tamanho correto e verificar se continua sendo possível respirar.</p>
<p>Enquanto lia sobre a missa de sétima semana do senhor Pica e Pica (sério!) no jornal português oferecido gratuitamente para os passageiros, vejo um gordo bigodudo um tanto esbaforido caminhando pelo corredor. Num rasgo de hipocrisia, comecei a pensar &#8220;Do meu lado não, do meu lado não!&#8221;. Ele sentou do meu lado, claro. E foi aí que cometi meu primeiro erro: Como sempre sou educado e deixo o magrelo ao meu lado se ajeitar, costumo ficar torto para que a pessoa se organize e depois, com a força imposta por meu tamanho horizontal, uso os dois braços. No reflexo, fiz o mesmo com ele, e o maldito gordo tomou conta dos dois braços! Fiquei torto até o fim da viagem.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11812" title="A obrigatória (e inútil) foto da janela do avião" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/vistadoaviao.jpg" alt="" width="250" height="188" />Na hora de levantar voo, vem o clássico aviso de colocar os assentos na posição vertical. Só que meu banco não levantava de jeito nenhum (acho, inclusive, que posso ter danificado o joelho da passageira de trás quando o encosto de minha poltrona caiu velozmente contra minha vontade). Eu puxava o encosto, mas ele sempre voltava. Depois de uma bronca da comissária de bordo, descobri o que acontecia: como o botão para abaixar o banco ficava do lado de dentro do braço direito da cadeira e eu esmagava ambos os braços com minhas pernas, o botão estava condenado a ficar eternamente pressionado. Tive que ficar torto, quase em pé no limite do cinto de segurança até os avisos de apertem os cintos se apagarem.</p>
<p>O avião finalmente estava corretamente posicionado no ar e as horas começam a passar cada vez mais devagar. A TVzinha diante de mim mostrava o avião praticamente sem se mover. Achei que levaria três horas só para sair do Rio. Para diminuir essa situação, procurei o &#8220;controle remoto&#8221; (um negócio que mistura telefone, seletor de canais e controle de videogame). Olhei para tudo quanto é lado, mas não o encontrava. Finalmente descobri: colocaram o troço na parte de dentro do braço esquerdo. Tive que tirar o cinto e quase sentar no colo do gordo bigodudo (sem querer!) para conseguir pegar o controle. Quase desloquei o braço no processo, só para descobrir que todos os filmes eram grandes porcarias.</p>
<p>Claro que o gordo bigodudo também fez sua manobra para pegar o controle. E quase deslocou o <strong>meu</strong> braço ao fazê-lo. Depois de sobreviver a esse desespero e, com dificuldade, me ajeitar novamente no assento, os comissários entregaram os fones de ouvido. Mais uma vez, procurei o encaixe dos fones nos braços e descobri que, ao invés de colocarem na frente ou em cima, escolheram colocar (adivinhou!) no lado interno do braço. Além dos filmes serem ruins, eu ainda precisaria criar um hematoma em minha coxa para vê-los. Desisti de vez e fiquei ouvindo podcasts.</p>
<p>Estava quase sem espaço para as pernas, mas até conseguia movê-las levemente para os lados. Porém, algum corno que sentou na minha frente, abaixou o banco a toda velocidade e, além de quase perder meus joelhos, minhas pernas ficaram imobilizadas. Achei que teriam que me tirar com uma espátula daquele avião depois que as nove horas e meia de viagem terminassem.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11810" title="Hora da janta. Muita comida pra pouco espaço de manobra." src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comidadoaviao1.jpg" alt="" width="250" height="168" />Aí chegou a hora da janta. Depois de lutar por vários minutos contra o encosto do banco que teimava em ficar abaixado, puxei a mesinha, que teve um encontro emocionante com minha barriga. Em resumo, a mesinha não ficava reta. Tive que posicionar a comida de forma que não caísse, já que parecia que eu fazia um piquenique na encosta de um morro bem íngreme.</p>
<p>Não tenho do que reclamar da comida. Foi um franguinho com um molho estranho e pedaços de algo que parece cenoura, arroz, pãezinhos e uma sobremesa que podia passar por pudim. Já na hora das bebidas, pedi um refrigerante e recebi um copinho minúsculo. Conformado, sabendo que as bebidas sempre são assim, vi o gordo bigodudo pedir uma cerveja e receber uma lata inteira geladinha. Pô! Custava me dar uma lata inteira de Coca-Cola também?</p>
<p>Como estava só com o movimento de um braço e meio, comi de uma maneira que não posso explicar porque todas as comparações que me vieram à mente são politicamente incorretas demais e não quero ser processado. Basta dizer que eu tinha que abaixar a cabeça com a boca aberta enquanto invertia meu braço que segurava o garfo de uma maneira bastante rápida para a comida não cair nesses poucos segundos. Se caísse, só a veria novamente quando o avião pousasse.</p>
<p>O gordo bigodudo comia com mais tranquilidade, já que conseguira ocupar o &#8220;espaço gordo&#8221; antes de mim. E, sem nenhum cuidado, cortava seu pão na minha direção, me cobrindo de farelos. Ele ainda pediu uma segunda cerveja, no que foi atendido! Revoltado, pedi uma segunda Coca. O comissário, bastante solícito, me deu um outro copo. Com refrigerante quente e sem gelo! Enquanto o gordo bigodudo tossia cerveja em cima de mim!</p>
<p>Aí vem a hora de dormir. Não para mim, claro, já que raramente consigo dormir em aviões. O gordo bigodudo ainda lia atentamente seu livro nessa hora, usando meu antebraço como um anteparo não-autorizado para seu livro. Depois, ele resolveu dormir. Colocou um tapa-olhos e caiu num sono profundo rapidamente&#8230; deixando a porcaria da luz de leitura ligada em cima de mim! E a luz só podia ser apagada com o &#8220;controle remoto&#8221; dele, que estava no braço interno. Qualquer tentativa minha de apertar o botão para apagar a luz fatalmente seria entendida como assédio sexual, já que a perna dele cobria todo o aparelho.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11811" title="Café da manhã (ou pequeno-almoço). Última refeição dos condenados." src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comidadoaviao2.jpg" alt="" width="250" height="180" />Sem dormir, sem me mover e mal conseguindo respirar, fiquei a madrugada inteira me protegendo dos movimentos do gordo bigodudo durante seu sono (muito medo dele jogar sua cabeça em meu ombro &#8211; felizmente não aconteceu) e olhando o aviãozinho na TVzinha movendo-se milímetros sobre o Oceano Atlântico. Minha maior diversão era calcular mentalmente quantos quilômetros faltavam a cada minuto, comparando minhas apostas com o que aparecia na tela. Não preciso dizer que as horas se arrastaram mais lentas do que uma tartaruga hippie.</p>
<p>Chegou uma hora, porém, que eu precisava ir ao banheiro. Tive que acordar o gordo bigodudo para ele me dar passagem. Levei um tempo enorme para conseguir. Felizmente, ele era espaçoso, mas era relativamente educado e me deu passagem. Estava com tanta dor nas pernas que caminhava de maneira mais bizarra que meu sobrinho, que acabou de aprender a andar. A emoção foi tanta que quase chorei. Depois de fazer xixi, ainda fiquei um tempão no banheiro lavando as mãos só para adiar o momento em que voltaria para meu assento.</p>
<p>Depois de mais um pouco de sofrimento, faltando mais uma excruciante hora para o pouso, resolveram servir o café da manhã (ou pequeno-almoço, já que era um avião português). Mais uns pãezinhos, um salgado com recheio de ricota bem aceitável e uma xícara de café aguado. Novamente, muito farelo de pão jogado em mim pelo gordo bigodudo, mas era o último sacrifício antes de finalmente chegar à prometida terra lusitana.</p>
<p>O avião pousou, várias pessoas levantaram antes mesmo dele parar como se precisassem sair desesperadas quando a porta abrisse (provavelmente eram brasileiros). Esperei o gordo bigodudo sair, peguei minha mochila e saí feliz do avião. Cheio de dor nas pernas a ponto de ter cogitado pedir a cadeira de rodas emprestada, mas fui caminhando pra não correr o risco de empenar o veículo com meu peso. Até encarar a enorme fila do passaporte e a incrível demora na esteira de malas foram alentos diante da visão do gordo bigodudo tornando minha viagem um verdadeiro tormento!</p>
<p>Depois dessa experiência aprendi uma lição para a vida toda. Tanto que torço para que no voo de volta sente um magro ao meu lado, pois assim terei a oportunidade de pôr em prática o que agora sei: Ser a pessoa que incomoda é muito mais relaxante. Só não vou jogar farelo de pão no sujeito porque não desperdiço comida.</p>
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		<title>Welcome to Gordo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 18:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Alabama]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça Gordo, no Alabama, uma cidade sem nenhum destaque especial a não ser o nome (e que, ainda assim, só interessa pra gente fazer piada infame).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11548" title="Gordo, Alabama: onde fica" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoaqui.jpg" alt="" width="170" height="271" />Estados Unidos. Alabama. Condado de Pickens. No meio desse mar de nada, uma cidadezinha de apenas 8,2 km² ganha destaque no Brasil (nem tanto, nem tanto) ao ser citada no portal <strong>Papo de Gordo</strong>. Estamos falando de <a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=Gordo,+Alabama,+Estados+Unidos&amp;sll=33.317906,-87.907619&amp;sspn=0.066989,0.110378&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Gordo,+Pickens,+Alabama,+Estados+Unidos&amp;z=14" target="_blank">Gordo</a>, a cidade que gerou um dos assuntos mais infames já abordados na coluna &#8220;Gordo de Raiz&#8221;.</p>
<p>Pois é. Gordo. Encravada no Alabama, que só é conhecida aqui pela musiquinha da Susana (oh, Susana&#8230;), e contando com apenas 1.677 gordenses, a cidade fica perto de potências como Coker (que tem 808 habitantes), Ethelsville (com 81) e McMullen (com 66, um pouco menos que a torcida do América).</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-11551" title="Welcome to Gordo" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordowelcome.jpg" alt="" width="300" height="213" />Claro que uma cidade com um nome desses <em>precisava</em> ser citada no <strong>Papo de Gordo</strong> mais cedo ou mais tarde. O problema é o que citar sobre uma cidade cuja placa de &#8220;bem-vindo&#8221; está escondida longe da entrada e pintada em um troço que parece um celeiro. &#8220;Welcome to Gordo&#8221;. Pode ter dado preguiça de levar esse troço gigante até a entrada da cidade.</p>
<p>Tive que fazer uma extensa busca na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gordo,_Alabama" target="_blank">Wikipédia</a> e descobri, entre outras informação tão relevantes quanto, que só 0,3% da população é formada por índios. Como bem ensina a filmografia norte-americana, índios gordos são os primeiros a cair (de preguiça, geralmente), então devem ter sido dizimados nos tempos do bangue-bangue.</p>
<p>Outra característica de Gordo é a existência de muito mais mulheres acima de 18 anos do que homens. Antimetafórico, quando falamos em voz alta que há muitas mulheres em Gordo.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-11549" title="Uma das entradas de Gordo (lá ele!)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoentrada.jpg" alt="" width="250" height="146" />A renda <em>per capita</em> em Gordo é de 13.937 dólares, porém 23,1% da população está abaixo da linha de pobreza. A cidade é mesmo pequenininha, com uma ruazinha que vai, uma que vem e algumas outras espalhadas por lá.</p>
<p>Pra ter uma ideia, o motel da cidade (o &#8220;Gordo Motel&#8221;, um nome que até faz sentido nos EUA mas seria fracasso de marketing no Brasil), cobrava 4 dólares a pernoite e vinha com a placa &#8220;Motel quieto com saída&#8221;. Metáforas infames mil vêm à minha cabeça, mas deixo pra cada um pensar o que quiser porque esse é um post família.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-11550" title="Gordo Main Street" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordomainstreet.jpg" alt="" width="250" height="147" />A educação das crianças gordenses é garantida pela tradicional <a href="http://www.ghs.pickens.k12.al.us/" target="_blank">Gordo High School</a> que, pasme!, é conhecida por seu sucesso nos esportes. Gordo venceu seis campeonatos estaduais. Só nesse contexto pra conseguir escrever isso. Tudo bem que foi em futebol americano e beisebol, mas abafa o caso.</p>
<p>A escola ainda tem uma banda. <em>Gordo High Scool Band</em>. Parece o título da mais nova comédia de <strong>Eddie Murphy</strong>, na qual ele interpretará seis personagens diferentes atuando do mesmo jeito: uma série de gordos que irão descobrir que têm talento pra música e destruirão preconceitos em meio a piadas de peido.</p>
<p>Por fim, uma estatística interessante: 95% dos gordenses dirigem para ir trabalhar ao invés de ir andando. Isso explica muita coisa&#8230;</p>
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		<title>O gordo, a loura e a seleção</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 01:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[O que aconteceria se um gordo sentasse ao lado de uma gostosa no meio da torcida brasileira na Copa do Mundo da África do Sul?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-10808" title="A gostosa e o gordo" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gostosagordo.jpg" alt="" width="281" height="130" />Johannesburgo. África do Sul. 17 horas e 30 minutos pelo horário de Brasília (pense globalmente, veja as horas localmente). Arquibancada do Ellis Park. No meio da imensa torcida de brasileiros sem nada melhor pra fazer e com muito dinheiro no bolso (menos, depois de pagar pra viajar isso tudo só pra ver futebol), um típico gordo senta ao lado de uma típica gostosa.</p>
<p>Crônicas trabalham com estereótipos, tá bom?</p>
<p>- Olá, lindeza!<br />
- Hmpf&#8230;<br />
- Meu nome é Jorjão. E o seu, princesa?<br />
- Aninha, mas não vem com intimidade não, mané.<br />
- Poxa, só estou puxando conversa. Afinal, somos dois brasileiros num país distante, né?<br />
- Se você quer brasileiro, por que não conversa com esses malucos sem camisa do seu lado? Ou com aquelas velhas de cabelo verde e amarelo ali atrás?<br />
- Sinceramente, prefiro bater papo com uma gatinha de top e shortinho. Você é da torcida organizada?<br />
- Cara, sai pra lá. Eu quero ser filmada pra dar partida na minha carreira de modelo. Ou atriz, depende do que pintar primeiro. Mas ao lado de um gordo com chapéu de chifres e&#8230; isso é uma toalha?<br />
- É minha capa mágica do amor. Eu sou um super-herói, sabia?<br />
- Supernojento, tá? Olha, cala a boca que o jogo está começando! Vai, Elano!<br />
- Er&#8230; O Elano não joga hoje&#8230;<br />
- Sim&#8230; hehe&#8230; me confundi&#8230; Mas aquele ali é o Robinho, né?<br />
- É o Kaká&#8230; mas eles são parecidos, não se esquenta, qualquer um poderia confundir.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Gatinha, já faz mais de meia hora que a gente tá aqui, juntinho&#8230; Que tal a gente se confraternizar?<br />
- Sai pra lá, Senhor Barriga!<br />
- Ei, o que é isso na sua bochecha?<br />
- O quê?<br />
- Caramba&#8230; Acho que caiu uma coisa esquisita aí.<br />
- Tira! Tira! Não posso aparecer na TV com sujeira na cara! Tira!<br />
- Já vou tirar&#8230; SMACK!<br />
- Seu porco! Você me beijou&#8230; ei&#8230; por que o povo tá gritando?<br />
- É gol! Goool! Goooooool!!!<br />
- Gooooooool!!!<br />
- Vem cá dar um abraço!<br />
- Diz tchau pras tuas bolas, neném!<br />
- AAAAAAAAAAAAIIIIIIIII!!!!!!<br />
- Gostou, palhaço?<br />
- mmm&#8230;<br />
- Hein?<br />
- mmmmm&#8230;<br />
- Fala mais alto que eu não escuto com essas vuvuzelas do inferno!<br />
- Chega perto&#8230;<br />
- Machuquei muito?<br />
- SMACK!<br />
- PORCO!<br />
- AAAAIIII!<br />
- GOOOOOOLLLL!!!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Er&#8230; Aninha&#8230;?<br />
- Você de novo? Quer mais um chute?<br />
- Não&#8230; eu&#8230; queria pedir desculpas&#8230;<br />
- Tá desculpado, agora sai da reta.<br />
- Mas&#8230; Você notou que das duas vezes que te beijei o Brasil fez gol?<br />
- E o que você quer dizer com isso?<br />
- Será que isso não deu sorte?<br />
- Tá bom. Pra cima de mim&#8230;<br />
- Pensa bem&#8230; Vamos fazer um combinado? Eu te dou um beijo&#8230; selinho, juro, de levinho&#8230; Se o Brasil fizer outro gol tá comprovada a teoria e você ainda pode ser a heroína do jogo&#8230;<br />
- Hmmm&#8230; Estou confusa&#8230;<br />
- Deixa as ideias comigo, fofa. Aposto que até o Robinho desencanta com uma bitoquinha.<br />
- Bom&#8230; De leve, tá?<br />
- Claro. Smack&#8230;<br />
- Gol? Gool!? GOOOOOOLLLL!!!!!<br />
- GOOOOOOOLLLLLLL!!!!!!!!!! Agora vem cá pra goleada!<br />
- Três a zero tá bom demais! Sai pra lá!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Droga! O jogo acabou e eu não apareci na TV! Acho que vou usar um top menorzinho no próximo jogo! Será que é muita apelação eu ficar sem camisa?&#8230;<br />
- Bom, Aninha. Apesar dos seus chutes em meus acessórios, valeu pelos gols do Brasil&#8230; se é que você me entende&#8230;<br />
- Nem o pentacampeonato me faz te beijar de novo!<br />
- O Brasil tá em busca do hexa&#8230;<br />
- Que seja! Se você acha que eu vou beijar um gordo melecudo só pro Brasil fazer uns golzinhos, tá muito enganado!<br />
- Você que sabe. Pena que, se Brasil perder pra Holanda, ninguém vai querer mais saber das torcedoras brasileiras, já que o Brasil vai voltar pra casa e as holandesas vão dominar!<br />
- As&#8230; holandesas&#8230;?<br />
- Pois é. As holandesas. Loironas, gostosonas, enormes, peitudas&#8230; Ô, loucura&#8230;<br />
- Elas vão aparecer&#8230; e as brasileiras vão sumir&#8230;?<br />
- Já teve até holandesa presa por usar minissaia&#8230; Foram notícia no mundo todo&#8230; Não tem pra ninguém&#8230; Boa sorte, então!<br />
- Ei, Jorjão&#8230;<br />
- Opa! Fala, coração?<br />
- Olhando bem, você não é tão gordo nem tão melecudo assim. Não quer dar um pulinho no meu hotel pra garantir uma goleada brasileira por antecipação?</p>
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		<title>Que p*rra é essa?!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 02:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Quer ter filhos bonitos, mas é tão feio que nem sua mãe consegue te olhar? Agora você pode! Pergunte-me como!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/espermabonito.jpg" alt="" title="Como ter filhos bonitos" width="275" height="150" class="alignright size-full wp-image-10400" /><strong>Francis Galton</strong> deve estar orgulhoso lá no Céu dos ateus. Há mais de um século, ele criou a ideia da eugenia a partir dos estudos de seu primo famoso <strong>Charles Darwin</strong> (deve ser fogo ter um primo famoso) e ficou conhecido por defender que gente inteligente vai ter filhos inteligentes (seu parentesco com Darwin desmentiria isso facilmente, mas talvez ele não pensasse assim).</p>
<p>Hoje, essa filosofia continua forte na internet, mas não está mais voltada à inteligência (que, convenhamos, não serve de muita coisa nos dias atuais). Temos agora uma <em>eugenia</em> voltada à beleza!</p>
<p>Nosso velho conhecido <a href="http://www.beautifulpeople.com" target="_blank">Beautiful People</a>, rede de relacionamentos voltada para &#8220;pessoas bonitas&#8221; que já <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/01/05/site-para-pessoas-bonitas-expulsa-membros-que-engordaram-beautiful-people/" target="_blank">expulsou gordinhos</a>, voltou a aprontar das suas e criou <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/site-relacionamento-pessoas-bonitas-lanca-banco-virtual-esperma-571810.shtml" target="_blank">um banco de espermas e óvulos</a> para quem quiser ter filhos bonitos. O nome é <em>Beautiful Baby</em>, já que eles garantem beleza, não criatividade.</p>
<p>A filosofia do serviço é permitir que as belas pessoas que participam dessa comunidades de galãs e musas doem seus preciosos genes para perpetuar a beleza nessa sociedade tão desprovida de atributos físicos. E eles são caridosos: Garantiram que mesmo os feiosos, que não podem participar da rede social, terão o sagrado direito de ter filhos bonitos com os espermas e óvulos doados.</p>
<p>Considerando que o <em>Beautiful People</em> possui cerca de 600 mil membros (sem trocadilhos), deve haver muito esperma (OK, <strong>com</strong> trocadilhos) disponível em pouco tempo. Podemos gerar uma nova raça humana só de gente bonita, magra, esbelta, alta e tudo o mais que estiver no <em>Manual da Beleza Moderna</em> (o correio ainda não entregou minha edição atualizada, então estou por fora das últimas tendências).</p>
<p>Diante disso tudo, deixa ver se eu entendi&#8230; Por essa lógica, meus filhos serão todos gordos e de língua presa, correto? Além disso, vão gostar de ler, serão vascaínos e gravarão podcasts. Sem contar que escreverão para um blog de saúde e comportamento e atrasarão seus posts a ponto de publicá-los quase à meia noite só para cumprir o prazo.</p>
<p>Faz sentido&#8230;</p>
<p>Tanto sentido quanto a clássica lenda urbana sobre a rápida conversa entre <em>Albert Einstein</em> e <em>Marilyn Monroe</em>. Segundo os boatos, a fogosa loura teria afirmado ao cientista que, se eles tivessem um filho, a criança seria perfeita, já que nasceria com a inteligência de Einstein e a beleza da atriz. Porém, o físico teria retrucado: &#8220;O problema seria se nascesse com a <em>minha</em> beleza e a <em>sua</em> inteligência&#8221;.</p>
<p>Pelo visto, resolveram o problema. Eliminando a inteligência, garantem a beleza. <em>What a wonderful world</em>.</p>
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		<title>Famosos (ex-)gordinhos que traíram o movimento</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 20:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[André Marques]]></category>
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		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça algumas celebridades que eram gordinhas e "traíram o movimento". Os ex-gordinhos famosos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><strong>Seth Rogen</strong>, um dos gordinhos mais famosos de Hollywood e astro do <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/28/sarados-barriga-tanquinho-gordinhos/" target="_blank">polêmico texto sobre saradões x fofinhos</a>, traiu o movimento! O cara está magrelo! Tudo isso para interpretar o <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/cinema/veja-imagens-de-seth-rogen-como-besouro-verde/" target="_blank">protagonista de Besouro Verde</a> (e eu que pensei que ele só poderia mesmo fazer o papel do <a href="http://sterofsteel.files.wordpress.com/2008/04/fatted.jpg" target="_blank">Besouro Azul</a>).</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/exgordos_sethrogen.jpg" alt="" title="Seth Rogen" width="500" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-10143" /></p>
<p>Dá para encontrar por aí toneladas de outros exemplos (sacou? sacou? toneladas?). Alguns, inclusive, que deixam bem claro que há preconceito contra gordos na TV, especialmente no caso das mulheres. <strong>Rafaela Fischer</strong>, filha da <a href="http://www.modaesocial.iol.pt/noticia.php?div_id=2454&#038;id=1050626" target="_blank">Vera</a>, pode ser citada. Apesar de ser uma gordinha altamente &#8220;pegável&#8221; (segundo a opinião de amigos meus não comprometidos, claro), só depois que emagreceu foi convidada pra fazer o papel da amiga da irmã da adversária da protagonista de &#8220;Viver a Vida&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/exgordos_rafaelafischer.jpg" alt="" title="Rafaela Fischer" width="500" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-10142" /></p>
<p>Há também o caso de dois irmãos famosos que abandonaram o estilo rechonchudo de ser: <strong>Leonor Corrêa</strong> e <strong>Fausto Silva</strong> (não sabia que eles eram irmãos?). A apresentadora fez uma cirurgia em 2003 e até escreveu <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/200468/de+cara+com+o+espelho?franq=277072">um livro infantil para relatar o fato</a>. Sério, um livro infantil! Já Faustão, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/03/menos-um-gordo-na-tv-faustao-fez-cirurgia-bariatrica/" target="_blank">fez sua cirurgia ano passado</a>, destruindo um dos poucos pilares que ainda sustentavam a gordura de raiz brasileira (felizmente, Jô Soares desistiu de emagrecer há mais de 40 anos).</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/exgordos_leonorcorrea.jpg" alt="" title="Leonor Corrêa" width="500" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-10141" /></p>
<p>Nada contra esse montão de celebridades que emagrecem (você pode encontrar várias outras <a href="http://celebridades.uol.com.br/album/ex_gordinhos_album.jhtm?abrefoto=1" target="_blank">clicando aqui</a>). Há uma certa &#8220;exigência&#8221; da mídia e até dos telespectadores, que muitas vezes não ficam confortáveis quando veem gordinhos na TV fora de programas de humor.</p>
<p>Felizmente, sempre podemos contar com o <strong>André Marques</strong> pra manter a chama dos gordinhos viva na televisão.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/exgordos-not_andremarques.jpg" alt="" title="André Marques" width="500" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-10145" /></p>
<p>Quer ele queira, quer não&#8230;</p>
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		<title>Parada do Orgulho Gordo</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/07/cronica-parada-do-orgulho-gordo-humor/</link>
		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/07/cronica-parada-do-orgulho-gordo-humor/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 20:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[fat pride]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho gordo]]></category>
		<category><![CDATA[parada do orgulho gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma crônica sobre a tentativa de criação de uma "Parada do Orgulho Gordo". Será que os gordinhos conseguem fazer um evento tão grandioso quanto a Parada do Orgulho Gay?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/paradadoorgulhogordo.jpg" alt="" title="Parada do Orgulho Gordo" width="250" height="156" class="alignright size-full wp-image-9782" />- Marcão! Marcão!<br />
- Credo, Cléber, você tá todo esbaforido. Senta aí no sofá e pega uns salgadinhos pra tomar fôlego.<br />
- Sim&#8230; Ufa&#8230; É que eu estava na internet e li sobre a Parada do Orgulho Gay! Aí tive uma ideia que tinha que compartilhar contigo!<br />
- Er&#8230; Bom, cara, a gente é amigo e eu&#8230; bem&#8230; te apoio em qualquer decisão sua. Bem que eu desconfiava mesmo&#8230;<br />
- Do que você tá falando, mané?<br />
- De você querer virar uma bicha gorda, oras.<br />
- Ei! Eu sou espada, tá bom?<br />
- Ficou com medinho de assumir, é?<br />
- Para de palhaçada. Eu estou falando de uma ideia pra divulgar nosso clube!<br />
- Clube, não! Associação dos Gordos de Raiz! Criamos essa instituição para defendermos o direito dos gordos perante a sociedade! É muito mais que um reles clube!<br />
- Tá&#8230; Mas ao invés de brigarmos por maiores cadeiras no transporte público ou uma legislação antipreconceito, a gente fica só jogando sinuca&#8230;<br />
- Ei! Eu fico batalhando por isso tudo, sim!<br />
- Escrever piadas de magros no Twitter não conta.<br />
- Mas, diz aí, qual a sua ideia, afinal?<br />
- É o seguinte: A Parada do Orgulho Gordo!<br />
- E&#8230;<br />
- Como &#8220;e&#8230;&#8221;? A gente podia criar a Parada do Orgulho Gordo! Convocar os gordinhos do Brasil todo para desfilar na avenida Paulista, com carros alegóricos, celebridades gordas e tudo o mais!<br />
- Avenida Paulista&#8230; Ela é muito comprida. Metade do povo ia morrer do coração no meio do caminho e o resto ia desmaiar pouco depois. Aí, o orgulho ia pro saco.<br />
- Hmmm&#8230; Podemos fazer a parada em um trecho menor&#8230; Talvez com um show lá pelo meio da avenida pra justificar&#8230;<br />
- Um show vazio porque o público ia correr para as lanchonetes lá de perto ao invés de ficar de pé embaixo do Sol.<br />
- Você está generalizando&#8230;<br />
- Estou? Então me responde: Se você estivesse em pé, suando que nem um porco depois de ter caminhado vários quilômetros num calor ferrado e ainda esmagado no meio de uma porção de gordos na mesma situação, o que você faria?<br />
- Eu&#8230; Bem&#8230; Tá bom, tá bom. Ia correr pro primeiro ar condicionado que encontrasse.<br />
- Viu?<br />
- Mas é só marcar para a noite&#8230; Ou no inverno! Taí! São Paulo fica bem fria no inverno e ninguém ia suar tanto!<br />
- E a imprensa?<br />
- Como assim?<br />
- Um evento desses só atinge seu objetivo se a imprensa comparecer.<br />
- Claro que a imprensa vai aparecer.<br />
- Marcão&#8230; Não seja ingênuo. A imprensa não valoriza os movimentos antipreconceito. Tirando eventos já consagrados, tipo o próprio Orgulho Gay, ela só aparece em dois casos: Mulher gostosa com pouca roupa ou bizarrice!<br />
- Mas tem muita gordinha gostosa!<br />
- Sim. Mas você quer fazer no inverno, aí elas vão ficar com muita roupa. O ideal seria que elas mostrassem decotões generosos.<br />
- Que coisa machista!<br />
- Estou sendo realista. Sem gostosas de pouca roupa sobra o bizarro. E o que você acha que a imprensa vai falar de um bando de gordo andando ofegante na avenida Paulista à noite com churros e pipocas comprados nas centenas de barraquinhas que vão aparecer por lá?<br />
- Você é muito pessimista! E preconceituoso! Quem disse que os gordos vão estar carregando comida?<br />
- O que tem no seu bolso?<br />
- Er&#8230; Umas barrinhas de cereal&#8230; pra matar a fome&#8230; no caminho da minha casa até aqui&#8230; mas&#8230; Tá, desisto.<br />
- Onde você vai?<br />
- Vou entrar no Twitter para contar piadas de magros&#8230;<br />
- Agora, sim! Uma batalha sólida por nossa causa! Estou orgulhoso!</p>
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		<title>Salta uma luz com nada no capricho!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 20:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar-se de luz]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Prahlad Jani]]></category>

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		<description><![CDATA[Comer luz (ou nem comer nada) é uma mania que está ganhando cada vez mais adeptos. Claro que isso não é levado a sério na coluna "Gordo de Raiz".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9532" title="Apetitoso, não?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/luz.jpg" alt="" width="250" height="134" />Comer luz. Ou cuspe seco do céu da boca. Ou talvez simplesmente&#8230; nada! Não estou falando de anoréxicos tarja preta, mas de pessoas relativamente&#8230; bom&#8230; não dá pra usar o termo &#8220;normais&#8221;, até porquê pessoas normais não conseguem ficar mais do que 30 dias sem comer (meu limite são 30 minutos).</p>
<p>Só que tem gente por aí que garante que não come nada faz tempo. Um indiano maluco ganhou destaque na mídia há algumas semanas porque <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100430_india_comida_storypage_dg.shtml?s" target="_blank">não come nem bebe nada há anos</a>!</p>
<p>Ele se chama <strong>Prahlad Jani</strong> e é um líder religioso da tradição jainista, que garante que não precisa comer graças à meditação. Um grupo de médicos vem monitorando o sujeito 24 horas por dia e, claro, o exército inidiano já está de olho pra descobrir a &#8220;técnica&#8221; e criar soldados que não precisam comer (embora eu não consiga imaginar um batalhão parando pra meditar antes de sair fuzilando os inimigos por aí).</p>
<p>O tal Jani não é o único caso! Tem gente que vive por aí jurando que se alimenta de luz! E não é a <a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45117/" target="_blank">criançada de Brejo da Cruz</a>, mas uma galera que jura ter abandonado o materialismo para se unir à consciência coletiva de não sei das quantas parando de comer pra contemplar uma vida de espiritualidade e aversão ao ego dos seres humanos defeituosos. Ou algo assim.</p>
<p>Outra técnica é usar uma tal secreção natural que seria produzida pela glândula pineal e cuja descrição lembra um cuspe seco acumulado no céu da boca. Não me pareceu muito apetitoso.</p>
<p>O curioso é que tem muita gente na internet que se orgulha de não comer. São menos xiitas que alguns vegetarianos, já que não querem obrigar ninguém a abandonar a alimentação. Tudo bem que só eles são seres elevados, ao contrário de todos nós, comedores compulsivos de um grão de arroz por dia ou de um hambúrguer por hora, que somos criaturas pouco evoluídas. Mas posso conviver com isso.</p>
<p>Tudo bem que os mesmos sites que defendem que comer luz é saudável também dizem que <a href="http://www.vivendodaluz.com/PT/articles/bra.html" target="_blank">sutiãs causam câncer</a> e que a <a href="http://www.vivendodaluz.com/PT/articles/water_article/index.html" target="_blank">água tem sentimentos</a>.</p>
<p>- Por que você está jogando a água pelo ralo, Cristina?<br />
- A água estava sofrendo nessas garrafas de plástico, Júlio! Ela precisa se libertar!<br />
- Hein?<br />
- A água tem sentimentos!<br />
- Er&#8230; Tá&#8230; Mas ainda precisamos beber água, criatura. Sentimental ou não.<br />
- Não precisamos!<br />
- Tá maluca?<br />
- Que nada! Nunca estive tão racional! Queimei meus sutiãs, estou salvando a irmã água e vou tirar toda a comida da geladeira!<br />
- Que viagem é essa?<br />
- É uma viagem transcedental e evoluída! Galguei mais um passo rumo à evolução e você vem comigo! Vamos parar de comer esses objetos sólidos inferiores e materialistas!<br />
- Mas&#8230; Como a gente vai sobreviver, mulher?<br />
- Vamos comer luz!<br />
- Comer&#8230; luz&#8230;?<br />
- Andei pesquisando na internet e descobri que comer luz é o <em>must</em> da hora! Todo mundo faz isso, Júlio! Até umas atrizes globais, pelo que andei sabendo, mas elas não podem confessar porque a indústria dos alimentos está ameaçando suas famílias!<br />
- Sei&#8230;<br />
- Sim! A mesma indústria que não deixa divulgarem que sutiã dá câncer pra continuar vendendo <em>lingerie</em>!<br />
- Claro&#8230; Assim como celular broxa e papel A4 é um simbolismo satânico&#8230;<br />
- Bom saber que você também andou pesquisando!<br />
- Ironia, por que morreste?<br />
- Quê?<br />
- Esquece. Mas, diga aí, a gente vai viver só de luz agora, é isso? Nem um pãozinho com leite?<br />
- Nem pensar! Pão estraga os ossos e leite gera eritroblastose fetal!<br />
- Ai ai&#8230; Bom&#8230; Já que não tem jeito, posso pelo menos te pedir uma coisinha?<br />
- Claro, querido.<br />
- Posso comer minha luz com catchup e mostarda?</p>
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		<title>Lost: A redenção do gordinho perdido</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/05/26/lost-a-redencao-do-gordinho-perdido/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Hurley]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>
		<category><![CDATA[série de TV]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma opinião sobre o último episódio de Lost e o papel de Hurley, o gordinho boa-praça, no final da série.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: large;"><strong>(lotado de spoilers, tô avisando!)</strong></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9251" title="Em Lost, Hurley sempre ajudou todo mundo a ser mais feliz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lost1.jpg" alt="" width="302" height="167" />O último episódio de <em>Lost</em> foi ao ar no domingo nos EUA e ontem no Brasil (na verdade, a maioria dos brasileiros já havia visto na segunda, mas não vem ao caso). Muito já se escreveu sobre o assunto nesses poucos dias (recomendo os textos <a href="http://www.monalisadepijamas.com.br/sofa-da-mona/o-final-de-lost-the-end-com-spoilers" target="_blank">da Mafalda</a> e <a href="http://spoilercotidiano.wordpress.com/2010/05/26/lost-e-as-coisas-que-nao-existem/" target="_blank">da Vana Medeiros</a>), então não vou discorrer sobre a poesia e espiritualidade do final.</p>
<p>Também não vou falar sobre os que reclamam das <em>perguntas</em> sem respostas ou de quem ficou irritado por não entender o que aconteceu. Se alguma pessoa prefere ficar preso a convicções sobre como seria o <em>final</em> &#8220;perfeito&#8221; e, com isso, reclamar de como <em>Lost</em> acabou, é um direito que lhe assiste. Prefiro ficar do lado de quem relaxou e simplesmente curtiu o final e, consequentemente, a <em>série</em>.</p>
<p>Pra mim, o final de Lost funcionou muito bem e ficou claro que ele termina com o <em>Hurley</em> sendo o novo protetor da ilha. O <em>flash-sideway</em> é praticamente um epílogo que foi apresentado em paralelo à série. Uma maneira diferente de reunir todos os atores principais (num estilo &#8220;final de novela&#8221;, mas que funciona) e mostrar que todas as mortes não foram em vão e nem condenaram ninguém ao &#8220;Inferno&#8221;.</p>
<p>Ao final, todos se reuniram com a <em>Luz</em> que é a força da ilha. Alguns, como <em>Ben Linus</em>, ficaram pra trás para poder continuar se redimindo. Já os demais, foram juntos em direção a essa <em>Luz</em>. Mesmo que a pessoa tenha morrido alguns anos antes ou vários anos depois da &#8220;data cronológica&#8221; do fim da série, todos se encontraram naquele momento &#8220;fora do tempo&#8221;, mas dentro da mesma <em>figura mental</em> que eles faziam do período mais importante de suas vidas.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9252" title="Libby e Hurley... O gordinho demorou &quot;uma vida&quot; pra se dar bem, mas conseguiu" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lost2.jpg" alt="" width="250" height="167" />O final só não foi mais triste que o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4YBanGZC2DQ&amp;feature=related" target="_blank">último episódio da Família Dinossauros</a> (sério!), mas deu pra chorar que nem menininha. Não <a href="http://losties.com.br/?p=608" target="_blank">tão vergonhosamente quanto o Dudu</a>, mas deu pra chorar. Mesmo sabendo que tudo que aconteceu foi <em>real</em>, que aquele era apenas o momento final da <em>vida</em>, o que chega pra todo mundo mais cedo ou mais tarde, e que eles estavam se &#8220;libertando&#8221; das amarras do <em>passado</em> para alcançar a <em>paz eterna</em>, ainda assim foi emocionante.</p>
<p>Pra que não iria discorrer sobre a poesia e espiritualidade do final, até que fui mal&#8230;</p>
<p>Mas vamos justificar o título dessa coluna e falar da redenção do gordinho perdido: <em>Hurley</em>. Nosso amigo <em>Hugo Reyes</em>, o mais improvável herói da série. Sua capacidade de pensar mais nos outros sempre esteve clara. Desde quando bolou a ideia do campo de golfe lá na primeira temporada e, com isso, ajudou todo mundo a relaxar um pouquinho entre um susto e outro provocado pelo <em>monstro de fumaça</em> e pelos <em>Outros</em>.</p>
<p><em>Hurley</em> sempre foi a voz dos telespectadores e o personagem mais centrado. Comilão, tudo bem, mas qual gordo nunca sonhou em ter comida caindo do céu? Literalmente, no caso dele. Até arrumou uma <em>loirinha</em> pra dar uns pegas (mas, um tanto azarado, só conseguiu fazê-lo no além-vida).</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9253" title="Hurley foi o único personagem que se envolvia com &quot;mocinhos&quot; e &quot;bandidos&quot; sem problemas" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lost3.jpg" alt="" width="294" height="167" />E quando todos apostavam que a reviravolta do episódio final seria <em>Jack</em> entregando a proteção da ilha para <em>Sawyer</em> (afinal, um anti-herói com todos os predicados de um herói), quem acabou assumindo a <em>bagaça</em> foi exatamente o gordinho boa-praça. Tão boa-praça que foi capaz de fechar com chave a ouro a redenção de <em>Ben</em>, o mais amado vilão da série, com uma atitude simples e condizente com seu caráter: ofereceu a ele a chance de ajudá-lo a cuidar da ilha. O que <em>Ben</em> sempre desejou que <em>Jacob</em> fizesse.</p>
<p>O sacrifício de <em>Jack</em> foi perfeito, o desespero de <em>Desmond</em> ao perceber que se iludiu ao acreditar que o <em>flash-sideway</em> era outra realidade foi fantástico, a fuga de <em>Kate</em> e companhia no avião foi ótima (tanto que nem me importo em saber o que aconteceu quando eles voltaram à &#8220;civilização&#8221;)&#8230; Mas o marco da série, o final definitivo, foi <em>Hurley</em> assumindo o posto de guardião da ilha e, com isso, abrindo uma nova era, já que, nas palavras de Ben, as coisas antes aconteciam do &#8220;jeito do Jacob&#8221; e agora seriam do jeito do gordinho perdido. Um jeito muito melhor, com certeza.</p>
<p><em>Everybody loves Hugo</em>! E o gordinho se deu bem no final!</p>
<p>Pra variar&#8230;</p>
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		<title>Bifinho de Alpino</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 19:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O recente caso do achocolatado de Alpino sem chocolate Alpino traz à lembrança outros casos de "comida denorex", aquela que parece mas não é.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/danoninho.jpg" alt="" title="Danoninho" width="235" height="171" class="alignright size-full wp-image-9175" />&#8220;Danoninho vale por um bifinho&#8221;. Quem é velho&#8230; digo&#8230; quem foi criança nos <em>anos 80</em> lembra dessa frase e da clássica musiquinha que colocou na boca das crianças palavras fáceis como &#8220;lipídios, glicídios, protídeos, cálcio, ferro, fósforo e vitamina A&#8221; (escrevi de memória!!!). Mesmo pequeno, eu não dispensava um bifinho mal-passado por um <em>Danoninho</em> (comia ambos), mas muita gente caiu no papo de que ele <strong>realmente</strong> era equivalente.</p>
<p>Clássico caso de &#8220;<em>comida denorex</em>&#8220;, aquela que parece mas não é (lembra?). Logicamente, muitas pessoas protestaram contra esse slogan do primo do <em>polenguinho</em> (sim, o Danoninho não é iogurte, mas um queijo do tipo <em>petit suisse</em> com acréscimo de sabor) e ele caiu em desuso. Tudo bem que até hoje a música &#8220;bifinho&#8221; toca nas propagandas, mas só quem assistiu &#8220;<em>Quero ser grande</em>&#8221; lembra do nome da canção.</p>
<p>Cara&#8230; Melhor parar de lembrar o quanto sou velho ou vou deprimir de vez&#8230;</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/alpinofast.jpg" alt="" title="Alpino Fast" width="180" height="182" class="alignright size-full wp-image-9173" />Esse prolegômeno monstruoso é para lembrar da recente polêmica do <em>Alpino Fast</em>, a bebida sabor Alpino que não tem sabor Alpino e sequer é feita com chocolate Alpino. Tudo começou com a denúncia do blog <a href="http://comacomosolhos.com" target="_blank">Coma Com os Olhos</a> de que na embalagem da bebida havia um texto minúsculo avisando que o produto &#8220;<a href="http://comacomosolhos.com/alpino-fast" target="_blank">não contém chocolate Alpino</a>&#8220;. Depois disso, os jornais espalharam a informação, a <em>Anvisa</em> proibiu a propaganda do produto, a <em>Nestlé</em> tentou sair pela tangente (dizendo que o aviso foi para que as pessoas não achassem que encontrariam pedaços de Alpino na bebida&#8230; tá bom&#8230;) e por aí vai.</p>
<p>Agora vem a grande questão da humanidade: Por que as empresas de alimentação fazem esse tipo de coisa? Simples, caro gordinho. Eu sou fã de <em>Alpino</em>. Se deixarem uma caixa com o bombonzinho aqui, vou comendo sem parar. Se eu pegar uma barra de <em>Alpino</em>, devoro em segundos. Se me derem o <em>picolé de Alpino</em> vou fazer uma homenagem à <a href="http://bobagento.com/bbb10/we-l-meia-hora/" target="_blank">Tessália</a> com ele (essa pegou mal&#8230;). Bebi o <em>Alpino Fast</em>, vi que não tinha nada a ver com o chocolate original, xinguei a Nestlé, e voltei a comer a barra. Ou seja: Quem gostou vai continuar bebendo de otário que é e quem não gostou não vai deixar de comer o Alpino só porque ficou chateado.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/hamburguer1.jpg" alt="" title="Hambúrguer" width="250" height="185" class="alignright size-full wp-image-9176" />Além disso, quem tem coragem de reclamar com o gerente do <em>McDonald&#8217;s</em> que aquele hambúrguer lindo, com uma carne saborosa e molho escorrendo com perfeição que está na foto se transformou numa maçaroca de pão com alguma coisa que lembra carne e com um pouco de <em>maionese</em> espalhada?</p>
<p>Sei que muita gente vai dizer que reclama. Só que uma coisa é reclamar que o <em>queijo</em> veio frio e outra é dizer que o <em>sanduíche</em> não corresponde à foto. A gente simplesmente come, mesmo que venha um pão de <em>Big Mac</em> cobrindo o <em>Big Tasty</em> (sim, aconteceu comigo; tudo bem que eu só não reclamei que 30% do hambúrguer ficou &#8220;pra fora&#8221; porque comprei no <em>drive thru</em> e descobri a bizarrice a 10 quilômetros de distância da lanchonete).</p>
<p>O gordinho quer mais é comer. E o gordinho profissional faz isso tão rápido que nem dá tempo de perceber que tem algo errado na <em>comida</em>. Duas mordidas e o bolo &#8220;pronto&#8221; que compramos no supermercado já foi pro <em>estômago</em> sem termos a chance de notar que o recheio, que na foto parecia ocupar metade do espaço físico interno do produto, não passa de duas bolinhas de menor diâmetro que cocozinho de cabrito. E com gosto semelhante.</p>
<p>O pior é que, se depois de comer essas coisas bizarras e de feitura misteriosa, você ficar com dor de barriga, corre o risco de nem poder usar <em>Activia</em> pra ajudar a se &#8220;liberar&#8221;, já que a <a href="http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Danone_vai_modificar_propaganda__enganosa__na_Europa&#038;origem=ultimas" target="_blank">Danone parou de falar que o produto ajuda a&#8230; digamos&#8230; enviar um fax para as Tartarugas Ninja</a>.</p>
<p>Seja prometendo bife ou <em>bufa</em>, as empresas nunca vão mudar&#8230; nem os consumidores!</p>
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		<title>Gordices em Ouro Preto</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[comida mineira]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma visão geral da cidade histórica de Ouro Preto (Minas Gerais), terra dos inconfidentes, do ouro imperial e de muitas, mas MUITAS ladeiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ouropreto1.jpg" alt="" title="Ouro Preto" width="250" height="188" class="alignright size-full wp-image-9056" />Uma das principais fontes de riqueza do <em>Império</em> vinha da extração do ouro em Minas Gerais. E a capital da então província era <em>Vila Rica</em>, atual Ouro Preto. Foi por lá que <em>Tiradentes</em> foi sacaneado pelos colegas e preso antes de começarem uma caminhada pelas ruas da cidade dando vivas à República. Depois de visitar <em>Ouro Preto</em>, tenho certeza que os livros de HIstória estão errados e <em>Joaquim Silvério dos Reis</em> é inocente. A traição só pode ter sido ideia de um gordo preguiçoso que não queria ficar caminhando pelas infindáveis ladeiras ouropretanas&#8230;</p>
<p>Ô lugarzinho pra ter <em>ladeira</em>, sô!</p>
<p>Esclareço que gostei muito de visitar <em>Ouro Preto</em> (fui pra lá logo depois de sair de <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/05/05/gordices-em-belo-horizonte-minas-gerais/" target="_blank">Belo Horizonte</a>). Adoro <em>museus</em> e <em>arte sacra</em>, coisas que têm em abundância na simpática cidade. Mas o sobe e desce de ladeiras é pra destruir a alma (e as pernas) de qualquer <em>gordinho</em>. Ainda mais considerando que fiquei num hotel a uns 700 metros do centro, mas que pareciam 700 quilômetros de subidas íngremes em ruas históricas. Estava vendo a hora em que meu corpo jazeria ao lado dos heróis mineiros no <em>Museu da Inconfidência</em>.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ouropreto2.jpg" alt="" title="Igreja de São Francisco de Assis (Ouro Preto)" width="250" height="329" class="alignright size-full wp-image-9057" />Felizmente, há um serviço de táxis por lá e deu pra aproveitar as atrações turísticas de maneira um pouquinho menos sofrida no segundo dia (não havia táxis para as centenas de degraus de escadarias nos diversos museus e Igrejas, mas nem tudo é perfeito). E pensar que eu achei que estava no lucro por fugir da <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/01/13/um-gordo-de-raiz-na-academia/" target="_blank">academia</a> durante o feriadão&#8230;</p>
<p>Ainda assim, o cansaço sumia (provisoriamente) sempre que eu admirava o teto da capela-mor da <em>Igreja de São Francisco de Assis</em>, feito por <em>Aleijadinho</em>, e as obras do <em>Museu de Arte Sacra</em> no subsolo da <em>Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar</em>. Poxa, até a exposição de centenas de pedras de todas as cores e tamanhos no <em>Museu de Mineralogia</em> era legal. Você até se sente mais inteligente admirando pedras, ao menos até perceber que está procurando por <em>kryptonita</em> e <em>adamantium</em> e lembrar que não passa de um maldito nerd divagando numa ala de um museu científico.</p>
<p>Pelo menos os passeios eram entremeados por momentos de alimentação nada frugal. Desde um lanchinho regado a doces mineiros numa lanchonete grande cujo nome esqueci (sim, imperdoável, mas ela ficava no meio de uma <em>ladeira</em>, não que isso seja uma referência muito específica em Ouro Preto) até um almoço caprichado no <em>Bené da Flauta</em>, um restaurante com nome bizarro (em homenagem a um <a href="http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=147" target="_blank">sujeito mais bizarro ainda</a>) que fica num sobradinho bonitinho do <em>século XVIII</em> e que tem uma comida muito boa (claro que me enchi de <em>torresminho</em> de novo &#8211; ataque cardíaco, aqui vou eu!).</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ouropreto4.jpg" alt="" title="Mina Jejê (Ouro Preto)" width="250" height="175" class="alignright size-full wp-image-9059" />Mas tanta comida boa não me ajudaria na última tarefa turística ouropretana: Encarar uma <em>mina de ouro</em>! Sim&#8230; Entrei numa mina de ouro (embora, infelizmente, não tivesse mais <em>ouro</em> por lá). E se você está pensando no <em>Indiana Jones</em> andando de carrinho num labirinto de trilhos de madeira, esqueça: A <em>mina Jejê</em> (e todas as minas &#8220;de verdade&#8221; por lá) consiste essencialmente em um buraco na terra, fininho, no qual você passa a maior parte do tempo agachado ou de coluna torta, se sujando todo de terra e achando que a qualquer momento vai surgir uma <em>minhoca gigante</em> para te impedir de chegar ao centro da Terra.</p>
<p>Admito que foi divertido visitar a <em>mina</em>, embora em alguns momentos eu tenha duvidado seriamente se conseguiria voltar todo o caminho sem ficar entalado. Além disso, passei a respeitar os <em>capacetes de segurança de obra</em>. Eu estava tão estabanado e sem espaço por lá que, se não estivesse de capacete, fatalmente meu cérebro teria rachado. Sobrevivi e voltei quase ileso ao exterior, mas, em compensação, terminei o passeio mais sujo que o <em>Cascão</em> depois de brincar na lama.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ouropreto5.jpg" alt="" title="Igreja Nossa Senhora do Carmo (Ouro Preto)" width="250" height="333" class="alignright size-full wp-image-9060" />Pra fechar o fim de semana, já cansado, estropiado, destruído, detonado e cansado (duplamente), só me restava a opção de fazer minha última refeição de maneira decente. Para tanto, eu e minha noiva zarpamos para o restaurante <em>Senhora do Rosário</em>. Ele fica dentro de um hotel (e quase não fomos atendidos porque estava tendo uma festa de casamento ou batizado ou falecimento de sogra por lá). A comida foi muito boa, embora sem a variedade gigantesca do <em>Bené da Flauta</em> (ainda meu preferido por lá). De qualquer forma, aplacou parte da minha fome e meu garantiu os pontos de energia necessários para terminar a missão (acho que ando jogando muito <em>videogame</em>).</p>
<p>Taí um panorama geral de Ouro Preto. Vale a pena visitar, mas prepare-se para ser forçado a queimar muito mais energia do que você gostaria. E, por melhor que seja a comida mineira, não dá pra repor as calorias na mesma velocidade da perda, já que os próprios restaurantes e lanchonetes estão em ladeiras (acho que só vi rua horizontal antes da placa &#8220;Bem-vindo a Ouro Preto&#8221; e depois da &#8220;Volte sempre&#8221;). Não é propriamente uma cidade para gordinhos preguiçosos, mas o esforço compensa, seu gordo preguiçoso!</p>
<p>Em último caso, faça como eu: Depois de sair de <em>Ouro Preto</em>, dê uma passadinha em <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/04/28/rocambolandia-lagoa-dourada-mg-rocambole/" target="_blank">Lagoa Dourada</a> e se empanturre de <em>rocambole</em> para afogar as mágoas.</p>
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		<title>Gordices em Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 18:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acompanhe os relatos de Lucio Luiz em seu turismo gastronômico pela capital de Minas Gerais, Belo Horizonte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8867" title="Belo Horizonte (Igreja da Pampulha)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/belohorizonte1.jpg" alt="" width="250" height="176" />Adoro <em>Minas Gerais</em>. Vou deixando isso claro logo de cara. Mineiro é minha segunda nacionalidade (sim, eu sei que isso está conceitualmente errado, mas vai reclamar de algum outro erro qualquer do texto e deixa esse gracejo em paz). Apesar disso, praticamente só conhecia o <em>Sul de Minas</em> até alguns dias atrás, quando finalmente viajei para Belo Horizonte.</p>
<p>Minha visão clássica de <em>Minas Gerais</em>, portanto, sempre foi influenciada pelas simpáticas cidades sul-mineiras: Comida barata e farta, pessoas simpáticas (dizem &#8220;bom dia&#8221; pra qualquer um que passe) e léguas e mais léguas de estradas entre uma cidade e outra (embora, se você perguntar pra qualquer mineiro se falta muito pra chegar na próxima cidade, ele vai dizer que é &#8220;logo ali&#8221; mesmo a 40 quilômetros de distância).</p>
<p>Depois de anos com preguiça de pegar a estrada até a capital mineira, finalmente precisei ir a BH (como é chamada por todo mundo que não fale &#8220;Belzônti&#8221;) por causa de um congresso. Por esse mesmo motivo, meu cronograma não era tão extenso para o <em>turismo</em>, mas como não podia deixar de fazer <em>gordices</em>, inventei tempo pra conhecer ao menos o básico da cidade e, claro, aprofundar meu conhecimento sobre a <em>culinária mineira</em>.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8870" title="Belo Horizonte (Lagoa da Pampulha)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/belohorizonte4.jpg" alt="" width="250" height="168" />Como estou acostumado com o trânsito caótico entre o Rio e a Baixada Fluminense e já dirigi várias vezes em São Paulo, o trânsito de <em>Belo Horizonte</em> não me assustou. Na verdade, achei até tranquilo para um cidade tão grande. Outra coisa que me chamou a atenção foi que em vários pontos da cidade havia <em>mansões</em> gigantes e cada carrão que vou te contar&#8230; Não lembro do GPS ter me mandado seguir por nenhum caminho que não passasse por vários exemplos de muita grana.</p>
<p>Só que o lado turístico em BH não é tão grande assim. Tudo bem que há eventos, exposições e coisa e tal, mas pelo meu tempo curto eu queria ser um &#8220;turista de pontos turísticos&#8221; e acabei me concentrando na <em>Lagoa da Pampulha</em> (especialmente porque o congresso era na UFMG, que fica por lá).</p>
<p>Dei uma volta completa na lagoa de carro, visitando a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e tudo o mais que tinha por lá (incluindo mais uma porrada de mansões, que só vi de longe, claro). Só não pude visitar o <em>Mineirão</em> porque o governador resolveu fazer uma presepada política qualquer por lá e o estádio fechou para os turistas justo naquele dia.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8869" title="Belo Horizonte" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/belohorizonte3.jpg" alt="" width="250" height="174" />&#8220;E comida, pombas?&#8221;, pergunta o leitor paciente, &#8220;Você vai enrolar quanto tempo mais antes de falar do que interessa?&#8221;</p>
<p>OK. Vamos lá. Depois de um <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">período no spa</a> a pior coisa que eu poderia fazer é um turismo gastronômico em <em>Minas</em>. Mas quem disse que eu tenho bom senso?</p>
<p>De cara, minha noiva fez uma pesquisa básica nos arredores do hotel (sempre tive preguiça pra pesquisar restaurantes nas cidades que visito) e zarpamos para o <em>Emporium Mineiro</em>, um simpático restaurante com um fabuloso <em>sanduíche de filé mignon</em>. No dia seguinte, por falta de opção (na verdade, porque fiquei com preguiça de pesquisar direito), fui comer no <em>Shopping BH</em> logo depois de minha apresentação no congresso. Embora quase o tempo todo eu tivesse a sensação de ter me teletransportado para o <em>Barra Shopping</em>, encontrei um restaurante argentino típico por lá e fingi que era típico enquanto comia um bife.</p>
<p>Mas foi no meu último dia em BH que, em suas pesquisas, minha noiva encontrou a porta que leva para o Céu.. ou para o Inferno, já que a <em>gula</em> é um pecado e eu sempre me esqueço disso. No meio de várias ruazinhas apertadas (Deus abençoe o inventor do GPS), espremida entre trocentas <em>mansões</em> (eu já falei que me impressionei com o volume de mansões em BH?), estava o restaurante <em>Xapuri</em>!</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8868" title="Belo Horizonte (Lucio Luiz feliz da vida no restaurante Xapuri)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/belohorizonte2.jpg" alt="" width="250" height="307" />Nós ficamos quase duas horas por lá. Carneiro, escondidinho, pão de queijo, torresminho pururuca (ah&#8230; <em>torresminho pururuca</em>&#8230;), doces, queijos, uma infinidade de comida na minha frente! Era obrigação moral dar conta daquilo tudo! Terminei o almoço com um sorriso maior que o do gato do País das Maravilhas e uma vontade de voltar lá e pedir o &#8220;porco assado para vinte pessoas&#8221; que tinha no cardápio. Se eu vou com 20 pessoas, já é outra história.</p>
<p>Sei que poderia comer mais, porém não tinha tempo. Precisava aproveitar o restinho do feriadão seguindo para <em>Ouro Preto</em> (que vai ganhar uma coluna específica na semana que vem) e, claro, pra Lagoa Dourada, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/04/28/rocambolandia-lagoa-dourada-mg-rocambole/" target="_blank">já decantada em verso e prosa semana passada</a>. Meu último ato de alimentação em BH, portanto, acabou sendo nem um pouco típico: Resolvi fazer um &#8220;lanchinho da madrugada&#8221; no McDonald&#8217;s que ficava na frente do hotel.</p>
<p>O único problema é que, só quando cheguei lá, cheio de gula (ó o pecado aí de novo), descobri que apenas o drive-thru era 24 horas. Solução: Exercitei minha <em>mineiridade</em> e entrei na fila, a pé mesmo, atrás dos carros. Mas fiquei segurando um volante imaginário para disfarçar. Tá achando que sou bobo, uai?</p>
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		<title>Rocambolândia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 23:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Paraíso para os fãs de rocambole tem nome: Lagoa Dourada. Conheça essa cidadezinha de Minas Gerais e entenda porque ela poderia se chamar "Rocambolândia".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8597" title="Lagoa Dourada" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lagoadourada.jpg" alt="" width="270" height="108" />Eu adoro rocambole. É uma das guloseimas que eu posso comer todo dia sem enjoar. Apreciar aquele parente do bolo enrolado com uma generosa porção de doce de leite me deixa muito feliz. Por isso posso garantir que visitei o Paraíso no interior de Minas Gerais.</p>
<p>Estou falando de <a href="http://www.lagoadouradaonline.com.br" target="_blank">Lagoa Dourada</a>, cidade que poderia muito bem se chamar Rocambolândia se esse nome não fosse feio pra diabo.</p>
<p>Não estou exagerando. A cidade é pequenininha, mas na rua principal há várias lojas vendendo rocamboles com os mais variados recheios, fazendo jus ao título de &#8220;terra do rocambole&#8221;. Eu precisava conhecer esse lugar e aproveitei que fui de carro para Belo Horizonte (cujas experiências contarei numa coluna futura, já que prioridade é prioridade) para encarar a estrada até Lagoa Dourada.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8598" title="A rua principal de Lagoa Dourada, cheia de lojas de rocambole" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lagoadourada1.jpg" alt="" width="250" height="154" />Estacionei o carro na tal rua principal e fui visitar as lojas de rocambole. Imaginei pedir uma &#8220;provinha&#8221; do doce em cada uma, torcendo para que o pessoal fosse simpático e desse um pedacinho diante da minha cara-de-pau. Pra minha surpresa, não apenas <strong>eles</strong> ofereceram sem eu precisar pedir, como a primeira &#8220;provinha&#8221; foi uma fatia muitíssimo bem servida de rocambole com doce de leite que quase me empanturrou (minha noiva quase desistiu de me acompanhar nas &#8220;rodadas&#8221; seguintes).</p>
<p>Em outra loja, deram pedaços um pouco menores, mas isso foi compensado porque me ofereceram três fatias de diferentes recheios: chocolate, maracujá e doce de leite com passas. Mal terminava a segunda, já jogaram mais três sabores. Tive que pedir pra pararem ou não conseguiria experimentar nada nas demais lojas.</p>
<p>Por fim, depois de estar com a barriga devidamente cheia de rocambole (e o que é melhor: sem ter gasto um centavo sequer para comê-los!), elegi uma das lojas para comprar as &#8220;encomendas&#8221; (metade pra mim, metade pra dividir entre eu, família e amigos). Saí com o carro abarrotado de rocamboles baratinhos, feitos na hora e acondicionados em caixas bem bonitinhas.</p>
<p>Detalhe: Tudo isso em pleno domingo! As lojas funcionam <strong>todos</strong> os dias da semana até bem tarde! É ou não é o Paraíso na Terra?</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8599" title="Rocamboles de Lagoa Dourada" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lagoadourada2.jpg" alt="" width="250" height="180" /><strong>Momento Cultural</strong></p>
<p>Os rocamboles fazem a fama de Lagoa Dourada desde que Miguel Youssef (que, justamente, dá nome à rua principal da cidade) passou a vender rocamboles uma vez por semana, como sobremesa em seu botequim.</p>
<p>Em 1965, quando os filhos de Miguel já haviam assumido os negócios, um deles, Paulo Miguel, resolveu criar uma caixa especial para a venda dos rocamboles para os viajantes que passavam pela cidade. Até então, o rocambole era só mais um dos doces do então Bar e Hotel Glória, mas a ideia fez sucesso e aumentou a procura pelo rocambole &#8220;para viagem&#8221;.</p>
<p>Paulo Miguel morreu em 1975 e sua viúva, Simone, precisou vender o bar. Porém, em 1981 ela conseguiu dinheiro para abrir o Bar e Restaurante Rocambole. Dois anos depois, seu filho Ricardo Youssef teve a ideia de colocar placas pelas estradas que levavam à cidade anunciando &#8220;O Legítimo Rocambole&#8221;, o que atiçou o apetite dos turistas mais esfomeados e acabou estimulando outras pessoas a abrir várias lojas para também vender rocamboles.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8600" title="Essa foi a &quot;provinha&quot; de rocambole que me deram para experimentar" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lagoadourada3.jpg" alt="" width="220" height="287" /><strong>Receita do &#8220;Legítimo Rocambole&#8221;</strong></p>
<p>Essa receita está nos folhetos da loja mais antiga da cidade. Se alguém fizer, pode me mandar uma &#8220;provinha&#8221; que eu digo se está à altura do original ;)</p>
<p><em>Ingredientes:</em><br />
- 6 ovos<br />
- 125 gramas de açúcar<br />
- 125 gramas de farinha de trigo<br />
- 1 colher (chá) de fermento químico (pó Royal)</p>
<p><em>Preparo:</em><br />
- Bater bastante os ovos com o açúcar em batedeira.<br />
- Juntar a farinha de trigo com o fermento e mexer com colher de pau.<br />
- Cobrir uma assadeira com papel-manteiga.<br />
- Colocar a massa por cima do papel-manteiga e levar ao forno em temperatura média.<br />
- Rechear conforme o gosto individual.</p>
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		<title>O tio gordo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 01:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja o relato emocionado (e um tanto babão) de Lucio Luiz em homenagem ao primeiro aninho de seu sobrinho e entenda como funciona a mente de um tio gordo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8384" title="Lucio Luiz, babando seu sobrinho" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tioesobrinho.jpg" alt="" width="275" height="209" />Uma das instituições mais clássicas da família brasileira é o &#8220;tio gordo&#8221;. Comparado com figuras como a &#8220;sogra malvada&#8221; e o &#8220;cunhado chato&#8221;, o tio gordo é praticamente um alento. É aquele boa-praça do qual a gente sempre se lembra quando surge a ameaça das festinhas de família.</p>
<p>O tio gordo é aquele membro da família que, quando a gente é pequeno, ensina os meninos a fazer porcarias gosmentas a as meninas a&#8230; bem&#8230; a fazer porcarias gosmentas também, já que o repertório de ensinamentos não é tão vasto assim e toda criança gosta de guerrinha da catarro, cuspe vai-e-volta, arroto falso e essas coisas saudáveis.</p>
<p>O tio gordo também é aquele que sempre está disponível (embora nem sempre disposto, já que é gordo, pô) para brincar. Não tem cama elástica melhor que a barriga do tio gordo. Nem colo mais aconchegante (talvez o da mãe, mas shopping com praça de alimentação é concorrência desleal).</p>
<p>Pois bem. Eu sou um tio gordo. Hoje, 14 de abril, meu primeiro sobrinho está completando um ano de vida. E eu, como tio babão que sou, precisava falar do moleque.</p>
<p>Antes do Luiz Henrique nascer, meu conhecimento sobre &#8220;ser tio&#8221; se resumia às dezenas de crianças que estudam na escola em que trabalho. Praticamente sou &#8220;tio&#8221; desde que terminei o Ensino Médio (o que faz muito tempo e isso não vem ao caso). Mas ainda faltava ser tio &#8220;pra valer&#8221;, com uma criatura que compartilhasse 25% da minha carga genética (sim, ele está levando meus DNAs adiante, quer queira quer não).</p>
<p>Foi uma alegria quando minha irmã mais velha engravidou. Todos nós ficávamos babando em cima de sua barriga por aquele pequeno feto. Ela precisava usar guardanapo toda hora, era nojento, mas não tinha jeito. Primeiro filho, primeiro sobrinho e primeiro neto, tudo no mesmo pacote.</p>
<p>Daí, o moleque nasceu. Na madrugada de 14 de abril de 2009. Foi a primeira vez que eu pulei da cama morrendo de sono e não xinguei todo mundo. Na verdade, nem deu tempo. Minha irmã me ligou (meu cunhado ainda estava em estado de choque desde o rompimento da bolsa e ela que teve que organizar tudo) e eu pulei da cama direto para o carro. Acordei meus pais, liguei pra minha noiva, avisei até a cachorrinha. Meu sobrinho ia nascer.</p>
<p>E lá vem o garoto. Cara de joelho, pra variar. Mas era uma gracinha. As outras crianças eram todas horrorosas, mas a cara de joelho caía bem nele. Foram alguns meses com medo de segurá-lo e desmaiar, caindo em cima dele. Minha irmã não aceitaria um papelão de volta. Na dúvida, eu ficava sentado no sofá e alguém me entregava o bebezinho. Eu nem me movia.</p>
<p>Lá pelos três meses tudo ficou mais fácil. Ele ficou mais &#8220;durinho&#8221; e já dava pra segurar até pelo pé se fosse o caso. E aí começou a árdua tarefa do tio gordo. Não era trocar fralda (um orgulho do titio, por sinal, é que ele come um quilo e caga três em média), não era dar banho (na prática, ele que dá banho em todo mundo quando está na banheira) nem muito menos dar brinquedo (mesmo sendo o padrinho, criei em todo mundo o hábito de não esperar presentes de mim, embora eu não resista quando vejo algo pro moleque).</p>
<p>Minha maior tarefa era ensinar porcarias gosmentas! E venho cumprindo minhas obrigações com maestria. De cara, ensinei o Luiz a fazer barulhinho de pum com a boca. Para meu orgulho, ele evoluiu o procedimento por conta própria e só faz o barulhinho quando está cheio de baba, encharcando todo mundo. Só tenho que lembrar de orientá-lo que a validade para todos acharem isso bonito é até os dois anos, mais ou menos. Depois, é tapa na orelha.</p>
<p>E um novo gordinho ameaça surgir (já dizem que ele parece comigo, mas sei que é porque ele está uma &#8220;bolinha&#8221;). À medida em que ele vem crescendo, sua alimentação já passou da papinha e chegou ao biscoito Maizena e à sopinha (eca!). Já tentei dar cachorro-quente ao garoto, mas minha irmã faz marcação cerrada e garante que ele perde o tio se eu insistir em alimentá-lo com pedacinhos de Ruffles ou hambúrguer.</p>
<p>Mas minha tarefa não está finda. Ele tem apenas um ano de idade, afinal. Pretendo estar presente em seu primeiro Big Whooper. Faço questão de fotografar sua primeira pizza brotinho de calabresa com mostarda e catchup. Vou chorar quando ele virar pra mim e falar &#8220;Tio, faz pra mim um <a href="http://www.inutiologia.com.br/index.php/2006/02/20/culinaria-inutil-milk-shake-de-alpino/" target="_blank">milk shake de Alpino</a>&#8220;. Não tem como não ser um tio babão de uma criaturinha fofa assim, né?</p>
<p>E a vantagem dele ser meu sobrinho é que posso ficar só ensinando bobagem. Educá-lo é problema da mãe. Ah&#8230; O doce sabor da vingança fraterna&#8230;</p>
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		<title>Queria ter um milhão de ovinhos&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 18:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[coelho]]></category>
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		<category><![CDATA[ovos de pascoa]]></category>
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		<description><![CDATA[A Páscoa é melhor que o Natal para os gordinhos? Leia alguns argumentos em defesa dos ovos de chocolate e tire suas conclusões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/pascoanatal.jpg" alt="" title="Páscoa é melhor que Natal?" width="275" height="321" class="alignright size-full wp-image-7997" />Natal é legal. A gente ganha presente e tudo o mais. Tem a ceia, com várias coisas gostosas. Realmente, teria tudo pra ser o melhor feriado do ano para os gordinhos&#8230; se não fosse a Páscoa.</p>
<p>Alguns poderão contestar, afirmando que o Natal conta com uma grande variedade de comida e que a Páscoa se resume a chocolate. Uai! Mas é exatamente por isso que o coelhinho ganha do Papai Noel: Chocolate!</p>
<p>Sejamos sinceros: Quem nunca entrou na seção de Páscoa de um supermercado e não se sentiu num momento onírico? (ou &#8220;no meio dum sonho&#8221;, se o chocolate for hidrogenado, eca!) Aqueles vários metros quadrados com centenas de ovos de chocolate flutuando sobre nossas cabeças&#8230; Dá dor de barriga só de estar lá!</p>
<p>Claro que há o outro lado da questão. A cada ano que passa os ovos ficam mais caros. Um <a href="http://comacomosolhos.com/pascoa_2010" target="_blank">post do blog Coma Com os Olhos</a> foi mais direto ao ponto: Sai mais barato comprar o &#8220;chocolate de origem&#8221; do que o ovo de Páscoa. Exemplo: Um ovo Chokito é mais que o dobro de três caixas de Chokito, que têm maior &#8220;peso líquido&#8221;.</p>
<p>Além disso, o problema nem é só o preço. Para se &#8220;diferenciarem&#8221;, algumas marcas estão lançando ovos com formatos bizarros. O ovo Batom, por exemplo, tem o formato de um supositório de Itu. Pô&#8230; Ovo é ovo. Temos que manter as tradições!</p>
<p>Mas nada disso estraga a alegria que é se empanturrar com ovos de chocolate na Páscoa. Claro que há pessoas que &#8220;economizam&#8221; os ovos (isso ficou estranho&#8230;) e guardam mais da metade do chocolate na geladeira para comer depois. E só lembram disso na Páscoa seguinte, quando o chocolate já está verde.</p>
<p>Outra vantagem da Páscoa é que ela vem junto com um feriadão (ou o feriadão vem junto com ela, nunca lembro direito). Portanto, dá pra se preparar para o ataque aos ovos (isso ficou mais estranho ainda&#8230;) desde quinta-feira. Não que alguém vá fazer jejum. A não ser que você seja católico de raiz e fique sem comer carne na sexta, claro.</p>
<p>Definitivamente, a Páscoa é o feriado dos gordinhos. Salve o coelhinho. Só não coma o ovo que ele põe porque isso não é exatamente chocolate (<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/03/30/papo-de-gordo-14-pascoa/" target="_blank">viu, Vanassi?</a>).</p>
<p>Para finalizar essa coluna especial de Páscoa, curtam a bela homenagem que <strong>Dudu</strong> e <strong>Flavio</strong> fizeram (sem saber) para os leitores do <strong>Papo de Gordo</strong>:</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa: o fim!</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/24/um-gordo-de-raiz-no-spa-o-fim/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 20:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Um Gordo de Raiz no Spa]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegou ao fim a semana de sofrimento e emagrecimento de Lucio Luiz no spa. Confira o relatório final e saiba se valeu a pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7792" title="Salada" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salada.jpg" alt="" width="275" height="226" />Acabooooooou, acabou! Zéfini! Voltei, agora pra ficar! Game over! E por aí vai.</p>
<p>Minha estadia de uma semana no spa chegou ao fim. Escrevo essas linhas já de volta ao conforto do lar. Ainda resisto bravamente a abrir a geladeira e até peço para que outras pessoas peguem água pra mim só pra não correr riscos, mas estou feliz.</p>
<p>Agradeço aos leitores que deram uma força, torcendo por mim e dando apoio. Agradeço especialmente o carinho incomensurável de todos os filhos de uma cadela vesga cheia de sarna que ficaram enviando fotos de guloseimas para mim. Vocês vivem no meu coração, lá pertinho das artérias entupidas.</p>
<p>O sofrimento não foi totalmente em vão. Perdi oito quilos. Tudo bem que, proporcionalmente, isso não chega a 6% do meu peso, mas já é alguma coisa para eu me convencer de que não perdi apenas sete dias.</p>
<p>Essa última manhã no spa foi relativamente tranquila. Depois de me pesar e receber a tabelinha de quantos centímetros perdi nas cinturas (no plural porque refiro-me à cintura real e à &#8220;cintura de gordo&#8221;, que fica um pouco abaixo do umbigo), tomei meu último café da manhã sofrido.</p>
<p>Como disse ontem, fui convidado a almoçar lá uma última vez antes de ir embora. Apesar de eu querer muito ser indelicado, infelizmente minha mãe me deu educação e eu aceitei. Por falar em mãe, dessa vez consegui fugir da psicóloga, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/22/gordo-de-raiz-no-spa-epilogo/" target="_blank">que fatalmente falaria de novo dos meus problemas de depressão congênita</a> (como se psicólogos dessem outra justificativa para tudo que acham que é um problema nos outros).</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7791" title="Alguma coisa feita com legumes" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/algumacoisacomlegumes.jpg" alt="" width="250" height="214" />Na hora de ir embora, enquanto o portão do spa abria lentamente, lembrei da sugestão dada pelo <a href="http://twitter.com/MauBirochi" target="_blank">Maurício Birochi</a> e gritei &#8220;FREEEEEEEDOM!!!&#8221;. Depois lembrei que isso se seguia a um machado no pescoço, então zarpei na hora antes que quisessem cortar minha cabeça ou, pior, me obrigar a usar saiote de escocês.</p>
<p>A única dificuldade na volta foi ter que acelerar o carro a cada McDonald&#8217;s ou equivalente no caminho. Nos 90 km até minha casa foram umas quarenta lanchonetes, além de dois shoppings. Tinha que dirigir com a barriga implorando por uma batatinha frita e os olhos marejados d&#8217;água.</p>
<p>Mas consegui! Aqui estou, oito quilos mais magro e com a lembrança de todo o sofrimento do spa para me ajudar a segurar a boca e continuar emagrecendo, mesmo que aos pouquinhos. Não vou seguir a mesma dieta do spa porque, em ambientes não isolados, eu desistiria em cinco minutos.</p>
<p>Agora tenho mais certeza que o maior erro de quem quer emagrecer é exatamente esse: abrir mão de tudo o que gosta. Fazendo isso, é impossível seguir a dieta. E, quando se consegue seguir a dieta, a felicidade some (e não me refiro à alegria de comer, mas à felicidade como um todo). A solução é encontrar um equilíbrio entre comer o que se gosta e o que é necessário para perder peso.</p>
<p>Na verdade, isso tudo é pra nunca mais ter que ir ao spa. Meu medo é da próxima vez não me deixarem sair.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7790" title="Alfafa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/alfafa.jpg" alt="" width="500" height="187" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 6: fome até debaixo d&#8217;água</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 00:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último dia de Lucio Luiz no spa, descubra o que é hidroterapia, saiba como estragar uma piscina e entenda como alguém pode arrotar alface]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" title="Um gordo de raiz no spa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" />Estou há praticamente uma semana dentro desse spa. Quando saio, é apenas para caminhar, o que não é lá muito agradável. Não que aqui dentro não se caminhe. São caminhadas constantes, seja na esteira, seja no trajeto de 300 metros que circunda o spa, seja na piscina especial para caminhadas com correnteza artificial.</p>
<p>Uma piscina dessas só deveria existir em parque aquático, onde você deita numa boia gigante e pode tirar um cochilo enquanto a falsa correnteza te leva para um relaxamento real. Já aqui, você tem que lutar contra a água a pé, tal qual um boi atravessando um rio bravo&#8230; tá, a comparação não foi das melhores. De qualquer forma, piscina deveria ser algo destinado apenas ao lazer. Mas nada é simples nesse mundo de sádicos onde até inventaram bicicletas ergométricas para usar dentro da piscina. Pois é, <em>hidrospinning</em>. Quando vi a cena pela primeira vez, quase chorei. De medo. Como me estragam uma piscina aquecida colocando o povo pra pedalar lá dentro?</p>
<p>Foi com essa sensação de medo e preocupação que fui fazer hidroterapia. Não tinha ideia do que poderia ser. Uma “terapia na água” não faz muito sentido, já que não consigo imaginar Freud de sunga perguntando para um paciente se ele afogou a mãe. Mas não era nada disso. Essencialmente, hidroterapia se resume a assoprar bolhinhas na água usando um canudinho e a ficar boiando. Pois é. Fiquei fazendo bolhinha na piscina e boiando por meia hora. Ou seja, desde criança eu faço hidroterapia e nem sabia. Tudo bem que eu fazia bolhinhas na água de outro jeito, mas o princípio está presente.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7763" title="Bolhas d'água feitas na piscina durante hidroterapia" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bolhas.jpg" alt="" width="265" height="337" />Esse relaxamento inesperado na piscina não foi a única boa notícia do dia. No almoço foi servido rocambole de carne. Tudo bem que era minúsculo (pra variar), mas estava bom. Na verdade, depois desse tempo, minha barriga ronca um pouco menos escandalosamente e esse prato, que me deixaria deprimido no primeiro dia, já me deixa alegre. Contudo, antes que alguém pense que eu estou ficando curado da “gordice crônica”, vale informar um fato que contradiz essa percepção: acordei com azia. Não uma azia normal, comum, ordinária. Uma azia provocada por alface.</p>
<p>Explicando melhor: Desde o primeiro dia venho lutando contra meus princípios e me esforço pra comer salada. Normalmente pego duas ou três folhas de alface e um ou dois tomates, o que é bem menos que todo mundo, mas muito mais do que eu costumava fazer. Além disso, costumo misturar gelatina à salada, como já comentei anteriormente. Mas, ainda assim, é um esforço incrível. O problema é que, nesses seis dias, comi tanta salada (ao menos para meus padrões) que ontem já estava quase botando tudo pra fora. Nem a gelatina ajudava. Eu tentava fazer uma maçaroca de alface na boca e engolir tudo de uma vez dando uma golada no suco pra ajudar a descer, mas isso só me fazia quase botar tudo pra fora. Ainda assim, num esforço hercúleo, consegui comer a famigerada folhagem.</p>
<p>Só que passei mal a noite toda e fiquei arrotando alface por horas. Isso me fez acordar hoje com uma azia desgraçada que persiste, embora mais leve, até agora. Como bem disse <a href="http://twitter.com/msoares" target="_blank">Marcelo Soares</a>, pessoas normais passam mal com feijoada ou bebida e só eu mesmo pra passar mal com alface. Como eu não gosto de feijão e detesto álcool, o Universo deve ter escolhido salada para minha sina alimentar. Menos mal, podia ter sido chocolate.</p>
<p>Mas nada disso importa mais. Amanhã vou embora. Meu <em>check-out</em> é de manhã e, logo depois estarei livre do spa. Quer dizer&#8230; Não imediatamente livre, já que disseram que eu posso ficar para o almoço sem nenhum custo, já que vou estar mesmo por aqui e não tem tanta gente esses dias. Ou seja, não adiantou ter pesquisado no <a href="http://maps.google.com.br" target="_blank">Google Maps</a> as churrascarias mais próximas para fazer a &#8220;reintoxicação&#8221;. Vou ter que voltar pra casa arrotando alface.</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/rocamboledecarne.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7765" title="Rocambole de carne com algo verde junto dele no prato" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/rocamboledecarne.jpg" alt="" width="500" height="271" /></a></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
<p><a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui para acompanhar meu sofrimento em tempo real no Twitter.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 5: cebolinha e acelga</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 00:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa coluna não é sobre a piada infame do Cebolinha e da acelga. Na verdade, essa é apenas uma desculpa pra reclamar das verduras que são servidas no spa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" title="Um gordo de raiz no spa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" />Até hoje eu achava que cebolinha e acelga só coexistiam em piadas infames (não sabe qual é? <a href="http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&amp;source=hp&amp;q=cebolinha+acelga&amp;meta=&amp;aq=f&amp;aqi=&amp;aql=&amp;oq=&amp;gs_rfai=&amp;fp=1884744ec2fefca6" target="_blank">vai pesquisar</a>). Só que, finalmente, vi lado a lado as duas verduras. E, inspirado pelo clássico chiste, tentei comer ambas. Muito ruins! Sinceramente, não sei como o Cebolinha pode gostar tanto de acelga.</p>
<p>Os dias estão ficando cada vez mais monótonos. A rotina nunca muda: comer meia maçã, caminhada, comer verduras bizarras, exercícios, comer coisas ruins em porções pequenas, cama. Aqui está praticamente um &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Feiti%C3%A7o_do_Tempo" target="_blank">Feitiço do Tempo</a>&#8220;, faltando só a marmota. Pra piorar, hoje ainda por cima é uma segunda-feira! Ou seja: Eu deveria estar começando apenas <strong>hoje</strong> essa minha dieta.</p>
<p>Inspirado pela lembrança da cebolinha e da acelga (a piada, apesar de horrível, ficou martelando na minha cabeça por horas) e pela monotonia dos dias, acabei notando que eu estava igual ao Xaveco, o personagem secundário dos quadrinhos que sabe que é secundário e aceita sua sina de ser humilhado até pelos outros secundários. Por coincidência, a camiseta que coloquei hoje era amarela, igual à dele. Tudo bem que não sou louro, mas a outra opção de personagem deprimido que se veste amarelo seria o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charlie_Brown" target="_blank">Charlie Brown</a> e eu quero esquecer que meus cabelos estão ameaçando cair.</p>
<p><a href="http://www.monica.com.br" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-7709" title="Cebolinha e Xaveco" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/xaveco.jpg" alt="" width="275" height="205" /></a>Pra completar meu clima xavequiano, o Twitter ainda trouxe a seguinte novidade: Hoje era o <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23xavecoday" target="_blank">#xavecoday</a>! Apesar de algumas pessoas acreditarem que a tag era pra dar cantadas sem graça (o que prova que o personagem é realmente um <em>loser</em>), o dia do Xaveco foi criado pelo blog &#8220;<a href="http://porramauricio.tumblr.com/" target="_blank">Porra, Mauricio</a>&#8221; pra homenagear todo mundo que é secundário na vida. E esse marasmo do spa me faz ter essa sensação.</p>
<p>Meu dia só ficou feliz por um momento quando me avisaram que a aula de pilates de hoje seria cancelada. Eu, sinceramente, não gostei da experiência da aula anterior. Pilates é um tipo de exercício muito bizarro, que faz com que a gente se canse absurdamente sem levantar nenhum peso. Se bem que, como o <a href="http://twitter.com/FabricioVaz" target="_blank">Fabricio Vaz</a> me disse no Twitter, a física explica que, quanto mais massa num corpo, mais força é necessária para a aceleração. E o que não me falta é massa.</p>
<p>Além da acelga, também conheci várias outras coisas novas: creme de beterraba, creme de brócolis, creme de espinafre com pedacinhos de espinafre&#8230; Esses cremes parecem monstros disformes que vão crescer no meu estômago e me explodir por dentro depois de se alimentarem de minhas tripas. Mas depois de pensar nessas coisas, volto à realidade e lembro que não sou tão sortudo assim. É uma profusão de sabores imensa passando por minhas papilas gustativas. O problema é que sou um rapaz de gostos simples. Posso comer bife à milanesa com batata frita todo dia que não enjoo. Já creme de couve-flor com pedacinhos de endívia me enjoa. Mais simples que isso não existe.</p>
<p>Por fim, nesse meu quinto dia de spa estou contando os minutos para ir embora. Estou perdendo peso e admito que esse é um lado positivo muito importante, mas quando olho pra minha barriga, tão molinha e tão sem &#8220;sustança&#8221;, fico com medo dela não sobreviver&#8230; Somos tão chegados&#8230; Será o fim de uma era? Acho que não, já que milagres não existem (apesar de muito gordo preferir acreditar em fadas mágicas do emagrecimento ao invés de esforço árduo pra perder peso).</p>
<p>Não me resta muita opção a não ser esperar a hora da janta e comer um pouco mais de acelga. E lá vem a piada de novo me atormentar&#8230; Será que é assim que o cérebro dos vegetarianos funciona? Ai&#8230; Agora, sim, fiquei deprimido&#8230; Que puxa&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7707" title="Acelga" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/acelga.jpg" alt="" width="500" height="181" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
<p><a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui para acompanhar meu sofrimento em tempo real no Twitter.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 4: caminhando e andando</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 00:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mudando um pouco de assunto (que sempre pende para "comida"), Lucio Luiz relata o outro lado do spa: A queima de calorias via caminhadas e quetais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" title="Um gordo de raiz no spa" class="alignright size-full wp-image-3119" />Não aguento mais falar de comida nessa coluna. Tudo bem que estou falando de comida de spa, mas ainda assim é comida. Como estou morrendo de fome e mal cheguei à metade da minha permanência no spa (ainda&#8230;), vou mudar de assunto pelo menos dessa vez. O que não significa que falarei de coisas agradáveis, claro.</p>
<p>Já que comer é ganhar calorias (mesmo que tão <em>pouquinhozinhas</em>), vamos ao outro lado do spa: a <strong>queima</strong> de calorias (eu avisei que não seria agradável). Há diversas formas de queimar calorias por aqui. Temos uma academia de ginástica, piscinas (sendo uma especial pra caminhadas contra a correnteza, mais uma invenção sádica e cruel) e um enorme espaço que nos obriga a caminhar nem que seja um pouquinho (o restaurante fica a quase cinquenta metros do meu quarto, um desespero!).</p>
<p>Mas também temos as caminhadas &#8220;pra valer&#8221; (as que ocorrem <strong>fora</strong> do spa). Como precisava curar o trauma de ter <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/20/gordo-de-raiz-no-spa-dia-2/" target="_blank">quebrado o braço</a> ano passado durante uma caminhada no <em>Parque Municipal de Petrópolis</em> (na verdade, <strong>antes</strong> mesmo de começar), resolvi encarar a caminhada novamente para ao menos poder dizer que aquilo foi apenas azar (juro que não estava tentando quebrar o braço de novo (e também juro que vou parar de usar parênteses nessa coluna)).</p>
<p>Acordei cedinho nesse domingo. Um tremendo contrasenso, claro, já que domingo é dia de dormir até mais tarde, mas eu não tinha muita escolha já que a caminhada era de manhãzinha e eu precisava comer minha meia maçã no desjejum antes de partir. Pensei comigo: &#8220;Eu não cheguei a entrar na área de caminhada no Parque daquela vez, mas deu pra notar que o trajeto é circular, então posso ir devagar e enrolar o professor de educação física dando menos voltas que todo mundo&#8221;. Ledo engano: Como hoje é domingo, o Parque estava fechado. A caminhada foi na rua. Seria meia hora indo e meia hora voltando. Não dava pra enrolar. Lasquei-me bonito.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/teniscommeiadopapodegordo.jpg" alt="" title="O tênis jogado, depois da caminhada" width="270" height="250" class="alignright size-full wp-image-7672" />Como não queria a sensação de ter acordado cedo à toa, fui caminhar com o grupo assim mesmo. De cara, notei duas coisas: Primeiro, os velhinhos têm muito mais energia que eu, já que depois de apenas dez minutos eles já estavam vários passos à minha frente, tendo sumido do meu campo de visão pouco tempo depois. Segundo, apesar de estar com um iPod em pleno volume, me distanciar do grupo e ficar em silêncio, as pessoas não percebiam que esses são claros indicativos de que eu não queria bater papo.</p>
<p>Conversar durante uma caminhada detonaria meu fôlego mais do que já estava detonado. Pra ter uma ideia, depois do primeiro quilômetro meu café da manhã já tinha virado suor e evaporado. Além disso, as poucas conversas que tive com outros &#8220;internos&#8221; se resumiram a temas como &#8220;Quantos quilos você perdeu?&#8221;, &#8220;Qual o grau da sua obesidade?&#8221;, &#8220;Será que consigo manter a dieta fora daqui?&#8221; e coisas do gênero. Falar sobre o terremoto do Chile ou o lançamento de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/hotsite-games-godofwar3?franq=277072" target="_blank">God of War III</a>, nem pensar&#8230;</p>
<p>Pra piorar, um pedaço da caminhada foi às margens da rodovia Washington Luiz. Durante esse trecho eu não parava de pensar que era só caminhar mais 30 quiômetros, mais ou menos, e eu estaria no centro gastronômico de Petrópolis, onde existe um restaurante italiano maravilhoso. Nem as pinturas da estrada dizendo &#8220;Devagar&#8221; me ajudavam a parar de pensar nisso, já que eu as entendia como &#8220;Divagar&#8221;. Tá, foi infame, vamos pro último parágrafo.</p>
<p>Ao fim da caminhada, minhas pernas já não me obedeciam, a respiração estava mais difícil do que em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avatar_%28filme%29" target="_blank">Pandora</a> e eu já havia preparado minha consciência para encontrar o Infinito. Sobrevivi. Meu tênis ficou em um estado lastimável, mas não mais que eu. Da próxima vez, antes de me inscrever para a caminhada vou ter certeza de que ela vai acontecer no Parque mesmo. E vou ter que resistir à tentação de quebrar o braço de novo pra escapar.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/estrada_devagar.jpg" alt="" title="Na estrada, caminhe devagar" width="500" height="201" class="aligncenter size-full wp-image-7670" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
<p><a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui para acompanhar meu sofrimento em tempo real no Twitter.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 3: santa gelatina</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 00:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um spa não é feito apenas de coisas ruins. Há acontecimentos agradáveis, como comer gelatina de morango misturada na salada. Sim, isso é agradável. Entenda lendo o texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" title="Um gordo de raiz no spa" class="alignright size-full wp-image-3119" />Estou pegando fama de reclamão no <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Twitter</a>. Até que eu mereço, já que o que mais tenho feito é reclamar de tudo o que acontece por aqui.</p>
<p>Mas hoje vou me redimir (até porquê o mimizento do <strong>Papo de Gordo</strong> é o <a href="http://twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Dudu</a> e não pretendo tirar o cargo dele). Vou me esforçar pra só falar das coisas boas. Gelatina, por exemplo. A santa gelatina, protetora de todos os enjoados. É a coisa que mais me deixa feliz por aqui.</p>
<p>Explicando melhor: Ando mal-humorado e com sensação de fome por causa das porções pequenas de comida, e isso não é culpa minha. Mas tem algo que pode ser comido à vontade e que todos usam para compensar o vazio no estômago: salada. Só que, pra mim, comer salada à vontade é a mesma coisa que pular de avião sem paraquedas à vontade. Não dá. Impossível. <em>No way</em>.</p>
<p>Em compensação, tem uma coisa que é quase à vontade: gelatina. &#8220;Quase&#8221; porque estamos limitados a cinco potes por dia. Só que é o suficiente para me ajudar a enganar o estômago e, pelo que andei testando hoje, também bastante útil para me ajudar a comer salada. Essa não é a <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/colunas/pra-cozinha/" target="_blank">coluna do Flavio</a>, mas lá vai a dica culinária: Pegue um pote de gelatina. Pegue um prato de salada. Jogue a gelatina na salada. Coma sem respirar.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gelatinaealface.jpg" alt="" title="Gelatina e alface" width="270" height="317" class="alignright size-full wp-image-7650" />Antes que o pessoal duvide ou ache que é um <em>déjà vu</em> do <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/02/28/papo-de-gordo-12-assaltando-a-geladeira-receitas-bizarras/" target="_blank">podcast sobre receitas bizarras</a>, a foto ao lado pode comprovar. Um suave alface americano coberto por um pedaço generoso de gelatina de morango. É o que vem me mantendo vivo por esses dias.</p>
<p>De qualquer forma, não tenho muito do que reclamar. Algumas pessoas por aqui estão fazendo exclusivamente dieta líquida. Eu já teria quebrado a clavícula de propósito se estivesse só à base de suquinhos e sopinhas. Pra ter uma ideia do desespero das pessoas, no almoço de hoje uma velhinha da dieta líquida quase roubou meu frango quando me distraí. Sério.</p>
<p>Também não posso reclamar das pessoas que trabalham aqui. A nutricionista, por exemplo, apesar de fazer restrições em relação à quantidade de calorias diárias, é flexível quando eu imploro por alguma alteração. Caso contrário, nessa janta eu teria comido feijão (ou melhor, não teria comido, já que vomitaria na mesma hora) ao invés do franguinho. Todos funcionários são simpáticos e mesmo os sádicos professores de educação física são gente boa fora da academia. Além disso há vários lugares para relaxar, como a piscina (desde que se tome cuidado para não confundir os horários e ir pra lá na hora da hidroginástica, do <em>hidrorunning</em> e do <em>hidrowhatever</em>).</p>
<p>A única coisa triste é que hoje foi o primeiro Dia Mundial Sem Carne que eu não pude comemorar numa churrascaria. Ao menos posso afogar minhas mágoas num pote de gelatina zero. Não é a mesma coisa, mas posso fechar os olhos e fingir que estou comendo uma picanha mal passada ao molho de morango enquanto uma trupe de vegetarianos faz protesto do outro lado da janela&#8230; aiai&#8230; bons tempos&#8230;</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gelatina.jpg" alt="" title="Gelatina" width="500" height="243" class="aligncenter size-full wp-image-7648" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
<p><a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui para acompanhar meu sofrimento em tempo real no Twitter.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 2: o queijinho e os dois reais</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 00:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Descubra como Gulliver conseguia se alimentar em Liliput através das elocubrações insanas de um gordo de raiz no spa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" title="Um gordo de raiz no spa" class="alignright size-full wp-image-3119" />Quando eu era pequeno gostava de assistir o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5Pt559_YC6I" target="_blank">desenho do Gulliver em Liliput</a>. Minha memória pode estar me pregando uma peça, mas acho que nunca soube como ele se alimentava por lá, já que tudo era pequenininho. Agora sei.</p>
<p>Meu almoço de hoje foi um pedaço de boi liliputiano. Primo distante do <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/18/um-gordo-de-raiz-no-spa-dia-1-a-balada-da-meia-maca/" target="_blank">frango anão já citado anteriormente</a>. E a esposa desse boi, uma legítima vaca liliputiana, deve ter sido a produtora do queijinho muquirana que como todas as noites.</p>
<p>Vamos por partes: Quando as pessoas chegam no spa, deveriam ser recebidas pelo clássico &#8220;Tenho uma boa e uma má notícia&#8221;. A boa notícia é que há seis refeições diárias oficialmente. A má notícia é que você precisa de todas elas pre completar meia refeição normal. Ao menos normal nos meus termos, claro. A última comida do dia é a &#8220;ceia&#8221;, que consiste em um iogurte sem gosto <strong>ou</strong> um queijinho minas. E esse quejinho é menor que uma nota de dois reais! E com quase a mesma grossura!</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/queijo2reais1.jpg" alt="" title="O queijinho e os dois reais" width="275" height="259" class="alignright size-full wp-image-7634" />Ao lado, coloquei uma foto no estilo &#8220;Colecionador de ossos&#8221; para mostrar que não exagero. Esse queijinho seria descartado de qualquer sanduíche meu como algo muito pequeno para fazer parte do contexto do sanduba. Provavelmente eu o comeria numa única mordida. Mas aqui, esse queijinho dura cerca de meia hora de mastigação intensa em pedaços mínimos, pra durar. Quem disse que spa não educa a gente?</p>
<p>Tudo vem em porções tão pequeninas que ir ao banheiro já me soa como desperdício. Até o pãozinho do café da manhã era recém-nascido. Podem conferir na foto no final do post o tamanho do carboidrato nosso de cada dia. Ao lado da meia maçã, claro. Por sinal, acho que entendi porque eles dão meia maçã: não existem macieiras em Liliput.</p>
<p>As porções pequenas emendam com a sensação de fome. Isso tudo em conjunto com as atividades de caminhada, hidroginástica e companhia ilimitada só me deixam de mau humor. Divido o pouco tempo livre com joguinhos no iPod e um livro do Saramago (a depender do meu estado de espírito no momento, claro). Até havia comprado uma revista de palavras cruzadas pra me distrair, mas logo de cara veio um caça-palavras com nomes de pratos italianos. Rasguei a revista na hora. E quase a comi.</p>
<p>Mas isso tudo é superado quando lembro como Gulliver era magro e saudável, capaz de puxar cinco barcos sozinho no mar e erguer várias pessoas adultas com um único braço. Em compensação, uma nota de dois reais por lá também deve ser minúscula, o que levaria o queijinho a ser microscópico&#8230; É&#8230; Acho que a situação dele era pior. E só não digo que estou reclamando de barriga cheia porque ela não está!</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cafedamanhanospa.jpg" alt="" title="Café da manhã no spa" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-7629" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; dia 1: a balada da meia maçã</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/18/um-gordo-de-raiz-no-spa-dia-1-a-balada-da-meia-maca/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 00:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acompanhe o primeiro dia de Lucio Luiz de volta ao spa e descubra por quê meia maçã por dia traz saúde mas não alegria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" title="Um gordo de raiz no spa" class="alignright size-full wp-image-3119" />A chegada ao spa foi tranquila. Tendo aprendido minha lição na vez anterior em que aqui estive, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/19/gordo-de-raiz-no-spa-dia-1/" target="_blank">não bebi a água do quarto</a>. Infelizmente, não tive tempo hábil de preparar meu estômago antes da viagem e cheguei por aqui sem muitas reservas para aguentar o dia.</p>
<p>O &#8220;dia zero&#8221; chegou a ter um almoço que mostrou que ainda tenho muito o que aprender: Conheci a Endívia! Não, não é uma senhora gorda de 87 anos solteira e virgem, mas uma folhagem estranha que tem gosto de alface azedo. Se Endívia fosse a tal velhinha hipotética, seria mais apetitosa.</p>
<p>Passei pelas verificações clássicas: Peso (145 kg), altura (1,82 m), fome (absurdamente gigantesca) e dicas de alimentação saudável (devidamente ignoradas). Lanchei um delicioso sanduba de brócolis (todos sabem que estou sendo irônico, certo?) e um peito de frango anão grelhado que consegui no lugar da sopa de couve-flor (ou algum outro vegetal/legume/hortaliça, já que todos pra mim são iguais).</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/maca.jpg" alt="" title="Maçã" width="248" height="309" class="alignright size-full wp-image-7573" />Amanhecendo no dia 1 (também conhecido como &#8220;hoje&#8221;), lembrei-me da clássica frase de desenho animado americano: &#8220;Uma maçã por dia traz saúde e alegria&#8221;. Só que no meu caso era um tantinho diferente: &#8220;Meia maçã por dia traz saúde mas não alegria&#8221;. Sim, eu tinha diante de mim meia maçã. Meia! Metade! <em>Half</em>! <em>Ein halb</em>! Mas como a alternativa era um terço de banana, fiquei com a meia maçã mesmo.</p>
<p>Tudo bem que a meia maçã era acompanhada por uma fatia de pão de forma com pastinha de ricota, mas considerando que eu costumo comer de manhã dois sanduíches de presunto, cada um com duas fatias de pão e toneladas de margarina, senti o baque. Ainda assim, como era tudo o que eu tinha, comi lentamente a meia maçã e o pão. Quanto à pastinha de ricota, virei o minúsculo potinho em cima do amado carboidrato sem nem usar faca: passei a colher mesmo pra garantir que não desperdiçaria nenhum milímetro.</p>
<p>O almoço foi divertido. Novamente um peito de frango anão (duvido que os frangos que eles comprem tenham estatura normal) com uma deliciosa couve-flor (que, logicamente, não sei se era mesmo couve-flor &#8211; confiram na foto abaixo e me deem bronca por não ter reconhecido seja lá o que for). Comi só o frango. Meu estômago não acredita até agora que o almoço já acabou.</p>
<p>Daqui a pouco vou jantar. Marcamos a opção de janta durante o café e eu podia escolher entre suflê de couve-flor (dessa vez tenho certeza porque estava escrito) ou legumes variados. Deixei em branco. A única certeza que tenho é que, seja lá o que venha, dormirei sonhando com o dia de amanhã, querendo que chegue logo o café da manhã para eu comer minha meia maçã do dia.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/frangocomalgumacoisa.jpg" alt="" title="Frango com alguma coisa que eu acho que é couve-flor mas certamente não é" width="500" height="239" class="aligncenter size-full wp-image-7574" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa: o retorno!</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/17/um-gordo-de-raiz-no-spa-o-retorno/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 18:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lucio Luiz está de volta ao spa! Acompanhe o sofrimento de um gordo de raiz nesse "campo de concentração alimentar" e ria da desgraça alheia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonospa.jpg"><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonospa.jpg" alt="" title="Um gordo de raiz no spa" width="300" height="194" class="alignright size-full wp-image-7525" /></a><em>Previously on &#8220;A fat of root in the spa&#8221;&#8230;</em></p>
<p>Em julho do ano passado, recebi de &#8220;presente&#8221; de aniversário uma semana em um spa. Foi muito divertido&#8230; para os sádicos que ficaram lendo minhas agruras contadas de forma suave e reclamona no <strong>Papo de Gordo</strong>.</p>
<p>Minha alegria era tamanha que, no segundo dia, para salvar a vida de um N95, quebrei meu braço direito e precisei abandonar esse ambiente tão saudável e que tantas alegrias proporcionou a quem gosta de ver os outros sofrerem.</p>
<p>Jurei diante dos deuses das saladas que, assim que estivesse totalmente recuperado (e levemente insano) eu retornaria ao spa para cumprir a semana de tratamento de choque. E esse momento chegou!</p>
<p><em>Musiquinha de &#8220;Lost&#8221;. Buum.</em></p>
<p>A pedidos (não meus, claro), estou retornando ao spa. A divisão de tarefas é definitivamente cruel nesse site. <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/17/feijoada-pizzaria-copan-relato/" target="_blank">Flavio e Conrad já foram a uma feijoada com pizza</a>, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/20/podcast-gordos-e-iogurte/" target="_blank">Dudu e Maira já se refestelaram comendo sorvete de iogurte</a>, e eu tenho que voltar a um spa para me empanturrar de salada.</p>
<p>As lembranças ainda doem em minha mente e em meu estômago. Certamente em minha forma atual não conseguirei enrolar&#8230; digo&#8230; convencer a nutricionista a me colocar na dieta mais generosa (por &#8220;generosa&#8221; entenda comer o dia inteiro as calorias equivalentes a apenas um <em>Big Whooper</em>, aproximadamente).</p>
<p>Dessa vez não tem jeito. Nem dá pra quebrar o braço de novo porque essa não vai colar. De qualquer forma, não tenho a menor intenção de quebrar nada, já que isso só vai fazer com que eu acabe indo em outro momento pra lá e é melhor resolver tudo de uma vez.</p>
<p>A mala vai só com roupas, já que ela foi devidamente revistada aqui em casa antes de eu partir. Eu jurei que aqueles brigadeiros estavam escondidos no fundo falso para eu ganhar um troco vendendo-os para os gordinhos desesperados do spa, mas minha mãe não se convenceu.</p>
<p>Vou seguir com meus relatos diários no <strong>Papo de Gordo</strong> e com a descrição em tempo real (ou quase) do meu sofrimento via <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Twitter</a>. Vamos lá, seus maníacos, leiam os textos, comentem e me sigam! Estou nessa por causa de vocês, seus sádicos! Riam da desgraça alheia! Tenho nojo de vocês! Na verdade, nojo eu tenho é de rúcula. Dos leitores eu até gosto.</p>
<p>Bom&#8230; Desejem-me boa sorte&#8230; Vou precisar&#8230;</p>
<p><em>Musiquinha de &#8220;24 Horas&#8221;. Pi pi piii.</em></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</a></p>
<p><a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui para acompanhar meu sofrimento em tempo real no Twitter.</a></p>
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		<title>Cotidiano&#8230; de um comilão (paródia)</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/10/cotidiano-de-um-comilao-parodia/</link>
		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/10/cotidiano-de-um-comilao-parodia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
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		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[paródia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um versão parodiada da música "Cotidiano", de Chico Buarque, especialmente voltada para os comilões de plantão. Mil perdões, Chico ;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><em>Com o devido pedido de mil perdões ao <a href="http://www.chicobuarque.com.br" target="_blank">Chico Buarque</a>&#8230;</em></p>
<p><strong>Cantar ao som de &#8220;Cotidiano&#8221;</strong></p>
<p>Todo dia ele faz tudo sempre igual<br />
Come bolo às seis horas da manhã<br />
Bebe leite com três quilos de Nescau<br />
E termina com bala de hortelã&#8230;</p>
<p>Todo dia ele diz que vai se cuidar<br />
E essas coisas que se diz pra mulher<br />
Diz que fará regime alimentar<br />
Mastigando uma bala de café&#8230;</p>
<p>Todo dia ele pensa em comer manjar<br />
Meio-dia ele pensa em macarrão<br />
Depois pensa em sorvete de cajá<br />
E se cala com caldo de feijão&#8230;</p>
<p>Seis da tarde como era de se esperar<br />
Ele pega um pote de requeijão<br />
Diz que está muito louco pra lanchar<br />
E encharca de Catupiry o pão&#8230;</p>
<p>Toda noite ele janta sem parar<br />
Meia-noite assalta o congelador<br />
E pega chantili pra preparar<br />
Milk shake no liquidificador&#8230;</p>
<p>Todo dia ele faz tudo sempre igual<br />
Come bolo às seis horas da manhã<br />
Bebe leite com três quilos de Nescau<br />
E termina com bala de hortelã&#8230;</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/chicobuarque_cotidianocomilao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7222" title="Cotidiano de um comilão (paródia da música de Chico Buarque) - foto: montagem sobre imagens da Wikimedia/Creative Commons" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/chicobuarque_cotidianocomilao.jpg" alt="" width="550" height="238" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu não sou cachorro não</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/02/24/cronica-eu-nao-sou-cachorro-nao/</link>
		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/02/24/cronica-eu-nao-sou-cachorro-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 22:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Dieta]]></category>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[ração humana]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma crônica que beira o nonsense, mostrando uma visão diferente da ração humana. Humana?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-6755" title="Eu não sou cachorro não" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cachorro.jpg" alt="Eu não sou cachorro não" width="255" height="303" />- Alex! Finalmente você vai emagrecer!<br />
- Sim&#8230; Claro&#8230; Que dieta milagrosa você inventou dessa vez, Alice?<br />
- Você não leva a sério minhas tentativas de te emagrecer, né?<br />
- Tá bom&#8230; Tudo por você, meu amorzinho&#8230; O que tenho que fazer dessa vez?<br />
- Te trouxe isso aqui!<br />
- Alpiste?<br />
- Santa ignorância&#8230; Isso é ração humana!<br />
- Ração? E eu lá sou cachorro?<br />
- Deixa de ser bobo, Alex. Isso aqui é o alimento definitivo. Regula o intestino, auxilia no controle do colesterol ruim e da glicose alta, combate a osteoporose, artrite e artrose, traz benefícios para tecidos, músculos, unhas e cabelos e, pra melhorar a coisa toda, ainda auxilia na perda de peso e na desintoxicação do organismo!<br />
- Também faz autolimpeza dos dentes e faz o cocô sair cheiroso?<br />
- Deixa de ser palhaço que eu estou falando sério!<br />
- OK, amorzinho&#8230; Eu como esse troço depois do almoço.<br />
- Negativo. Isso vai substituir seu almoço! E a janta!<br />
- O quê?<br />
- Eu também te trouxe isso aqui.<br />
- Um&#8230; ossinho?<br />
- É a maior novidade do campo da alimentação saudável. Esse simulacro de osso de galinha&#8230;<br />
- &#8220;Simu&#8221; o quê?<br />
- Fica quieto! Esse simulacro de osso de galinha é para você roer sempre que sentir fome. Seu cérebro entenderá, psicologicamente, que você está terminando de comer uma coxa saborosa de frango. E ainda mantém sua dentição livre de cáries!<br />
- Então&#8230; Você quer que eu coma ração e roa ossos, certo?<br />
- Ainda não acabou!<br />
- Lá vem&#8230;<br />
- Comprei um ótimo livro de ioga. Tem uma posição especial para se alimentar que vai ajudar a liberar fluidos negativos e fazer com que você diminua seu apetite.<br />
- Tenho até medo de perguntar&#8230; Como seria essa posição?<br />
- Você ajoelha, estica seu corpo para frente e apoia as mãos no chão.<br />
- Eu tenho que ficar de quatro???<br />
- Não é &#8220;de quatro&#8221;. É com os joelhos e as mãos apoiados no chão em posição de ioga. É a melhor maneira de comer a ração humana e o simulacro de osso. Mas como você estará com as mãos ocupadas, o ideal é utilizar esse vasilhame especial que eu comprei na loja de produtos naturais. Um para a ração e o outro para a água.<br />
- Pelo menos vou poder beber água.<br />
- Sim, de bica.<br />
- Hã?<br />
- Nada de água mineral comprada. Vamos começar a beber água de bica. É mais saudável.<br />
- Claro&#8230; Com esses encanamentos que temos aqui&#8230;<br />
- Você não está me levando a sério!<br />
- Calma, amorzinho. Tudo que você quiser para eu emagrecer e te deixar feliz. Se você quer, eu fico de quatro, como ração, roo osso e bebo água de bica em vasilha de cachorro.<br />
- Ótimo. Agora, coloca isso aqui.<br />
- Uma&#8230; Peraí&#8230; Você está exagerando! Uma coleira!?<br />
- Seu ignorante! Isso não é uma coleira!<br />
- É uma tira de borracha pra colocar no pescoço? Então é uma coleira!<br />
- Isso é um revolucionário sistema de controle de glote. Fica apertando levemente o seu pescoço para estimular a correta respiração e consequente entrada de alimentos de maneira precisa e equilibrada.<br />
- Você decorou todos os folhetos, não decorou?<br />
- Claro. Como eu ia te explicar tudo se não decorasse?<br />
- OK&#8230; Bom&#8230; Amorzinho&#8230; Eu fico de quatro, uso coleira e como ração igual cachorro. Mas esse é meu limite. Eu te amo, mas se você vier com mais uma coisa desse tipo eu te mordo&#8230; quer dizer, eu te largo!<br />
- Fica tranquilo. Só falta uma coisa, mas essa eu tenho certeza que você vai adorar porque é pra te relaxar.<br />
- E o que seria?&#8230;<br />
- É um mantra que me ensinaram na loja de produtos naturais onde eu comprei isso tudo. É para você ficar repetindo, concentrado, enquanto saboreia sua ração humana na confortável posição de ioga e com seu sistema de controle de glote.<br />
- Comparado com o que você inventou até agora, pelo menos é o mais perto de normalidade. E como é esse mantra?<br />
- Auauauauauauauauau&#8230;</p>
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		<title>Um gordo de raiz na Sapucaí!</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 18:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como um gordo pode sobreviver a uma madrugada de Carnaval em plena Marquês de Sapucaí?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/carnaval.jpg" alt="Lucio Luiz antes do desfile da Beija-Flor" title="Lucio Luiz antes do desfile da Beija-Flor" width="200" height="339" class="alignright size-full wp-image-6632" /><em>Carnaval</em> e gordo combinam! E não, não estou falando do <em>Rei Momo</em>, ô pessoal sem imaginação! Falo de pular o <em>Carnaval</em>&#8230; mas com limites, ou o gordinho pode figurar nas estatísticas de atendidos na Emergência ao invés de nas estatísticas de foliões.</p>
<p>Bom&#8230; <em>Carnaval</em> e gordo não combinam tanto assim&#8230; Nem todo gordo quer ficar espremido no meio de um galerão muvucado atrás de um trio elétrico ou de um bloco de rua. Mas há uma experiência que nenhum gordo deve deixar de passar antes de chegar à conclusão de que o negócio é mesmo ficar num camarote com ar condicionado (ou em casa, com ar condicionado, claro): Desfilar na <em>Marquês de Sapucaí!</em></p>
<p>Apesar do <a href="http://twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Dudu</a> jamais concordar comigo (afinal, ele acha que <em>Carnaval</em> só existe na Bahia), participar de um desfile de escola de samba é uma sensação muito boa e única. Só magia explicaria um gordo usar uma fantasia pesada, quente pra diabo, para atravessar 700 metros a pé, sob o calor dos refletores, sem nenhum ventinho e sem beber água durante cerca de 45 minutos e ainda gostar. Muita maconha na cuca ou litros álcool no sangue também explicariam, mas certamente não foi meu caso.</p>
<p>Mas, comecemos pelo princípio: Todo <em>Carnaval</em>, eu sempre fiquei em casa. Nem para blocos de rua eu me arriscava a ir. Odeio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bate-bola" target="_blank">bate-bolas</a> desde criança. Mas adoro um sambinha caprichado e torço pra <a href="http://www.beija-flor.com.br" target="_blank">Beija-Flor</a> desde que me entendo por gente. Precisava desfilar ao menos uma vez na vida.</p>
<p>Finalmente surgiu a oportunidade: Desfilaria esse ano na ala <em>Tom &amp; Jerry</em>, fantasiado de inconfidente. Tudo bem que até agora não entendi qual é a do inconfidente num enredo sobre Brasília, mas isso não importava. O que importava é que minha fantasia seria relativamente normal (outras opções eram &#8220;revolucionário faraônico&#8221;, &#8220;pássaro sagrado&#8221; e &#8220;onça pintada&#8221;, então não tinha do que reclamar).</p>
<p>Admito que tive um pouco de trabalho para caber na fantasia (o casaco teve que ser feito sob medida, mas não teve problema gastar tanto pano, já que havia uns três anõezinhos na minha ala, o que deve ter equilibrado os custos totais). Também fiquei meio bizarro com a calça colante amarela, que só ficou colante em mim, já que, em teoria, era pra ser bem larga. Mas, faz parte.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/carnaval3.jpg" alt="Lucio Luiz depois do desfile da Beija-Flor" title="Lucio Luiz depois do desfile da Beija-Flor" width="200" height="252" class="alignright size-full wp-image-6627" />Fui com o pessoal de Nova Iguaçu de ônibus para a <em>Marquês de Sapucaí</em>. Uns 40 minutos de viagem em plena meia-noite. Dormi muito nos dias anteriores pra me preparar (desculpa maravilhosa, por sinal). Na concentração, muita gente vendendo água e cerveja. Pra comer, churrasquinho de gato ou frango de macumba empanado. Não arrisquei porque já havia visto o estado dos banheiros químicos, que acredito que fedem mais que os antigos banheiros medievais (e com mais cocô boiando também).</p>
<p>Duas horas com a fantasia, esperando a hora de entrar. Atraso. Calor. Bundas&#8230; Toda hora passavam bundas por lá. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jade_Barbosa" target="_blank">Jade Barbosa</a>, inclusive, passou do meu lado com um biquíni pequenininho e cara de poucos amigos. Várias mulheres também trocavam de roupa lá mesmo, na concentração, ficando com quase tudo à mostra. Porém, como sou meio distraído, acabei vendo só duas baianas velhas quase peladas. Bebi água.</p>
<p>Começou o desfile e fomos cantando o samba-enredo de ponta a ponta da <em>Sapucaí</em>. Eu já estava com dor nos pés, mas aguentava firme. Caminhava, admito, mas quando chegava perto das áreas dos jurados, eu mexia os braços também. Nessa hora, não se sente tanto o calor. Na verdade, a gente fica mais preocupado em procurar os famosos nos camarotes, mas não, eu não vi a <em>Madonna</em>. Quase vi Jesus no fim do desfile (não o da cantora, mas o original), porém consegui sobreviver.</p>
<p>Desfilar na <em>Marquês de Sapucaí</em> é uma sensação indescritível. Pena que a Globo cortou para uma visão aérea do Sambódromo na hora <strong>exata</strong> em que minha ala seria filmada. Mas, pelo menos, centenas de pessoas tiraram fotos minhas e me filmaram. Acho que estavam querendo registrar o bizarro da cena de um gordo com chapéu com plumas trazendo duas bandeiras sobre os ombros, mas prefiro acreditar que foram com a minha cara.</p>
<p>No fim do desfile, mais alegria ainda, ao ter que passar por uma corredor estreito com mais de 300 pessoas se acotovelando enquanto um carro alegórico não se movia na saída. E uns dois ou três quilômetros de caminhada até chegar no ônibus, estacionado longe pacas da <em>Sapucaí</em>. A farra acabou por volta das 7 da manhã e voltei pra casa, contente com a experiência&#8230; e doido pra recuperar rapidinho os dez quilos que eu devo ter perdido naquela madrugada.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/sambodromo.jpg" alt="Sambódromo" title="Sambódromo" width="580" height="85" class="alignnone size-full wp-image-6628" /></p>
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		<title>Gordos assassinos</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 17:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma tragicômica história levemente (e põe levemente nisso) baseada em fatos reais, mostrando um lado bizarro na relação entre gordos e magros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoassassino.jpg" alt="Gordo assassino!" title="Gordo assassino!" width="250" height="247" class="alignright size-full wp-image-6502" />Obesidade mata! Sim, caro gordinho, obesidade realmente mata&#8230; os outros. Afinal, depois que descobrimos que foi divulgado mundialmente que <a href="http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/2819788/Chubby-mum-crushes-lover-to-death.html" target="_blank">uma mulher de 136 kg matou o namorado de apenas 54 kg ao sentar nele</a>, a única conclusão a que podemos chegar é que os gordos são um perigo para a humanidade!</p>
<p>Se não, vejamos a história macabra (vale o registro de que eu apimentei a história e inventei umas coisinhas aqui e ali &#8211; essa é uma coluna de humor, não uma matéria jornalística, OK?):</p>
<p>Mia Landingham, uma típica dona de casa norte-americana (por típica, entendamos um excesso caprichado de quilos distribuídos por seu corpinho) era casada com Mikal Middelston-Bey, um rapaz magrelo que se amarrava numas carnes a mais e com quem tinha três filhos.</p>
<p>Mikal gostava muito de sua gordinha, mas Mia costumava reclamar que, afinal, queria ficar por cima pelo menos uma vezinha. Nem de ladinho seu marido deixava. Coitado, por mais que se esforçasse, agia tal qual desbravador para satisfazer sua digníssima esposa.</p>
<p>Tirando essas questões de cunho íntimo (citadas só para dar um <em>tchan</em> na história), o casal vivia em harmonia na maior parte do tempo. Mas, um dia, Mia foi impregnada por uma necessidade premente de ser mais romântica que o normal com seu maridozinho e sentou no colinho do fofo, apesar dos protestos veementes de Mikal.</p>
<p>Smash!</p>
<p>Mia, horrorizada, viu que seu gesto de amor tornou-se um gesto de terror! Mikal, outrora tão tridimensional, havia adquirido o formato de uma folha de papel. Só não pode-se dizer que morreu igual uma formiga esmagada porque as formigas aguentam várias vezes seu próprio peso.</p>
<p>&#8220;Foi sem querer! Foi sem querer!&#8221;, Mia repetia aos pratos. Mas foi em vão. Levaram-na a julgamento. Foi condenada a três anos de liberdade condicional e 100 horas de serviço comunitário.</p>
<p>Porém &#8211; ai, porém &#8211; um grupo de magros ligados à família de Mikal se reuniu secretamente e resolveu que ela continuava sendo uma ameaça à sociedade! Criaram a AGA (Abaixo os Gordinhos Assassinos) e começaram a chacinar todo mundo acima de 100 quilos. Agora eram eles ou nós!</p>
<p>Os gordos logo de organizaram (depois do almoço, claro) e iniciaram uma luta feroz. Tal qual kamikazes, se jogavam do alto de prédios para matar o maior número possível de magros. Se eles queriam guerra, teriam guerra!</p>
<p>E essa ferocidade durou várias décadas, se expandindo por vários países até tomar todos os continentes. Magros tentavam matar gordos de fome. Gordos apelavam para o canibalismo para se manter vivos. Churrascarias eram destruídas por uns, academias eram incendiadas por outros.</p>
<p>Depois de longas e tenebrosas batalhas, quase toda a humanidade pereceu. Só restaram duas pessoas: Adão da Silva, um jovem magrelo que nunca havia conhecido um mundo sem guerra, e Eva Horga, uma gordinha que não parava de comer para compensar o sofrimento causado pela morte de seus pais.</p>
<p>Adão e Eva se conheceram. Após um estranhamento inicial (e como era de se esperar numa história com esse desenrolar), se apaixonaram. Entenderam que sua aproximação era a única chance da humanidade voltar a existir. Um novo mundo, sem guerra entre gordos e magros. Um mundo fundado na filosofia do amor.</p>
<p>Olharam-se nos olhos e se abraçaram. Pena que Eva tropeçou e esmagou Adão. Pelo menos deu pra fazer uma panqueca gostosinha.</p>
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		<title>Gordices na Campus Party</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 23:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante a Campus Party, o Papo de Gordo fez uma cobertura completa do evento. Neste post, você confere o lado mais engraçado e divertido do evento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><a href="http://www.campus-party.com.br" target="_blank">Campus Party</a>. Lar de nerds, geeks e outros seres igualmente bizarros (gamers e podcasters incluídos). Com uma descrição como essa, é óbvio que eu e Dudu precisávamos vir a esse grande evento da tecnologia mundial (o que todo mundo já sabe pelos posts anteriores a essa coluna, mas não reclamem porque ficou um parágrafo introdutório legal).</p>
<p>A maioria dos participantes não possui uma preocupação muito grande quanto à alimentação (afinal, com uma conexão de 10GB não dá pra perder nenhum minuto para baixar o máximo possível de <span style="text-decoration: line-through;">vídeos de sacanagem</span> filmes de arte). Ainda assim, há algumas opções de comida por aqui.</p>
<p>Algumas pessoas, por exemplo, compraram um pacote de alimentação (o avulso é 16 reais). O pessoal do <a href="http://www.baupirata.com" target="_blank">Baú Pirata</a> me garantiu que é um bandejão competente, com carne, batata frita e até nhoque. Mas, irresponsável que sou, preferi me alimentar nas lanchonetes presentes no evento. As opções são incríveis: Salgadinhos, sucos, refrigerantes&#8230; Já falei salgadinhos? Tudo que uma pessoa precisa para ter uma alimentação balanceada.</p>
<p>Claro que não tem graça comer longe do computador. A cada rodada de salgadinhos com refrigerante zero (pra equilibrar), eu voltava para a bancada &#8220;reservada&#8221; pelos podcasters e tomava um cuidado incrível para não derrubar nada em cima dos computadores do pessoal (nada mais assustador que um nerd/geek que tem seu computador maculado por um refrigerante &#8211; eu sei porque eu mataria quem tacasse algo no meu MacBookzinho querido do papai).</p>
<p>Mas com tanto computador, tanto flash mob (cada um mais sem-noção e inútil que o outro) e tantos brindes sendo distribuídos nem dá pra pensar em comer. Até porquê é um porre ter que sair da área dos computadores. Afinal, esse é o primeiro local que eu visito em que a máquina de raio-x está na saída e não na entrada (em teoria, somos revistados para que ninguém roube o computador de ninguém, embora eu tenha saído com uma mochila cheia e pesada &#8211; sem computador alheio, claro &#8211; e ninguém nem olhou o que havia nela). A fila para a saída às vezes é tão demorada que vale mais a pena ficar vendo a competição de Street Fighter no telão gigante da área de games.</p>
<p>Obviamente tenho biscoitos e barrinhas de cereal (sabor chocolate, claro) na minha mochila para qualquer eventualidade. Mas nada que se compare a um McDonald&#8217;s ou Burger King (ah&#8230; se eles estivessem aqui&#8230; melhor nem pensar). Para compensar, organizamos com alguns podcasters um turismo gastronômico por São Paulo, que ocorreu hoje e foi bem divertido, mas vou deixar para falar disso em alguma outra coluna. Talvez quando eu estiver sem assunto. Tipo hoje. Sei lá. Nem estou pensando direito porque está batendo uma fome. Deixa eu pegar meu biscoito de limão aqui antes de voltar a twittar e baixar&#8230; filmes de arte.</p>
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		</item>
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		<title>Um gordo de raiz na academia</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 23:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<category><![CDATA[ginástica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ir à academia não é uma tarefa agradável para um gordinho assumido. Mas tudo pode ser pior: Veja um relato bizarro sobre essa tortura com hora marcada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ginastica.jpg" alt="Fazer exercícios é um saco" title="Fazer exercícios é um saco" width="200" height="310" class="alignright size-full wp-image-6119" />Barulho alto, pessoas saradas que só falam sobre sua própria &#8220;saradice&#8221;, instrumentos de tortura cujo único objetivo é fazer com que você faça esforço físico sem sentido&#8230; Isso é a essência de uma academia de ginástica. O último lugar onde se poderia encontrar um gordo de raiz, certo?</p>
<p>Errado&#8230;</p>
<p>Caí na fatídica obrigação de ir à academia. É minha quinta ou sexta tentativa, se não me engano. Nunca foi por vontade própria, claro. Às vezes era gente perturbando para eu emagrecer, às vezes era a ilusão da necessidade de ficar sarado pra pegar gatinhas (isso muito tempo antes de eu ser um homem comprometido, por favor), mas dessa vez foi o clássico risco de bater a caçuleta.</p>
<p>Sem entrar em detalhes, amiguinhos, tive que ir para a academia por motivo de força maior. Sei que há <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/01/12/um-bom-motivo-para-nao-ir-a-academia/" target="_blank">bons motivos</a> pra fugir desse antro de testosterona e suor e que é <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/09/por-que-parar-de-malhar-abandonar-academia/" target="_blank">mais do que comum desistir</a>, mas não posso mudar o fato de que tenho que encarar essa coisa.</p>
<p>Minhas experiências anteriores com academias não foram muito promissoras. Pra ter uma ideia, eu sempre dormia profundamente entre cada sessão de abdominais. Por sinal&#8230; Que coisa mais estranha a abdominal. Você tem que fingir que levanta e deita sem parar e, para um gordo, isso só serve para ver a barriga parecendo buzina de bicicleta. Só falta fazer barulho.</p>
<p>Atualmente, meu maior sofrimento nem é ficar ouvindo abobrinhas dos fãs de bíceps, tríceps e quadríceps. Para minimizar esse problema, escolhi um dos horários mais vazios. O risco de micose com o suor também não me afeta, já que eu suo tão abundantemente que meus litros de suor devem anular qualquer restolho de xixi de pele alheio que exista nos aparelhos. A música alta, chata e insuportável também não é um problema, já que fico ouvindo podcasts em alto e bom som nos fones de ouvido (se vou ficar surdo, que seja por culpa de podcasts, não de música techno).</p>
<p>O grande problema hoje em dia é que algum sádico decidiu que uma academia é um ótimo lugar para fazer propaganda de comida! Diante da esteira, colocaram um &#8220;outdoor eletrônico&#8221; mostrando restaurantes de comida japonesa e churrascarias, com imagens mais detalhadas do que a foto de barriga tanquinho que um cara lá adora mostrar. Em frente ao aparelho de abrir a perna (que parece treinamento para parto com fórceps) há um cartaz gigante mostrando pastéis de camarão (não gosto de camarão, mas o pastel é o que importa). Nem ficar na frente do ar condicionado é bom, já que me obriga a ver a TV, sempre passando programas de culinária! Culinária e fofoca, para ser mais exato. E olha que eles têm TV por assinatura e poderiam colocar até mesmo num canal de filmes (nem peço por um National Geographic, que seria demais), mas sempre deixam na Record.</p>
<p>Academia realmente é o último lugar onde se poderia encontrar um gordo de raiz, mas eu sou tão pirracento que vou ficar nessa porcaria até aguentar mais tempo do que de todas as tentativas anteriores somadas!</p>
<p>Ainda bem que isso significa duas semanas.</p>
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		<title>Lobo Mau vegan</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 20:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[conto de fadas]]></category>
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		<description><![CDATA[Leia uma suave historinha sobre um lobo mau que vira vegetariano e vive aventuras divertidas. OK... não é nada disso... só lendo mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lobovegetariano.jpg" alt="Lobo Mau vegetariano" title="Lobo Mau vegetariano" width="200" height="335" class="alignright size-full wp-image-5968" />Lembro de um episódio do <em>South Park</em> no qual os meninos politicamente incorretos descobrem que as <a href="http://www.southparkstudios.com/guide/605/" target="_blank">vitelas são feitas de pobres bezerrinhos sofredores</a> e acabam virando <em>vegetarianos</em> por causa disso (menos o <em>Cartman</em>, claro, que esse é <em>gordo de raiz</em>). Melhor que esse episódio, só aquele em que eles visitam uma fazenda na qual <a href="http://www.southparkstudios.com/guide/808/" target="_blank">membros do PETA mostram o quanto amam os animais</a> (literalmente, se é que você me entende).</p>
<p>Esses episódios vieram à minha memória depois que vi no <a href="http://www.contraditorium.com" target="_blank">Contraditorium</a> um post sobre a mais nova versão da história da <em>Chapeuzinho Vermelho</em>: <a href="http://www.contraditorium.com/2010/01/03/fadas-no-mais-safadas/" target="_blank">O Lobo Mau foge do caçador, vira vegetariano e se torna amigão da Chapeuzinho</a>.</p>
<p>Pois é. Pegaram um <em>conto de fadas</em> clássico que ensina a importância de não se falar com estranhos (e de não ir para a cama antes de casar, como no original) e transformaram na história de um lobo que descobre como é bom comer <em>cenoura</em>. Vamos imaginar o que aconteceria a partir daí:</p>
<p><strong>Era uma vez&#8230;</strong></p>
<p>Após descobrir as benesses da alimentação <em>vegan</em>, Lobo Mau trocou seu nome para Lobo Legal, ou, simplesmente, Logal. Depois de se filiar ao <em>Green Peace</em>, Logal passou a divulgar no mundo dos <em>contos de fadas</em> as maravilhas de se amar os outros e comer <em>brócolis</em>.</p>
<p>Porém, antes de mais nada, Logal sentiu em seu coração (que crescera três vezes) que deveria primeiro se desculpar com seus novos futuros amigos, os <em>três porquinhos</em>.</p>
<p>Os simpáticos suínos dividiam a mesma casa há meses, já que Logal, em seus tempos de <em>carnívoro</em> maldito e cruel, destruíra suas outras moradas. Mas isso era passado e Logal prontamente bateu à porta dos pequenos animais gordinhos em busca de seu perdão.</p>
<p>- Quem está aí?<br />
- Sou o Lobo Legal!<br />
- Quem?<br />
- Eu&#8230; snif&#8230; antes era chamado de Lobo Mau, mas descobri como é bom comer vegetais e me transformei em um animal muito mais saudável e de coração puro e bom.<br />
- O Lobo Mau? Vai embora! Socorro!<br />
- Calma, amiguinho. Agora eu sou bonzinho. Minha saúde está em perfeitas condições e não maltrato mais os pobres animais. Afinal, quando Deus me criou, ele não queria que eu fosse carnívoro. A sociedade que me fez assim.<br />
- E esses dentes enormes que você tem?<br />
- Ai, que saudades da Chapeuzinho&#8230; bom&#8230; os dentes são para conseguir comer couve-flor de maneira mais suculenta. Jamais comerei novamente a carne de meus semelhantes.<br />
- Vai embora! Você já me fez sofrer demais! Desde que você ameaçou a mim e a meus irmãos que não tenho coragem de sair de casa!<br />
- Mas isso já faz muitos meses&#8230; ei&#8230; como assim &#8220;não tenho&#8221;? E seus irmãos? Você&#8230;?</p>
<p>Logal apurou seu <em>olfato</em> e sentiu um odor peculiar vindo de dentro da casa dos <em>três porquinhos</em>. Como agora ele estava muito mais saudável graças à incrível alimentação <em>vegetariana</em>, seu fôlego seria capaz de derrubar até a casa de tijolos. E foi o que ele fez.</p>
<p>Após levar ao chão as paredes da casa, Logal chorou copiosamente ao se deparar com o porquinho <em>Prático</em>, com um olhar ensandecido, tentando esconder os ossos de seus irmãos ao mesmo tempo em que terminava de engolir um pedaço de <em>costela</em>. O cheiro lembrava <em>Cícero</em>.</p>
<p>- Eu&#8230; Eu fui obrigado! Não podíamos sair de casa de tanto medo e a fome apertou! Não tive escolha!<br />
- Nãããããoooo!!!! Você matou seus próprios irmãos para satisfazer a ira alimentícia de seus desejos carnívoros! Você&#8230; Você é mau! Você é um carnívoro mau! Deus&#8230; Eu era assim&#8230; Comer carne nos torna seres irracionais capazes de fazer os outros sofrerem para suprir nossos instintos malignos!<br />
- Eu&#8230; Eu me arrependo&#8230;<br />
- Coragem, irmão. Não vou condená-lo. Eu tive minha chance e também a ofertarei para você. Venha comigo que vou ensiná-lo o prazer da alimentação saudável.</p>
<p>Logal e Prático abandonaram os escombros do que fora antes um lugar de sofrimento e dor. O <em>porquinho</em> aprendeu, ao lado de seu novo&#8230; er&#8230; <em>companheiro</em>, que <em>alfaces</em> podem ser deliciosas e se penitenciou pelos atos perniciosos que cometera passando a ajudar outros animais a descobrir os prazeres de uma vida sem <em>carne</em>.</p>
<p>E viveram felizes para sempre.</p>
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		<title>Promessas seguras de Ano Novo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 18:15:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Caro leitor do Papo de Gordo, sabemos que você está mais ansioso pelo novo episódio de nosso podcast (que só sai amanhã, lamento) do que pela festa de réveillon, mas não podemos nos esquecer desse momento de consagração (e de muita comida, claro). O único problema das festas de réveillon é que acabamos tendo que<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/12/30/promessas-seguras-de-ano-novo-reveillon/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/anonovo.jpg" alt="Réveillon!" title="Réveillon!" class="alignright size-full wp-image-5885" />Caro leitor do <strong>Papo de Gordo</strong>, sabemos que você está mais ansioso pelo novo episódio de nosso <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/podcast/" target="_blank">podcast</a> (que só sai amanhã, lamento) do que pela festa de <em>réveillon</em>, mas não podemos nos esquecer desse momento de consagração (e de muita <em>comida</em>, claro).</p>
<p>O único problema das festas de <em>réveillon</em> é que acabamos tendo que fazer alguma fatídica &#8220;<em>promessa de ano novo</em>&#8221; e todos sabemos o que vem por aí: nossas namoradas, noivas, esposas ou equivalentes acabam forçando a barra para prometermos&#8230; oh, dor&#8230; entrar num <em>regime</em> nesse ano que entra. Ou coisa pior.</p>
<p>Como bater o pé e se recusar a fazer uma <em>promessa de ano novo</em> não é uma opção (homens dominados, uni-vos!), trago um serviço de utilidade pública apresentando <em>promessas</em> seguras de ano novo. São pequenas espertezas (algumas bem <em>infames</em>) que vão lhe garantir uma promessa que vai deixar sua companheira feliz. Ao menos até você explicar no ano seguinte que cumpriu, sim, embora ela tenha entendido mal o que você quis dizer e a culpa disso não é sua, ora bolas.</p>
<p><strong>Prometo perder peso</strong><br />
Essa é muito tranquila. Você só precisa ser muito esperto para fazer essa promessa num momento em que ninguém tenha tempo de pedir uma <em>meta</em> clara. Afinal, <em>perder peso</em> abrange tanto perder 30 quilos ou perder um reles graminha. O único problema é que não será possível aumentar de <em>peso</em>, o que pode exigir muita atenção em determinados momentos de alimentação exagerada ou, caso você realmente ache que promessa <strong>tem</strong> que ser cumprida, ainda resta a possibilidade de cortar fora um braço ou uma perna&#8230; pensando bem, não há não.</p>
<p><strong>Prometo entrar para a academia</strong><br />
Hoje em dia, qualquer pessoa pode publicar seu próprio <em>livro</em> através de gráficas <em>por demanda</em>, que cobram um preço relativamente baixo para <em>tiragens</em> de apenas 10 exemplares, por exemplo. O que isso tem a ver com a <em>academia</em>? Ora, caro amigo, basta ter um livro publicado para se candidatar à <em>Academia Brasileira de Letras</em> (afinal, mesmo os membros da Academia sendo imortais, sempre abrem duas ou três vagas por ano). Claro que você não vai ser eleito, mas ao menos você pode dizer que não foi culpa sua, você tentou, os acadêmicos que não reconheceram o valor de suas <em>poesias</em> de rima no infinitivo.</p>
<p><strong>Prometo começar uma dieta</strong><br />
Seja bem genérico. <em>Dieta</em>, ponto. Não especifique qual. Se você não for muito esperto e exigirem a definição de qual <em>dieta</em>, diga que é a &#8220;dieta alfabética&#8221;. Aí é só começar no primeiro dia do novo ano comendo comidas com a letra A: <strong>a</strong>rroz, b<strong>a</strong>t<strong>a</strong>t<strong>a</strong>, fr<strong>a</strong>ngo, c<strong>a</strong>rne vermelh<strong>a</strong>, chocol<strong>a</strong>te, pudim de leite condens<strong>a</strong>do, Big Bob (que é um h<strong>a</strong>mbúrguer) e bolo (afinal, bolo em inglês é c<strong>a</strong>ke). Para as demais letras, leia um bom dicionário e encontre <em>sinônimos</em> plausíveis para o que você gosta. Em último caso, use até traduções em húngaro para justificar seu lanchinho. O importante é não falhar na <em>promessa</em>.</p>
<p><strong>Prometo parar de comer porcaria</strong><br />
Segundo o dicionário, porcaria é &#8220;Ação ou estado do que é <em>porco</em> ou de quem é <em>sujo</em>. <em>Imundície</em>, sujidade. Obscenidade, <em>palavrão</em>. Coisa malfeita&#8221;. Portanto, basta não comer nada sujo, malfeito ou que fale palavrão. Moleza.</p>
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		<title>Desconstruindo Papai Noel</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 23:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[papai noel]]></category>

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		<description><![CDATA[- Senhor Noel, senhor Noel! - Jonas, eu já disse que prefiro ser chamado de Papai Noel ou Pai Natal. Nada de &#8220;senhor&#8221;, por favor. - Desculpe. Eu&#8230; precisava falar com o senhor urgentemente! - Faltam poucas horas pra começar a distribuição de presentes. O que pode ser mais urgente que isso? - É que<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/12/23/desconstruindo-papai-noel/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/papainoel.jpg" alt="Papai Noel triste (desenho de Carlos Latuff, em Creative Commons)" title="Papai Noel triste (desenho de Carlos Latuff, em Creative Commons)" class="alignright size-full wp-image-5754" />- Senhor Noel, senhor Noel!<br />
- Jonas, eu já disse que prefiro ser chamado de Papai Noel ou Pai Natal. Nada de &#8220;senhor&#8221;, por favor.<br />
- Desculpe. Eu&#8230; precisava falar com o senhor urgentemente!<br />
- Faltam poucas horas pra começar a distribuição de presentes. O que pode ser mais urgente que isso?<br />
- É que chegaram os resultados da última pesquisa de mercado&#8230;<br />
- Pesquisa de mercado?<br />
- Bom, senhor Noel, como o senhor deve saber, eu sou o duende responsável pelo departamento de marketing&#8230;<br />
- Departamento de marketing?<br />
- &#8230;e estávamos analisando o impacto de sua figura perante as crianças do mundo. Creio que são prementes algumas alterações urgentes em nossa política.<br />
- Como assim, nossa política?<br />
- Em primeiro lugar, o senhor tem alguns problemas no que tange o público-alvo. Diferenciações com base em religião são politicamente incorretas.<br />
- Você está maluco?<br />
- Está aqui no nosso <em>briefing</em>. &#8220;Papai Noel &#8211; ou Pai Natal &#8211; é uma figura lendária surgida a partir de tradições cristãs que, em culturas ocidentais, distribui presentes para crianças bem-comportadas&#8221;.<br />
- Você pegou isso da Wikipédia.<br />
- É nosso <em>briefing</em>. Por favor, não me interrompa&#8230;<br />
- Grr&#8230;<br />
- O senhor se limita a crianças cristãs do ocidente. E ainda gera traumas nas que cometeram atos ruins durante o ano. Contudo, notamos que mesmo entre os cristãos há os que o consideram uma figura pagã demoníaca que deve ser ignorada solenemente em nome da paz espiritual e de um lugar junto a Deus.<br />
- Sério?<br />
- Sim, senhor.<br />
- Mas&#8230; Eu gosto tanto das crianças&#8230;<br />
- E entra sorrateiro na casa das pessoas. Isso incomoda aqueles que prezam pela segurança de seus lares.<br />
- E o que devo fazer?<br />
- Primeiro precisa trocar de uniforme. Essa roupa vermelha é associada à Coca-Cola e isso incomoda os comunistas.<br />
- Pra começar, essa roupa não tem nada a ver com a Coca-Cola. Você anda lendo Wikipédia demais. Além disso, comunistas são ateus, eles não recebem presente mesmo.<br />
- Isso no passado. Hoje, há milhões de comunistas cristãos. Está na moda falar que é comunista mesmo sem saber o que isso significa. Exatamente por isso o senhor vai usar essa camisa do Che Guevara com um gorro de Papai Noel.<br />
- Hein?<br />
- E o senhor precisa também citar três ou quatro passagens bíblicas ao invés do &#8220;hohoho&#8221;. Dependendo do país, utilize passagens de outros livros sagrados.<br />
- Como assim?<br />
- O senhor precisa tomar muito cuidado quando o aspecto é religião. Além disso, não dê mais presente às crianças. Podem acusá-lo de pedofilia. Melhor presentear os adultos que se inscrevam em nosso <em>mailing</em>.<br />
- <em>Mailing</em>?<br />
- Sim. Tomei a liberdade de pedir para o meu sobrinho fazer um site para o senhor. Agora, quem quiser receber presente só precisa se cadastrar e clicar nos <em>banners</em> que temos no site. Esse dinheiro vai ajudar a pagar os custos dos presentes. Também fiz um site de sexo bizarro com duendes para garantir a compra de nossos aeroplanos.<br />
- Aero&#8230; E as renas?<br />
- Não queremos problemas com o <em>Greenpeace</em>. Devolveremos as renas a seu habitat natural para elas serem caçadas pelos norte-americanos viciados em matar bichinhos indefesos.<br />
- Isso é ironia?<br />
- Não, senhor. Nós somos sócios da Associação Nacional do Rifle. Renas voadoras são um <em>plus</em> incrível para eles.<br />
- Isso não faz sentido! Será que estou tão ultrapassado assim?<br />
- Certamente.<br />
- Mas&#8230;<br />
- Só uma última coisa: Gordos são rejeitados pelo público-consumidor de imagens saudáveis natalinas e não servem como nossos garotos propaganda.<br />
- Mas eu não vou conseguir emagrecer em menos de cinco horas!<br />
- Por isso mesmo tomei a liberdade de contratar o Tom Hanks para entregar os presentes em seu lugar. Segundo nossas pesquisas, ele tem mais confiabilidade que o senhor. Lamento.<br />
- Olha aqui, seu duendezinho de meia tigela: Eu vou continuar com essa roupa, vou continuar fazendo &#8220;hohoho&#8221;, vou continuar distribuindo presentes para as crianças cristãs boazinhas e vou continuar usando minhas renas! Entendeu?<br />
- Desculpe, mas eu não acredito em Papai Noel. <strong>Segurança</strong>!</p>
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		<title>Momento musical: &#8220;Janta&#8221;</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/12/16/janta-parodia-de-sampa-caetano-veloso/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 18:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Caetano Veloso]]></category>
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		<category><![CDATA[sampa]]></category>

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		<description><![CDATA[Para (tentar) cantar ao som de &#8220;Sampa&#8221;. E que Caê, filho de Canô, irmão de Bethânia, amigo de Gil, me perdoe. Janta (Caetano Adiposo) Alguma coisa acontece com meu barrigão Sempre que eu como banana, farofa e feijão É que quando eu cheguei por aqui eu nada comi Do duro torresmo salgado de tuas mineiras<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/12/16/janta-parodia-de-sampa-caetano-veloso/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /><br />
<em>Para (tentar) cantar ao som de &#8220;Sampa&#8221;. E que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso" target="_blank">Caê</a>, filho de Canô, irmão de Bethânia, amigo de Gil, me perdoe.</em></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5655" title="Sampa... quer dizer, &quot;Janta&quot;" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/saopaulo_comida.jpg" alt="Sampa... quer dizer, &quot;Janta&quot;" /><strong>Janta</strong><br />
(Caetano Adiposo)</p>
<p>Alguma coisa acontece com meu barrigão<br />
Sempre que eu como banana, farofa e feijão<br />
É que quando eu cheguei por aqui eu nada comi<br />
Do duro torresmo salgado de tuas mineiras<br />
Da macarronada tão bela de tuas padeiras</p>
<p>Ainda não havia para mim piriri<br />
O maior problema do comilão<br />
Alguma coisa acontece no meu barrigão<br />
Que só quando como banana, farofa e feijão.</p>
<p>Quando encarei um pastel quente queimei o meu rosto<br />
Chamei de gongolo o que vi, um bichinho sem gosto<br />
É que nojento acha feio verme e pentelho<br />
E à mente apavora o risco de comer pão velho<br />
Nada do que não era antes ou um sanduba mutante</p>
<p>E foste um difícil começo<br />
Só comi o que não conheço<br />
E quem vende um bom sonho na minha cidade<br />
Mudou-se pra longe e não é mais realidade<br />
Sobrou tapioca de vento sem nenhum apreço</p>
<p>Do povo com fome nas filas pra comprar panelas<br />
Usando Bombril pra arear e deixá-las mais belas<br />
Da feia fumaça que sobe direto pro exaustor<br />
Eu vejo surgir a comida no pano de prato<br />
Galinha, batata à beça, bolinho de chuva</p>
<p>Bota pra dentro a comida utópica, tudo é janta<br />
Impossível eu não comer isso aqui<br />
Baianos famintos passeiam lá fora à toa<br />
E minha barriga de novo não tá numa boa</p>
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		<title>Proibido gordo!</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 17:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[gordo]]></category>
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		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Num futuro (talvez) não muito distante&#8230; Ato 1: - Próximo! - Sou eu! - Nome? - Juvenal Astrogildo. - IMC? - Perdão? - IMC, por favor. - Pra quê você quer saber isso? - É pra saber se o senhor é gordo. - Bom&#8230; Tenho meus 130 quilinhos&#8230; Acho que sou gordinho, hehe. - Então<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/12/02/proibido-gordo/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/proibidogordo.jpg" alt="Proibido gordo!" title="Proibido gordo!" class="alignright size-full wp-image-5499" />Num futuro (talvez) não muito distante&#8230;</p>
<p><strong>Ato 1:</strong><br />
- Próximo!<br />
- Sou eu!<br />
- Nome?<br />
- Juvenal Astrogildo.<br />
- IMC?<br />
- Perdão?<br />
- IMC, por favor.<br />
- Pra quê você quer saber isso?<br />
- É pra saber se o senhor é gordo.<br />
- Bom&#8230; Tenho meus 130 quilinhos&#8230; Acho que sou gordinho, hehe.<br />
- Então não está qualificado para entrar.<br />
- Não estou qualif&#8230; Como assim?!<br />
- Temos uma política bem clara. Pessoas obesas não podem ser atendidas pelo doutor Osvaldo.<br />
- Mas eu estou com cárie!<br />
- Deve ser porque é gordo. Emagrece que isso passa.<br />
- Isso é um absurdo!<br />
- Nosso seguro não cobre mais cadeiras destruídas por obesos.<br />
- Vocês&#8230; Vocês vão ver! Vou processá-los!</p>
<p><strong>Ato 2:</strong><br />
- Pois não?<br />
- Bom dia, meu nome é Juvenal. Eu agendei com o advogado Meireles. Preciso processar um dentista que&#8230;<br />
- Um momento, senhor. Antes de mais nada, suba naquela balança.<br />
- Como assim?<br />
- O doutor Meireles só aceita casos de pessoas abaixo de três dígitos de peso.<br />
- O quê? Em primeiro lugar, doutor o cacete que ele só deve ter o bacharelado! Em segundo lugar, desde quando gordo não tem direito a advogado?<br />
- Sinto, senhor, mas é nova norma da OAB. Pessoas obesas devem ser estimuladas a emagrecer e essa é uma forma que foi encontrada para isso.<br />
- Mas isso é ilegal!<br />
- Se a OAB diz que não é, não é.<br />
- Mas&#8230;<br />
- Por favor, peço que o senhor se retire. E tenha um bom dia.</p>
<p><strong>Ato 3:</strong><br />
- O que foi, cidadão?<br />
- Bom dia, policial. Eu preciso denunciar um dentista e um advogado por preconceito!<br />
- Vejo que o cidadão está com sobrepeso, correto?<br />
- Er&#8230; correto&#8230;<br />
- Por favor, peço que o senhor se retire. Não podemos atender cidadãos com IMC acima de 30.<br />
- O quê? E todos esses policiais gordos que estão aqui?<br />
- Serão exonerados em breve. Tudo bem que ninguém sabe como a gente vai atuar com 10% do efetivo, mas Lei é Lei.<br />
- Isso é um absurdo&#8230;<br />
- É melhor o cidadão sair logo. Não quero prendê-lo porque é contra a Lei colocar obesos nas celas para não incomodar os outros bandidos. Se continuar aqui, terei que atirar no senhor e acusá-lo de tentativa de homicídio.<br />
- Já estou indo&#8230; Já estou indo&#8230;</p>
<p><strong>Ato 4:</strong><br />
- Ei! Por que vocês estão guinchando meu carro? Não é proibido estacionar em frente à delegacia!<br />
- O Detran nos deu uma lista de veículos que devem ser recolhidos porque os motoristas são obesos.<br />
- Como assim?<br />
- Pra estimular o pessoal a emagrecer, os gordos não podem mais ter carro. Bem que o senhor precisa mesmo perder uns quilinhos, hein.<br />
- Me devolve esse carro agora ou te parto a cara.<br />
- Quero ver tentar, gordinho. Sabia que só por estar perto de mim você já tá errado, né?<br />
- Como assim?<br />
- Saiu uma nova Lei ontem. Gordos devem manter distância de cinco metros dos magros. Pra não dar influência negativa, sabe?<br />
- AAAAHHHHH!!!!!</p>
<p><strong>Ato 5:</strong><br />
- Teu nome, meu filho.<br />
- Juvenal Astrogildo. O senhor&#8230; é São Pedro?<br />
- Sim, meu filho. Por que tu estás aqui?<br />
- Me envolvi numa briga e um policial atirou em mim pra não me prender. Estou no Céu?<br />
- Sim, meu filho. Vejo que tu foste um bom homem, bom pai de família, sempre ajudaste o próximo, fazia caridade e, com exceção destes últimos dias, jamais cometeste nenhum ato de violência.<br />
- Pois é, São Pedro. Sempre tentei ser uma pessoa boa. Sei que me deixei levar pela raiva nesses últimos dias, mas peço perdão.<br />
- Fique tranquilo, meu filho. Os atos impensados dos teus últimos dias foram perdoados.<br />
- Quer dizer que eu posso entrar no Céu?<br />
- Lamento, mas só pode ter asa de anjo pessoas com IMC abaixo de 30. Política nova, peço que entenda. Vais passar uma temporada no Inferno para emagrecer. Até o Juízo Final!</p>
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		<title>Poesias para gordinhos</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/25/poesias-para-gordinhos/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da fazer repentistas ficarem enjoados e Drummond se remexer no túmulo, fui tomado por mais um momento de alma poética. Só que, como dessa vez estava sem muita criatividade, fui caçar em meu velho caderno de poesias adolescentes uns versinhos obesos para fazer um &#8220;Control C Control V&#8221; metafórico. Selecionei, então, poeminhas sobre gordos<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/25/poesias-para-gordinhos/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Depois da fazer <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/10/um-gordo-e-meio/" target="_blank">repentistas ficarem enjoados</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/07/e-agora-jose-versao-obesa-parodia-drummond/" target="_blank">Drummond se remexer no túmulo</a>, fui tomado por mais um momento de alma poética. Só que, como dessa vez estava sem muita criatividade, fui caçar em meu velho caderno de poesias adolescentes uns versinhos obesos para fazer um &#8220;Control C Control V&#8221; metafórico.</p>
<p>Selecionei, então, poeminhas sobre gordos ou que façam uma relação com comida (ou com o fim de seu processamento orgânico, o que explica a poesia nojenta do final).</p>
<p>Sim, admito que é mais falta do que escrever hoje do que uma verdadeira sensação poética emanando de minh&#8217;alma, mas vou arriscar esse momento vergonha alheia e apresentar belas poesias escritas no século passado, lá pelos meus 16/17 anos.</p>
<p>Caraca&#8230; Tô velho&#8230; E brega&#8230;</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/poesia.jpg" alt="Poeta escrevendo poesia (ou pensando em se matar ao ler o que escreveu, sei lá)" title="Poeta escrevendo poesia (ou pensando em se matar ao ler o que escreveu, sei lá)" class="alignright size-full wp-image-5322" /><strong>Um gordo no minibugue</strong></p>
<p>A visão me enche os olhos:<br />
– Um gordo no minibugue! Espantado estou!<br />
Viro-me para o espelho:<br />
– Também sou gordo!<br />
E a vida segue&#8230;</p>
<p>Por anos a fio<br />
a vida ingrata<br />
mantém em mim a gordura dilatada!<br />
Não me permite<br />
colesterol baixo,<br />
coluna reta e sem dor,<br />
e nem o sublime amor!</p>
<p>Aceito resignado:<br />
– Sou gordo sim! Mas sou feliz!<br />
E concluo revoltado:<br />
– Muito mais gordo é quem me diz!</p>
<p>E sigo vivendo,<br />
aceitando minha condição,<br />
na colestérica churrascaria rodízio que é a vida&#8230;</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Alimentando a alma</strong></p>
<p>Nhect!<br />
Mordendo o biscoito<br />
alimentando as lombrigas<br />
e as solitárias em comunidade</p>
<p>Nhact!<br />
Lambendo os beiços<br />
o alimento adentra o estômago<br />
para seguir caminhos inimagináveis</p>
<p>Nhoct!<br />
Não para de comer<br />
até que dói a barriga<br />
e tudo diz tchau<br />
para a úlcera<br />
e diz oi<br />
para a água sanitária</p>
<p>Burp!<br />
Comer é como viver:<br />
a gente sabe para onde a comida vai<br />
só não sabe para onde a comida vai</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Canção da prisão de ventre</strong></p>
<p>No banheiro, sozinho,<br />
tenho a sensação de um novo alvorecer.<br />
Um mundo de possibilidades abre-se<br />
na simples visão do papel higiênico.</p>
<p>O cheiro perfuma o ambiente<br />
como um odor de lírios do campo mortos.<br />
Medito&#8230; E vejo que ao fazer força<br />
também posso mijar.</p>
<p>O líquido esvai-se da bexiga<br />
qual a água da chuva corre pelas ruas e, com a lama, destrói morros.<br />
A sensação de cagar e mijar é como a de sentir-se um deus,<br />
que tem o poder de tudo fazer<br />
no vaso sanitário!</p>
<p>Mas todo o meu pensamento,<br />
outrora forte e poderoso<br />
vai embora&#8230;<br />
com um simples toque na descarga.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A balada dos gordinhos</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/18/a-balada-dos-gordinhos/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Roberto Câmara]]></category>

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		<description><![CDATA[Balada. Fila enorme de gente que vai se humilhar&#8230; digo, se apresentar a uns idiotas&#8230; digo, a uns&#8230; tá, a uns idiotas mesmo, implorando para entrar em um clube qualquer. O gordinho e a gordinha felizes da vida estão na fila. Eles ouvem o Papo de Gordo e acreditam que o mundo é belo. São<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/18/a-balada-dos-gordinhos/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordinhosbalada1.jpg" alt="Gordinhas na balada" title="Gordinhas na balada" class="alignright size-full wp-image-5234" /><em>Balada</em>. Fila enorme de gente que vai se humilhar&#8230; digo, se apresentar a uns idiotas&#8230; digo, a uns&#8230; tá, a uns idiotas mesmo, implorando para entrar em um <em>clube</em> qualquer. O gordinho e a gordinha felizes da vida estão na fila. Eles ouvem o <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/podcast/" target="_blank">Papo de Gordo</a> e acreditam que o mundo é belo. São barrados. A <em>roupa</em> até está OK, o cabelo dá pra aceitar, o <em>ingresso</em> ia ser pago, mas <em>gordo</em> não entra, pombas, deixa de ser mané. Até porquê, se entrasse, nem ia conseguir chegar perto do bar com aquela cadeirinha frágil quase grudada na bancada. Vai se encher de <em>Cheetos</em> e para de perturbar.</p>
<p>Nem sei se é assim que acontece. Afinal, não sou <em>baladeiro</em>. Sou um gordo caseiro, que gosta de fazer um lanchinho em casa enquanto assiste a <em>novela das oito</em>. Mas, mesmo nas <em>baladas</em> das novelas, só se vê gente magra, sarada e gostosa dançando nas <em>boates</em>. Imagino que seja que nem <em>elevador</em>: 100 pessoas ou 700 quilos, o que vier primeiro, e o gordo esbaforido e lerdão sempre chega atrasado.</p>
<p>Estou novamente divagando, mas dessa vez é por um bom motivo. Afinal, agora o <em>gordinho baladeiro</em> vai saber onde pode ir remexer o esqueleto, mesmo que praticamente não se veja seu esqueleto. Tudo bem que tem que ir aos <em>Estados Unidos</em>, mas o que é uma fila pra pegar <em>visto</em> quando se tem a chance de uma balada peso-pesado, né? (eu continuo com minha novela)</p>
<p>Antenado com as modas baladeiras, o <a href="http://twitter.com/robertocamarajr" target="_blank">Roberto Câmara</a> mandou para o Papo de Gordo a dica dos novos night clubs especializados na galera acima do peso. Tudo isso na <em>Califórnia</em> (não falo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Calif%C3%B3rnia_%28Nova_Igua%C3%A7u%29" target="_blank">bairro de Nova Iguaçu</a>, obviamente, mas daquele estado norte-americano que é governado pelo <strong>Schwarzenegger</strong>). Os mais famosos clubes são <a href="http://www.clubbounce.net" target="_blank">Club Bounce</a>, <a href="http://clubfullfilled.com/" target="_blank">FullFilled</a> e <a href="http://www.butterflylounge.com/" target="_blank">Butterfly Lounge</a>.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordinhosbalada2.jpg" alt="Gordinhos na balada" title="Gordinhos na balada" class="alignright size-full wp-image-5235" />Esses clubes vêm garantindo um crescimento de público impressionante. E estamos falando de <em>quantidade</em>, não de quilos. Os gordinhos vão em peso (er&#8230; sem <em>trocadilhos</em>) se divertirem, junto com alguns magros de mente aberta que também podem entrar. Afinal, não são clubes <em>exclusivos</em> para gordos, apenas clubes em que os gordos são aceitos sem cara feia ou reclamação.</p>
<p>Como <em>americano</em> não faz nada porque é bonzinho, é óbvio que esses clubes existem porque são um bom negócio. Afinal, 66% da população dos <em>Estados Unidos</em> está acima do peso e quer se sentir bem consigo mesma (afinal, se aceitar é mais fácil que fazer <em>regime</em>, ora bolas). Nesses clubes, além de poderem requebrar na pista de dança sem que ninguém reclame de sua massa corpórea, a <em>pegação</em> também rola solta com gordinhos e gordinhas. Claro, já que quem vai nesses <em>clubes</em> sabe qual o público principal e não vai rejeitar uma <em>gordinha yeah yeah</em>.</p>
<p>Agora é esperar que algum empresário brasileiro se toque do enorme potencial dos <em>gordinhos baladeiros</em> e lance um clube desses por aqui. Fatalmente, baseado na falta de noção nacional, o clube vai se chamar &#8220;Fat Night&#8221;, &#8220;Gordo&#8217;s Insight&#8221;, &#8220;Coxa Grossa&#8221; ou algo do tipo, mas pelo menos vai ser uma coisa muito boa para o pessoal acima do peso que evita sair à noite por não ter paciência com <em>saradões</em> preconceituosos.</p>
<p>Se alguma casa dessas inaugurar no <em>Brasil</em>, não me chamem. Estarei ocupado vendo a <em>novela</em>.</p>
<p><em>PS: Veja algumas fotos dessa <em>balada</em> obesa <a href="http://izismile.com/2009/11/16/night_clubs_for_overweight_people_20_pics.html" target="_blank">clicando aqui</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Engordando com o iPhone</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/11/engordando-com-o-iphone/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 23:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo geek tem como sonho de consumo um iPhone. Mesmo que não tenha uma câmera lá grandes coisas e não seja o melhor smartphone do mercado, ainda assim ele é um sonho de consumo. Também há aqueles, como eu, que querem tudo o que o iPhone tem de bom sem precisar usá-lo como celular (afinal,<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/11/engordando-com-o-iphone/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Todo <em>geek</em> tem como sonho de consumo um <strong>iPhone</strong>. Mesmo que não tenha uma câmera lá grandes coisas e não seja o melhor <em>smartphone</em> do mercado, ainda assim ele é um sonho de consumo.</p>
<p>Também há aqueles, como eu, que querem tudo o que o <em>iPhone</em> tem de bom sem precisar usá-lo como celular (afinal, o negócio mesmo são os joguinhos e demais programinhas pra usar no bicho). Então, basta comprar um <em>smartphone</em> bom e ter o <a href="http://www.submarino.com.br/produto/10/21620474/ipod+touch+8gb+-+preto+-+apple/?franq=277072" target="_blank">iPod Touch</a>, que, para quem não conhece, é essencialmente um <em>iPhone</em> que não faz ligações.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5127" title="Easy Recipe - frango assado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/iphone_frangoassado.jpg" alt="Easy Recipe - frango assado" />Bom&#8230; Como estava dizendo, a mehor coisa do <em>iPhone</em> são seus joguinhos e programinhas (de preferência os gratuitos, claro). Há desde coisas úteis como uma versão digital da calculadora <em>HP12C</em> até um programa que produz dezenas de sons de <em>pum</em>.</p>
<p>Diante desse manancial de possibilidades, vem a pergunta: O que diabos isso tem a vez com a coluna <strong>Gordo de Raiz</strong>? Simples, caro amigo: Além de poder fazer pedidos online para várias lanchonetes, como <em>McDonald&#8217;s</em> e <em>Habib&#8217;s</em> (através de uma conexão à internet), não faltam programas para ajudar o saudável gordinho <em>geek</em> a manter sua circunferência estomacal.</p>
<p>Um desses aplicativos é o <a href="http://itunes.apple.com/us/app/easy-recipes-food-drink/id295085626?mt=8" target="_blank">Easy Recipes</a>, que, como o nome indica, traz uma série de <em>receitas</em>. Mesmo que não tenha tantas opções, vale pelo menos pelas fotos deliciosas da comilança. Ora bolas, se a <em>Apple</em> não libera fotos de mulher pelada e sacanagem na <em>AppStore</em>, ao menos os gordinhos podem se deliciar com um <em>frango assado</em> literal.</p>
<p>Além dos programas com <em>receitas</em> (achou que eu ia mostrar todos? Se vira e faz uma pesquisa no <em>iTunes</em>, seu gordo preguiçoso), também há joguinhos que ajudam a abrir o apetite. O exemplo mais divertido é o <a href="http://itunes.apple.com/us/app/stand-o-food/id317805174?mt=8" target="_blank">Stand O&#8217;Food</a> (que também possui uma <a href="http://itunes.apple.com/us/app/stand-o-food-lite/id322809246?mt=8" target="_blank">versão grátis</a>), no qual você é o atendente de uma <em>lanchonete</em> e tem que ir montando <em>hambúrgueres</em> com formato e recheio de acordo com o pedido dos clientes. Explicando assim parece meio besta, e é, mas dá pra se divertir.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5126" title="Virtual Weight Loss Model" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/iphone_virtualweightlossmodel.jpg" alt="Virtual Weight Loss Model" />Claro que há mais programas contra a gordura do que &#8220;a favor&#8221;. Um deles é o <a href="http://itunes.apple.com/us/app/virtual-weight-loss-model/id324529661?mt=8" target="_blank">Virtual Weight Loss Model</a>, no qual você pode contabilizar seu ganho ou perda de peso. Dependendo da &#8220;<em>tonelagem</em>&#8220;, aparece uma gordinha com cara de triste ou uma magrinha feliz. É de uma sutileza impressionante.</p>
<p>Bom&#8230; Seja lá qual for o <em>programa</em> que você vai colocar no seu <em>iPhone</em>, isso não muda o fato de que é fundamental nunca esquecer de lavar bem as mãos depois de comer aquela <em>batata frita</em> gordurosa para não estragar o aparelho.</p>
<p>Ah&#8230; E boa sorte ao digitar qualquer coisa no teclado virtual com seus dedinhos <em>fofinhos</em>. Ao menos até lançarem um aplicativo que crie um <em>teclado virtual</em> de tamanho GGG. Isso sim, seria útil pacas.</p>
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		<title>Você é tão magro que&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Yo mama]]></category>

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		<description><![CDATA[Carrego uma frustração. No último podcast, sobre o ponto de vista dos magros, pesquisei sobre piadas de magros para termos uma chancezinha de nos &#8220;vingarmos&#8221; das toneladas de piadas de gordos (ops!), mas não achei quase nada. Bom&#8230; Eu carregava essa frustração. Parti para uma pesquisa mais profunda na internet e acabei encontrando várias piadas<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/11/04/piadas-de-magro/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5007" title="Pessoa magra" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/pessoamagra.jpg" alt="Pessoa magra" />Carrego uma frustração. No <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/30/papo-de-gordo-28-o-ponto-de-vista-dos-magros/" target="_blank">último podcast, sobre o ponto de vista dos magros</a>, pesquisei sobre <em>piadas de magros</em> para termos uma chancezinha de nos &#8220;vingarmos&#8221; das toneladas de <em>piadas de gordos</em> (ops!), mas não achei quase nada.</p>
<p>Bom&#8230; Eu <strong>carregava</strong> essa frustração. Parti para uma pesquisa mais profunda na <em>internet</em> e acabei encontrando várias piadas no estilo &#8220;<em>Yo mama</em>&#8221; (aquelas que vivem aparecendo em filmes americanos, tipo &#8220;Sua mãe é tão sei lá o quê que ela até coisa e tal!&#8221;).</p>
<p>Como não quero ofender nenhuma <em>mãe</em> (a não ser que seja magra), vamos à relação das <em>piadas de magro</em> para que você, querido gordinho leitor desta coluna, possa falar diretamente ao magrelo que resolver te sacanear:</p>
<p>Você é tão magro que pode usar um varal pra se proteger do sol!</p>
<p>Você é tão magra que, se virar de lado, some!</p>
<p>Você é tão magro que se sentar, virar a cabeça e mostrar a língua, fica parecendo um zíper!</p>
<p>Você é tão magra que é a única mulher do mundo com duas costas!</p>
<p>Você é tão magro que precisa ficar no mesmo lugar duas vezes para conseguir ter sombra!</p>
<p>Você é tão magra que se colocar um casaco de peles fica parecendo  um cachimbo!</p>
<p>Você é tão magro que não pode tomar banho pelo risco de cair no ralo!</p>
<p>Você é tão magra que compra roupas da Barbie! Literalmente!</p>
<p>Você é tão magro que pode ser salvo de um afogamento com um biscoito de polvilho!</p>
<p>Você é tão magra que pode olhar através de um olho mágico com os dois olhos!</p>
<p>Você é tão magro que pode usar fita dental como gravata!</p>
<p>Você é tão magra que quando engole uma almôndega todos acham que está grávida!</p>
<p>Você é tão magro que não pode deixar o cabelo crescer muito pelo risco de te confundirem com uma vassoura!</p>
<p>Você é tão magra que quando vai ao McDonald&#8217;s as pessoas lhe confundem com um canudo!</p>
<p>Você é tão magro que limpa o bumbum com fio dental!</p>
<p>Você é tão magra que amarra palitos de picolé nos pés para não cair em bueiros.</p>
<p>Quem tem mais piadinhas desse tipo sobre magros? Vamos lá, pessoal, não se acanhem, mandem suas sugestões. Talvez até façamos um banco de dados sobre isso para referência futura dos gordinhos bem humorados que respondem piada com piada e não com barrigada.</p>
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		<title>Oito &#8220;antidicas&#8221; para acabar com o pensamento magro</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 17:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Só é gordo quem quer. Pelo menos é o que parece, já que todo mundo tem dicas &#8220;facinhas&#8221; para que a pessoa emagreça. A mais recente que eu li foi o artigo &#8220;8 lições para acabar com o pensamento gordo&#8221;. Não que seja um artigo ruim, longe disso, é bem interessante. Mas, como aquela história<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/28/oito-antidicas-para-acabar-com-o-pensamento-magro/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4869" title="Acabando com o pensamento magro" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonamoto.jpg" alt="Acabando com o pensamento magro" />Só é gordo quem quer. Pelo menos é o que parece, já que todo mundo tem dicas &#8220;facinhas&#8221; para que a pessoa emagreça. A mais recente que eu li foi o artigo <a href="http://msn.minhavida.com.br/conteudo/1689-8-licoes-para-acabar-com-o-pensamento-gordo.htm" target="_blank">&#8220;8 lições para acabar com o pensamento gordo&#8221;</a>.</p>
<p>Não que seja um artigo ruim, longe disso, é bem interessante. Mas, como aquela história de perder o amigo e não perder a piada geralmente ecoa forte quando vamos escrever uma coluna de humor (mesmo que seja um humor infame), não resisti a fazer as oito &#8220;antidicas&#8221; para acabar com o pensamento magro.</p>
<p>Então, vamos à desconstrução de cada lição do <a href="http://msn.minhavida.com.br/conteudo/1689-8-licoes-para-acabar-com-o-pensamento-gordo.htm" target="_blank">artigo original</a>, o qual sugiro que todos leiam para entenderem a piada (não estou dizendo que vão rir, apenas que vão entender a piada; não me cobrem graça depois).</p>
<p><strong>Mude seus conceitos:</strong> Encare verduras, legumes e frutas. Afinal, qual a graça de um Big Whooper Quádruplo com queijo e bacon extra sem uma alfacinha e um tomate pra compor a paisagem? Quanto aos legumes, vá pelo bolo de cenoura que já vai ser uma boa pedida. De qualquer forma, fatalmente você vai encontrar uma verdura ou legume que seja agradável ao paladar, especialmente se estiver coberta por uma generosa camada de chocolate pra disfarçar o sabor intragável desses troços.</p>
<p><strong>Direcione seu foco:</strong> Quando não estiver na hora das refeições do dia (todas as quinze), mantenha seu pensamento focado em atividades diversas. Leia um livro, assista a um filme, ouça música&#8230; Com a prática, você vai conseguir devorar dois ou três pacotes de Ruffles durante essas atividades automaticamente, sem precisar pensar.</p>
<p><strong>Previna-se das tentações:</strong> Não compre livros de dietas, não ouça seu amigo vegetariano que tem fotos de crueldade contra animais e, principamente, <strong>nunca</strong> assista ao Fantástico quando for o quadro do doutor Dráuzio Varela. Você pode acabar sendo tentado a fazer um regime.</p>
<p><strong>Escape das armadilhas:</strong> Se seus amigos são sacanas e pedem sua sobremesa favorita quando saem contigo (afinal, amigo de gordo sempre é sacana), coma duas e fure a mão de algum deles com o garfo se ameaçarem pegar uma lasquinha. Só pra mostrar que você não liga pra essas coisas.</p>
<p><strong>Mire no alvo:</strong> Se você se empanturrou de doces antes de uma refeição, não a deixe de lado. Tenha como alvo na sua mente o seguinte: Sobremesa só é sobremesa se vier depois da refeição. Faça como a musiquinha da Magali antes do politicamente correto: coma muitos doces para depois jantar.</p>
<p><strong>Na dúvida, fique com o trivial:</strong> Bife à milanesa com batata frita. Nada mais trivial que isso. Repita cinco vezes.</p>
<p><strong>Abandone o radicalismo:</strong> Não pule o café da manhã para abusar no almoço. Isso é muito radical. Abuse em ambos. De preferência também no lanche, na janta, na sobremesa&#8230;</p>
<p><strong>Pense positivo e aja da mesma forma:</strong> Repita sempre o seguinte mantra: &#8220;Vou comer que nem um porco e não vou morrer do coração&#8221;. É óbvio que se você comer que nem um porco fatalmente vai morrer do coração ou coisa pior, mas o negócio é pensar positivo. Quem disse que os otimistas enxergam a realidade? Ao menos são felizes por um tempinho.</p>
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		<title>Quarta Sem Alface</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sexta-feira Santa é um dia sem carne. Ao menos para os católicos. Para ser mais exato, só para os católicos mais fervorosos. E ainda assim é &#8220;sem carne&#8221; em termos, já que o problema é com a carne vermelha (os peixinhos que se danem). Devo admitir, portanto, minha ignorância ao achar que esse era o<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/21/quarta-sem-alface-humor-parodia/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><em>Sexta-feira Santa</em> é um dia sem carne. Ao menos para os <em>católicos</em>. Para ser mais exato, só para os católicos mais <em>fervorosos</em>. E ainda assim é &#8220;sem carne&#8221; em termos, já que o problema é com a <em>carne vermelha</em> (os <em>peixinhos</em> que se danem). <span class="bbused">Devo</span> admitir, portanto, minha ignorância ao achar que esse era o único dia no ano com alguma espécie de <em>restrição alimentar</em> carnívora (não pra mim, que sempre encarava um churrasco no feriadão só de implicância).</p>
<p>Porém, meus caros amigos, existe a <a href="http://www.svb.org.br/segundasemcarne/" target="_blank">&#8220;Segunda Sem Carne&#8221;</a>. E o que só reforça meu desconhecimento: Ela foi criada nos <em>Estados Unidos</em> em 2003 e foi trazida para o <em>Brasil</em> no <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1328929-5605,00-PREFEITURA+DE+SP+E+SOCIEDADE+VEGETARIANA+LANCAM+CAMPANHA+SEGUNDA+SEM+CARNE.html" target="_blank">início de outubro</a>. Tudo bem que um dia no qual não se come nenhum tipo de carne (incluindo os <em>peixinhos</em>) não ia mesmo me chamar atenção, mas se até a <a href="http://contigo.abril.com.br/noticia/marisa-monte-apoia-campanha-segunda-carne-505883.shtml" target="_blank">Marisa Monte apoia a campanha</a>, fica difícil não querer se informar melhor a respeito.</p>
<p>E antes que alguém pense que a tal &#8220;segunda&#8221; refere-se a uma data específica, a campanha fala sobre <strong>todas</strong> as segundas-feiras do ano. <strong>Todas</strong>! Pois é, amiguinho, quem adere à campanha (<a href="http://www.svb.org.br/segundasemcarne/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=76:yoko-ono&amp;catid=22:pessoas&amp;Itemid=13" target="_blank">Yoko Ono</a>, por exemplo) fica durante as 24 horas de cada segunda-feira sem comer <em>carne</em> de vaca, galinha, porco, peixe e nem <em>churrasquinho de gato</em>. Não tenho ideia do que sobra, mas não me parece muito promissor&#8230;</p>
<p>Diante disso, venho propor uma ação associada à <em>Segunda Sem Carne</em>: A &#8220;Quarta Sem Alface&#8221;! Eu sei que nenhuma instituição de saúde apoiaria isso, mas estou pensando realmente nos milhares de <em>gordos de raiz</em> que querem um diazinho ao menos livre das imposições <em>alimentares</em> saudáveis de suas namoradas, esposas e congêneres. Ao menos um dia por semana ninguém perturbaria os pobres fominhas enchendo seus pratos com verduras, legumes e outras coisas do tipo (sim, o &#8220;alface&#8221; do título da campanha é apenas uma denominação genérica para toda essa alimentação <em>vegetariana</em>).</p>
<p>Vamos lá, <em>gordos de raiz</em> do meu Brasil e, quiçá, do mundo! Vamos aderir à campanha &#8220;Quarta Sem Alface&#8221; e libertar os <em>carnívoros</em>, ao menos por um dia, da violência cometida contra seus paladares sensíveis com a imposição de <em>grama</em> e coisas cruas em seu prato tão lindamente composto por um <em>bifão mal passado</em> sangrando!</p>
<p>Quem quiser participar, é só colocar a imagem abaixo em seu <em>site</em> ou blog (de preferência com um link para esse post, claro):</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4751" title="Quarta Sem Alface" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/quartasemalface.jpg" alt="Quarta Sem Alface" /></p>
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		<title>Mens sana in corpore gordo</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Sala dos professores. Fim de tarde. Uma professora exausta descansa no sofá. Outra, também cansada, adentra o ambiente. Começam a conversar. - Menina, finalmente você apareceu! Foi muito trabalhosa essa festinha do dia das crianças! Estou morta! - Nem me diga. Estou até torta de tanto segurar criança. - Sorte sua que não é professora<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/14/cronica-mens-sana-in-corpore-gordo/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4649" title="Devagar, escola!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/escola1.jpg" alt="Devagar, escola!" />Sala dos professores. Fim de tarde. Uma professora exausta descansa no sofá. Outra, também cansada, adentra o ambiente. Começam a conversar.</p>
<p>- Menina, finalmente você apareceu! Foi muito trabalhosa essa festinha do dia das crianças! Estou morta!<br />
- Nem me diga. Estou até torta de tanto segurar criança.<br />
- Sorte sua que não é professora do Gumercindozinho. Aquele menino avança nos doces que nem um maluco e haja braço pra segurar aquela bolinha.<br />
- Ele foi da minha turma ano passado. Sei bem o que você está passando. Quando eu era professora dele, quase quebrei a perna ao tentar segurar o menino antes que ele derrubasse três coleguinhas igual uma bola de boliche.<br />
- E o Astolfozinho? Aquele menino só pode ter problema glandular! Nunca vi criança de oito anos tão pesada!<br />
- Culpa dos pais, que não sabem educar! E a Antonietazinha? Se aquela menina continuar pançuda assim nunca vai arrumar namorado!<br />
- Mas ela só tem sete anos.<br />
- A criançada hoje anda muito precoce. Acredita que a Josefinazinha já andou agarrando uns meninos pra dar beijinhos?<br />
- Gordinha daquele jeito, só mesmo agarrando à força. Ela podia ter uma noção de que tem um corpo esquisito e tentar fechar a boca, tanto pra comer quanto pra dar beijinhos. Se eu pudesse, enfiava maçãs e peras goela abaixo dessa meninada. Mas eles só querem saber de doces e refrigerantes.<br />
- Só tem dois magrinhos na minha turma. A Antonelazinha, por exemplo, é um amor. Está atrasadíssima nos estudos e nem sabe desenhar seu nome, mas é uma belezinha de tão magrinha.<br />
- Quem dera eu tivesse uma filha assim. Bonitinha daquele jeito podia até ser modelo. Já o Ferdinandozinho, coitado, até aprendeu sozinho a fazer contas que só vou dar no final do ano, mas é uma baleia de tão gordo. Não vai ser ninguém na vida se continuar assim.<br />
- Acho que esse é o dia das crianças mais triste da minha carreira de educadora. Nunca vi tanta criança gorda. Dá até nervoso.<br />
- Culpa do videogame! Eles ficam jogando videogame e bebendo Coca-Cola o dia todo! Dá nisso!<br />
- No meu tempo não era assim. A gente brincava, corria, pulava. E, principalmente, respeitava os professores!<br />
- Exatamente! Acredita que o Ferdinandozinho chorou só porque eu não fiz o que ele queria e a mãe ainda veio tirar satisfações comigo?<br />
- E o que ele queria?<br />
- Fizemos uma pecinha sobre <em><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UGV0ZXIrUGFuXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNDE0MjM=-60">Peter Pan<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></em> e ele queria porque queria ser o personagem principal. Ele até sabia todas as falas de cor, mas gordo daquele jeito não podia ser o protagonista, né? Ele só ia convencer como personagem voador se fosse o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RHVtYm9fIyNfYm94XyMjX2Jvby1ib3hmeS1hdXRvXyMjXzQxNDIz-52">Dumbo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>! Hahahaha&#8230;<br />
- Hehe&#8230; Mas por que a mãe reclamou?<br />
- Oras, ela disse que o menino que fez o <em>Peter Pan</em> ficou lendo um papel com os diálogos o tempo todo enquanto o filho dela, que havia decorado tudo, fez papel de árvore. Mas o que eu podia fazer se o melhor garoto para o papel não conseguia decorar as falas?<br />
- Essas mães são muito permissivas. Imagina que outro dia a mãe do Juvenalzinho reclamou com a coordenadora que eu deixei o menino de fora de uma brincadeira!<br />
- Qual brincadeira?<br />
- As crianças queriam brincar de esconde-esconde no parquinho, mas o garoto não ia conseguir se esconder em nenhum lugar sendo daquele tamanho todo. Ele parece um porquinho. Tem até cofrinho, hehehe&#8230; Mandei ele ficar desenhando na sala pra não se sentir excluído pelas outras crianças. Só isso já foi motivo para vir mãe e pai na escola.<br />
- Com os pais se metendo assim fica difícil educar as crianças&#8230; Mas, mudando de assunto, como vai o regime?<br />
- Fugi um pouco esses dias. Não dá pra resistir a tanto doce, não é verdade? Mas estou me controlando. Logo logo chego nos dois dígitos.<br />
- Eu também devo conseguir baixar para os dois dígitos em breve. Felizmente somos adultas e sabemos nos controlar melhor que esse bando de rolhinha de poço dos nossos alunos.<br />
- Ah&#8230; Já avisaram que vão mesmo aproveitar que o dia dos professores cai na quinta para enforcar as aulas na sexta. Que tal comemorar o feriadão extra no rodízio de pizzas?<br />
- Maravilha! Estou com uma fome de cão! Me enchi de guaraná durante a festinha do dia das crianças e você sabe como isso abre o apetite! Vou comer até não aguentar mais!</p>
<p><em>PS: Essa é uma obra de ficção. Nenhum professor jamais, em tempo algum, falaria assim de seus alunos. Imagina. De jeito nenhum. Nem pensar. Tá louco?</em></p>
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		<title>E agora, José? (versão obesa)</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Drummond]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[paródia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[PS: Drummond, perdoa-me. E agora, José? A festa acabou, o bolo findou, o pastel sumiu, a cerva esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é um fominha, que fila dos outros, você que enche o prato, que come à beça? e agora, José? Está sem cintura, está sem seu pinto, está com cem<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/07/e-agora-jose-versao-obesa-parodia-drummond/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><em>PS: <a href="http://www.tanto.com.br/drummond-jose.htm" target="_blank">Drummond</a>, perdoa-me.</em></p>
<p>E agora, José?<br />
A festa acabou,<br />
o bolo findou,<br />
o pastel sumiu,<br />
a cerva esfriou,<br />
e agora, José?<br />
e agora, você?<br />
você que é um fominha,<br />
que fila dos outros,<br />
você que enche o prato,<br />
que come à beça?<br />
e agora, José?</p>
<p>Está sem cintura,<br />
está sem seu pinto,<br />
está com cem quilos,<br />
já não quer mais beber,<br />
pois só quer mastigar,<br />
cuspir já nem gosta,<br />
a baba esfriou,<br />
o bife não veio,<br />
o pudim não veio,<br />
o figo não veio<br />
não veio a coxinha<br />
e frango acabou<br />
e massa fugiu,<br />
e queijo mofou,<br />
e agora, José?</p>
<p>E agora, José?<br />
Sua doce goiabada,<br />
seu vidro de maionese,<br />
sua gula sem jejum,<br />
sua bela bisteca,<br />
sua bala de coco,<br />
sua bomboniére de vidro,<br />
sua bala de menta,<br />
seu drops &#8211; e agora?</p>
<p>Com a chave na mão<br />
quer abrir a porta,<br />
a despensa não tem porta;<br />
quer comer sorvete,<br />
mas o sorvete secou;<br />
quer ir para Minas,<br />
queijo não há mais.<br />
José, e agora?</p>
<p>Se você mastigasse,<br />
se você sorvesse,<br />
se você provasse<br />
a calda ainda quente,<br />
se você engolisse,<br />
se você vomitasse,<br />
se você peidasse,<br />
se você morresse&#8230;<br />
Mas você só morre de fome,<br />
você é guloso, José!</p>
<p>Sozinho no escuro<br />
assaltando a geladeira,<br />
sem gastroplastia,<br />
sem ver seu umbigo<br />
para poder coçar,<br />
sem entregador de pizza<br />
que chegue a galope,<br />
você incha, José!<br />
José, para de comer, pombas, ou não sobra nada pra mim!</p>
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		<title>Tem uma gorda no teatro!</title>
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		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/23/gorda-peca-fat-pig-teatro-resenha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 18:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Fabiana Karla]]></category>
		<category><![CDATA[Fat Pig]]></category>
		<category><![CDATA[gorda]]></category>
		<category><![CDATA[Gorda a peça]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Labute]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[peça]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Para de comer tanto, gordo safado! Esse era o mantra do dramaturgo norte-americano Neil Labute quando resolveu perder uns quilinhos. Com essa frase não muito simpática, ele até conseguiu emagrecer um pouco, mas logo recuperou sua massa corpórea original. Mas não é do peso dele que vamos falar por aqui. O que Lebute tem de<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/23/gorda-peca-fat-pig-teatro-resenha/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordapeca_atores.jpg" alt="Gorda, a peça: Elenco (foto: divulgação/Rodrigo Castro)" title="Gorda, a peça: Elenco (foto: divulgação/Rodrigo Castro)" class="alignright size-full wp-image-4347" />Para de comer tanto, <em>gordo</em> safado!</p>
<p>Esse era o mantra do dramaturgo norte-americano <strong>Neil Labute</strong> quando resolveu perder uns quilinhos. Com essa frase não muito simpática, ele até conseguiu emagrecer um pouco, mas logo recuperou sua <em>massa corpórea</em> original.</p>
<p>Mas não é do <em>peso</em> dele que vamos falar por aqui. O que <strong>Lebute</strong> tem de especial e que merece nossa atenção é que, a partir de suas próprias vivências como um <em>gordo</em> numa sociedade que se acha “<em>magra</em>”, criou uma <em>peça de teatro</em> que provavelmente é uma das melhores representações dos gordos nos palcos: “<strong>Gorda</strong>”!</p>
<p>Normalmente os <em>gordos</em> aparecem em peças de teatro para fazer rir ou chorar. Das duas uma, ou é um <em>humorista</em> (ou alvo do humorista), ou é um <em>sofredor</em>. Dificilmente se consegue levar um gordo para os palcos (ou para o cinema, para os livros, para a TV&#8230;) de uma maneira que o mostre sem ser unidimensional (e, cá entre nós, não há nada menos unidimensional que um gordinho, com e sem <em>trocadilhos</em>).</p>
<p>Já falamos um pouco da <em>peça</em> na <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/23/gorda-a-peca/" target="_blank">matéria</a> que saiu hoje de manhã no <strong>Papo de Gordo</strong>. Para quem está com preguiça de clicar no link, aqui vai um <em>resuminho</em>: Um executivo bem-sucedido se apaixona por uma <em>gorda</em>, mas sofre <em>preconceito</em> dos seus amigos por conta disso.</p>
<p>Eu fui assistir o último ensaio geral de “Gorda”, domingo passado. Na prática, nem foi um <em>ensaio</em>, já que os atores estavam afinadíssimos e tudo transcorreu perfeitamente no <em>palco</em>. Por sinal, vale ainda o registro de que foi a primeira vez que eu vi uma peça com uma lista de “Apoio” e outra de “Apoio gastronômico”. Já me animou por aí.</p>
<p>Bom&#8230; Esse texto não é pizza, mas ainda assim é melhor ir por partes.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordapeca_fabianakarla.jpg" alt="Gorda, a peça: Fabiana Karla (foto: divulgação/Rodrigo Castro)" title="Gorda, a peça: Fabiana Karla (foto: divulgação/Rodrigo Castro)" class="alignright size-full wp-image-4348" />Em primeiro lugar, o que mais chamava a atenção na peça era o fato de ser protagonizada por <strong>Fabiana Karla</strong>, atriz que é mais conhecida pelo grande público por seus personagens no <em>Zorra Total</em> (especialmente a <em>Dra. Lorca</em>, aquela nutricionista que acha <em>salada</em> uma bomba calória e incentiva seus pacientes a comerem <em>bolo de chocolate</em>&#8230; a nutricionista dos sonhos de qualquer gordo de raiz).</p>
<p>Só que a peça não é uma <em>comédia</em> rasgada. É, antes de tudo, um <em>drama</em>. OK, pode ser chamado de <em>comédia dramática</em>, mas é importante entender que a história não é <strong>apenas</strong> pra fazer rir. E vale ainda dizer que <strong>Fabiana</strong> vai muito bem no papel, especialmente se considerarmos que grande parte das <em>cenas cômicas</em> não são realizadas por ela, apesar de sua personagem ser o alvo da maioria dos <em>risos</em>.</p>
<p>E é esse o ponto que mais me chamou a atenção. A grande maioria das cenas humorísticas (e a quase totalidade das <em>gargalhadas</em> do público) vinham exatamente das piadas que eram feitas <strong>sobre</strong> <em>Helena</em>, a personagem de <strong>Fabiana Karla</strong>.</p>
<p>A personagem, em si, é uma pessoa divertida e bem humorada, de bem com seu <em>corpo</em>, e faz o público rir em alguns momentos com suas <em>tiradas</em>. Contudo, não faz o tipo de “gordinha brincalhona” o tempo inteiro. Em suma, é uma pessoa <em>normal</em>, que ri de si mesma e também é séria na medida certa. Honestamente, um dos <em>gordos</em> mais verossímeis que eu já vi em qualquer obra de <em>ficção</em>.</p>
<p>Acredito que o autor quis mostrar exatamente isso: As pessoas riem mais <strong>da</strong> “gordinha” do que <strong>com</strong> a “gordinha”. E arrisco dizer que praticamente ninguém na <em>plateia</em> se tocou da carga de <em>preconceito</em> que esses risos acompanhavam.</p>
<p>É óbvio que eu também gargalhei das <em>piadas</em> sobre a “porca gorda” (título original em inglês da peça, “Fat Pig”) e gargalharia de novo ao assistir a <em>peça</em> uma segunda vez. Mas uma coisa é apenas rir das <em>piadas</em> sobre ela e outra é rir da situação e entender isso no <em>contexto</em> que o autor quis demonstrar.</p>
<p>Nada é “de graça” na peça. Um dos principais <em>momentos</em>, por exemplo, é quando o amigo do protagonista, que é quem faz o maior número de <em>piadas</em> sobre Helena, começa a falar da <em>gordura</em> de sua <em>mãe</em> de forma altamente pejorativa. O público ri sem parar até que, num ritmo perfeito, a história que ele conta começa a tomar contornos de <em>drama</em> e a plateia chega perto de chorar.</p>
<p>Falar mais do que isso seria estragar a <em>peça</em>. Estou me segurando para não comentar o <em>final</em> perfeito de “Gorda”. Só me resta dizer que a peça foi construída de uma maneira que os espectadores, ao menos os que possuem um mínimo de sensibilidade, saem do <em>teatro</em> revendo seus conceitos e repensando até o motivo de suas <em>risadas</em>. Não se arrependendo dos risos, claro, pois seria hipocrisia, mas entendendo um pouco melhor os <em>preconceitos</em> pelos quais os <em>gordos</em> passam e não são reconhecidos.</p>
<p>No meu caso, depois da peça fui até um restaurante do <em>shopping</em> e detonei um <em>nhoque</em> ao molho de queijo seguido por uma fatia de <em>torta alemã</em>. Foi minha maneira de homenagear a peça e seus atores (por sinal, foi também uma ótima desculpa pra <em>encher a pança</em> às 10 da noite).</p>
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		<title>Churrasco virtual</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 18:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Definitivamente, o Japão não é um país normal. São tantas bizarrices, invenções, doideiras e coisas do gênero que a gente fica com uma impressão de que o que eles têm de craques de matemática também têm de parafuso solto. Eu sei que é feio falar de estereótipos, mas, cá entre nós, você também não acharia<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/16/churrasco-virtual/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Definitivamente, o <em>Japão</em> não é um país normal. São tantas <em>bizarrices</em>, <em>invenções</em>, <em>doideiras</em> e coisas do gênero que a gente fica com uma impressão de que o que eles têm de craques de <em>matemática</em> também têm de parafuso solto.</p>
<p>Eu sei que é feio falar de <em>estereótipos</em>, mas, cá entre nós, você também não acharia maluco um povo que inventa um <em>churrasco virtual</em>, onde as pessoas se &#8220;deliciam&#8221; com <em>carnes</em> preparadas no computador usando apenas visão e audição?</p>
<p>É, pessoal, conheçam o <a href="http://airyakiniku.cosaji.jp/" target="_blank">Air Yakiniku</a>, um <em>restaurante virtual</em> da terra do Sol nascente. E não espere <em>sushi</em> ou <em>sashimi</em>, estamos mesmo falando de um <em>churrasquinho</em> tradicional (bom&#8230; tradicional em termos, claro).</p>
<p>Pra começar, entrando no <em>site</em> você dá de cara com uma enorme <em>grelha virtual</em> (melhor não visitar com fome, já que a grelha, mesmo tosca, dá a sensação de que está &#8220;viva&#8221;). Depois, é a hora de escolher a <em>carne</em> e ouvir o maravilhoso barulho dela tostando. Hmmmmm&#8230;</p>
<p>Uma coisa é certa: a sugestão de colocar um <em>guardanapo</em> sobre o teclado faz todo sentido. Eu literalmente babei de tanta <em>salivação</em>. Afinal, a experiência visual e auditiva é perfeita.</p>
<p>Mas o <em>paladar</em> não participa da brincadeira, a não ser que você goste de lamber <em>monitor</em> ou que seja um <em>japonês</em> maluco tão zen que consiga simular o ato de comer uma <em>carne grelhada</em> usando <em>arroz</em> e <em>missô</em>.</p>
<p>De qualquer forma, para quem está sem <em>dinheiro</em> pra comprar <em>carne</em> ou simplesmente adora autoflagelação alimentar, o site é uma boa pedida.</p>
<p>Abaixo, confira o vídeo de introdução do <em>Air Yakiniku</em> com legendas em inglês:<br />
<object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/OR-oM3ZWR2g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OR-oM3ZWR2g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Gordices em Curitiba</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 19:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de um tempinho em Salvador para participar de um casamento, zarpei para Curitiba, dessa vez para participar de um congresso. Do forno para a geladeira em algumas horas de voo. Não que Curitiba seja uma cidade muito fria. Já passei por frio pior em Porto Alegre. Mas o problema é que o clima curitibano<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/09/gordices-em-curitiba-parana/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4066" title="Curitiba - Araucária (foto: Lucio Luiz)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_araucaria.jpg" alt="Curitiba - Araucária (foto: Lucio Luiz)" />Depois de um tempinho em <em>Salvador</em> para participar de um casamento, zarpei para <em>Curitiba</em>, dessa vez para participar de um congresso. Do <em>forno</em> para a <em>geladeira</em> em algumas horas de voo.</p>
<p>Não que <em>Curitiba</em> seja uma cidade muito fria. Já passei por frio pior em <em>Porto Alegre</em>. Mas o problema é que o clima curitibano é de uma <em>esquizofrenia</em> aguda, daí.</p>
<p>Fui preparado para o <em>frio extremo</em> e me deparei com o <em>sol a pino</em> (tranquilo pra mim, mas uma sauna para os locais). Não demorou para ficar <em>absurdamente frio</em> (com paranaenses de camiseta enquanto eu ficava de <em>casaco</em>). O clima estava tão louco que teve um momento em que fez <em>frio</em> e calor ao mesmo <em>tempo</em>!</p>
<p>Além disso, tinha a questão da <em>gripe suína</em>. Com as TVs e os jornais apresentando um <em>filme de terror</em> sobre a cidade, cheguei por lá fantasiado de <em>Enfermeira do Funk</em>, usando uma máscara contra o <em>vírus</em>. Em pouco tempo desisti do apetrecho, já que ninguém usava essa porcaria. Quem mandou acreditar na <em>imprensa</em>&#8230;</p>
<p>Também é importante falar da segurança da cidade. <em>Curitiba</em> é tão tranquila que, no meu primeiro dia de passeio aleatório pelo centro, vi quatro <em>policiais</em> fortemente armados e de colete a prova de balas, <img class="alignright size-full wp-image-4069" title="Curitiba - Ônibus biarticulado (foto: Lucio Luiz)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_onibusbiarticulado.jpg" alt="Curitiba - Ônibus biarticulado (foto: Lucio Luiz)" />acompanhados por uma viatura e duas motos, obrigando dois <em>hippies</em> a desmontarem sua &#8220;lojinha&#8221; na rua XV. Uma cidade que pode dispor de tudo isso pra cuidar de dois <em>hippies</em> que não tomavam banho há meses, realmente não tem maiores riscos, daí.</p>
<p>O <em>transporte</em> também é muito bom. Apesar dos <em>ônibus biarticulados</em> que você tem que pegar depois de entrar em tubinhos parecerem um &#8220;metrô de pobre&#8221; à primeira vista, eles funcionam muito bem. Sem contar que peguei três <em>ônibus</em> seguidos e só precisei pagar <em>passagem</em> no primeiro. A não ser que eu tenha dado um <em>calote</em> sem perceber, é muito boa essa integração das <em>baldeações</em>.</p>
<p>Bom&#8230; Meu parâmetro para segurança e transporte é o <em>Rio de Janeiro</em>, então minha opinião sobre essa área não tem lá muita serventia mesmo&#8230;</p>
<p>Mas deixando de lado esses assuntos pouco importantes, vamos ao que interessa a um <em>gordo</em> doido para fazer <em>gordices</em> em <em>Curitiba</em>: A culinária local!</p>
<p><em>Curitiba</em> não tem <em>praia</em>, não tem <em>serra</em>, não tem <em>estâncias hidrominerais</em> e todos os moradores <img class="alignright size-full wp-image-4064" title="Curitiba - Palácio de Cristal (foto: Lucio Luiz)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_palaciodecristal.jpg" alt="Curitiba - Palácio de Cristal (foto: Lucio Luiz)" />fogem de lá nos finais de semana e <em>feriados</em>, mas não se pode negar que essa é uma cidade que foi feita para os <em>gordos</em>. Tem praticamente um <em>restaurante</em> a cada esquina, daí!</p>
<p>Eu fiquei besta com a quantidade e variedade de locais para encher a <em>pança</em>. No primeiro dia na cidade, meu guia local, <a href="http://twitter.com/passis" target="_blank">Pablo</a>, me levou para conhecer um <em>petisco</em> que concorria ao melhor de <em>Curitiba</em> num bar perto do meu hotel. No caminho, em apenas três quadras, ele me mostrou uns seis ou sete <em>restaurantes</em>.</p>
<p>No dia seguinte, ainda fui comer um <em>javali</em> no tradicional <em>Bar do Alemão</em> com a galera do <a href="http://universonerd.com.br/nerdexpress/" target="_blank">Nerd Express</a>. Tudo bem que eu ficava só no <em>guaraná</em> enquanto o pessoal detonava no <em>Submarino</em> (uma <em>cerveja</em> servida num copo gigante com um copinho decorativo dentro), mas valeu pelas músicas germânicas ao fundo e pelo clima local.</p>
<p>Também enchi a pança em um <em>café colonial</em>. Não sei quem estava aflorando mais emoções: <img class="alignright size-full wp-image-4068" title="Curitiba - Comendo uma fatia de pizza na Mercearia Bresser" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_merceariabresser.jpg" alt="Curitiba - Comendo uma fatia de pizza na Mercearia Bresser" />Eu, feliz da vida enquanto comia aquela quantidade indecente de <em>doces</em> e <em>salgados</em>, ou a gerente do local, morrendo de medo que eu os levasse à <em>falência</em>. Quem mandou cobrar preço único para <em>gordo</em>?</p>
<p>Não posso deixar também de falar da <em>pizzaria</em> Mercearia Bresser. Além de poder escolher entre <em>massa</em> fina e grossa (afinal, quem gosta de massa fina é apreciador de <em>biscoito</em>, não de <em>pasta</em>), elas vêm altamente caprichadas e com quilos de <em>cobertura</em>. Sem contar que os garçons lhe entregam uma nova fatia assim que você dá a última garfada na anterior, daí.</p>
<p>Outra festa da comilança foi no bairro <em>Santa Felicidade</em>. Nome perfeito para um bairro especializado em <em>gastronomia</em>. Restaurantes gigantescos pra tudo quanto é lado, mais até do que nos outros pontos da cidade.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4067" title="Curitiba - Velho Madalosso (foto: Lucio Luiz)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_madalosso.jpg" alt="Curitiba - Velho Madalosso (foto: Lucio Luiz)" />Em Santa Felicidade, encarei o <em>Velho Madalosso</em>, um restaurante italiano com <em>rodízio de massas</em> e <em>carnes</em> cujo preço traz uma ótima <em>relação custo/barriga</em>. Eles ainda colocaram três pratos de <em>salada</em> na mesa, mas eu não ia desperdiçar um precioso espaço em meu <em>estômago</em> com aquilo enquanto passavam <em>espaguetes</em>, <em>nhoques</em> e <em>rondellis</em> pela minha frente.</p>
<p>Claro que essas (e várias outras, acreditem) <em>farras gastronômicas</em> têm suas consequências. Comi como um rei e, por tabela, fui para o trono várias vezes. Mas um <em>gordo de raiz</em> não pode se negar a comer que nem um animal quando chega a uma cidade tão singular do ponto de vista alimentício. Afinal, <em>Curitiba</em> é uma cidade para se morrer de tanto comer. Na falta de mar, serra e clima normal, eles capricharam na <em>comilança</em>!</p>
<p>Então é isso. Esse é todo o relato que eu tinha para fazer sobre <em>Curitiba</em>&#8230; O quê? <em>Palácio de Cristal</em> e <em>Ópera de Arame</em>? Ah, sim, acho que dei uma passadinha por esses lugares enquanto ia de um <em>restaurante</em> a outro, daí.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4062" title="Curitiba - Lucio Luiz e a galera do Nerd Express" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/curitiba_nerdexpress.jpg" alt="Curitiba - Lucio Luiz e a galera do Nerd Express" /></p>
<p><em>PS: Pra manter a tradição, participei de um encontro de podcasters regado a bastante comida (se bem que, nesse caso, foi mais bebida que comida, mas tá valendo). Acima, eu com a galera do <a href="http://universonerd.com.br/nerdexpress/" target="_blank">Nerd Express</a>. Da esquerda pra direita, de cima pra baixo: <a href="http://www.twitter.com/lenteaberta" target="_blank">Luciano</a>, eu, <a href="http://www.twitter.com/passis" target="_blank">Pablo</a>, <a href="http://www.twitter.com/rmaruo" target="_blank">Lucas Maruo</a>, <a href="http://www.twitter.com/etnelaverdna" target="_blank">André</a> e <a href="http://www.twitter.com/graffo" target="_blank">Graffo</a>.</em></p>
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		<title>Gordices em Salvador</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 18:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acarajé, caruru, maniçoba, abará, moqueca, sarapatel&#8230; A culinária baiana é pródiga em alimentos que te obrigam a usar um sotaque nordestino para pronunciar seus nomes. Basta citar em voz alta alguns quitutes que você já fica achando que é primo do Lázaro Ramos ou afilhado do Antônio Carlos Magalhães. Mais uns minutos nisso e você<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/09/02/gordices-em-salvador-bahia/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3932" title="Salvador, Bahia - Elevador Lacerda" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salvador_elevadorlacerda2.jpg" alt="Salvador, Bahia - Elevador Lacerda" /><em>Acarajé, caruru, maniçoba, abará, moqueca, sarapatel</em>&#8230; A <em>culinária baiana</em> é pródiga em alimentos que te obrigam a usar um <em>sotaque</em> nordestino para pronunciar seus nomes. Basta citar em voz alta alguns <em>quitutes</em> que você já fica achando que é primo do <strong>Lázaro Ramos</strong> ou afilhado do <strong>Antônio Carlos Magalhães</strong>. Mais uns minutos nisso e você também estará deitado numa <em>rede</em>, numa tremenda leseira, só levantando ao ouvir o som do <em>Chiclete</em> ou da <em>Ivete</em>. Ôxi&#8230;</p>
<p>Peraí! Antes que eu comece a escrever só em vogais (aê, aê, iô, iô&#8230;), é melhor contextualizar. Semana passada, fui a <em>Salvador</em>, terra de <a href="http://www.twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Dudu</a> e <a href="http://www.twitter.com/maira_moraes" target="_blank">Maira</a> (e Caê, e Canô, e Gal, e Gil, e Ruy, e Caribé, e Dorival&#8230;) para o casamento de um amigo em comum. Logicamente, não dava pra ignorar a <em>culinária baiana</em>. O fato de eu detestar feijão e camarão não me prejudicou muito, afinal ainda sobrou <em>escondidinho</em> e&#8230; bom, sobrou escondidinho de carne seca e olhe lá!</p>
<p>Se alguém pretende ir a <em>Salvador</em> algum dia, é bom ficar atento a vários detalhes que podem facilitar a vida de um <em>turista</em> em terras soteropolitanas. Pra começar, treine bem sua capacidade de atravessar multidões. Não que os locais estejam sempre lotados de gente, mas se você chegar com cara de turista, centenas de milhares de vendedores de <em>bugingangas</em> vão soterrá-lo ao som de &#8220;Pegue uma fitinha do <em>Bonfim</em>, meu rei, é de graça&#8221;.</p>
<p>Sim, eles te dão a <em>fitinha do Senhor do Bonfim</em> de graça. Na sequência, te jogam um colar estilo <strong><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q2FybGluaG9zIEJyb3duXyMjX2JveF8jI19ib28tYm94ZnktYXV0b18jI180MTQyMw==-68">Carlinhos Brown<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></strong>. Quando você perceber, já estará tirando da carteira dinheiro que daria pra comprar três lanches completos no <em>Burger King</em> pra adquirir uma miçanguinha pequenininha que lembra, de longe, o <em>elevador Lacerda</em>.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3927" title="Salvador, Bahia - Estátuas gordas" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salvador_estatuasgordas.jpg" alt="Salvador, Bahia - Estátuas gordas" />Só existem duas estratégias para fugir disso. A primeira é dizer que sua <em>religião</em> não permite aceitar essas coisas. A segunda é já colocar uma <em>fitinha do Senhor do Bonfim</em> no braço antes de sair do hotel e mostrá-la ao primeiro sinal de abordagem. Tanto em um caso como no outro, prepare-se pra ouvir alguma <em>gracinha</em>. Eu mesmo ouvi uns dez &#8220;Vá lá, gordinho mão-de-vaca&#8221; depois de escapar dos vendedores.</p>
<p>Uma outra coisa que um <em>turista</em> (especialmente um turista gordo) deve ter em mente é que <em>Salvador</em>, num rasgo de dicotomia, não é feita pra quem tem <em>preguiça</em> de caminhar. Embora seja uma cidade que gosta de gordinhos (basta ver as estátuas de <em>gordinhas yeah yeah</em> no bairro de <em>Ondina</em>), os gordos sofrem de tanto exercício que acabam tendo que fazer. Por exemplo: Pra chegar no <em>Farol da Barra</em> é necessário subir um pequeno morrinho; pra visitar o <em>Forte São Marcelo</em> todo mundo tem que subir muita escada; pra ir de um ponto turístico a outro tem que andar pra caramba&#8230; E ainda tem o <em>Pelourinho</em>!</p>
<p>O <em>Pelourinho</em> é o pavor de todo gordinho. Ladeiras, pedras, museus com escadarias monstruosas&#8230; O problema é que não dá pra deixar de visitar, já que, afinal, é um lugar bem legal. A sugestão é que você comece de cima, do <em>Terreiro de Jesus</em>. Daí, pegue um mapa do local e siga ladeira abaixo, fazendo um <em>ziguezague</em> entre as ruas para ver o máximo possível de atrações. E olha, olha, olha, olha a água mineral, água mineral, água mineral, ou você, certamente, não vai ficar legal.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3934" title="Salvador, Bahia - Coco e acarajé (mais ou menos)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salvador_cocoacaraje.jpg" alt="Salvador, Bahia - Coco e acarajé (mais ou menos)" />Mas um gordo tem que fazer gordices. Mesmo que você faça um trajeto <em>turístico</em> tradicional, precisa encarar a <em>alimentação</em> local. Descubra o que tem no tabuleiro da <em>baiana</em> e devore <em>cocada, mugunzá, caruru</em> e brinque de <em>ioiô</em> (hein?). Boa sorte ao encarar um <em>acarajé</em>. Eu não consigo comer, admito, já que não gosto de feijão e camarão e o troço é feito exatamente com essas coisas. Mas é uma ofensa aos baianos se você se recusar a pelo menos provar (minha experiência com <em>acarajé</em> ocorreu na última vez que estive por aqui: quase vomitei, mas consegui dar meia mordida).</p>
<p>Temos ainda a <em>Sorveteria da Ribeira</em>, com sorvetes curiosos como <em>algodão-doce</em>, <em>tapioca, amarena, cupuaçu, biribiri</em> e <em>umbu</em>, entre outros. Há uma certa <em>esquizofrenia</em> em alguns desses sabores, mas a vantagem é que você pode provar cada um deles antes de escolher sua <em>casquinha</em> de quatro bolas (lá ele).</p>
<p>Por fim, ainda no campo das <em>gordices</em>, vale contar a história de minha caça ao <em>caranguejo</em>. O pessoal queria comer esse <em>bichinho</em> que não é peixe (a não ser na enchente, na vazante ou no fundo da maré), então iniciamos uma busca desenfreada por um <em>restaurante</em> que o servisse. O problema é que já estava de noite e até mesmo o <em>Caranguejo de Sergipe</em> estava sem <em>caranguejo</em>.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3935" title="Salvador, Bahia - Caranguejo" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salvador_caranguejo.jpg" alt="Salvador, Bahia - Caranguejo" />Fomos encontrar o <em>crustáceo</em> fujão apenas no <em>Sabores da Dadá</em>, um restaurante bastante simpático com uma dona também bastante simpática (típica baiana, em todos os sentidos) e que vibrava e xingava enquanto assistia um jogo do <em>Vitória</em> na TV. Apesar de eu não simpatizar muito com o <em>Vitória</em> (já que suas cores lembram a do <em>Flamengo</em>, eca), eu até torci pelo time baiano só pra ver o povo feliz.</p>
<p>Minha última noite em <em>Salvador</em>, portanto, foi comendo <em>caranguejo</em>. Quer dizer, <strong>eu</strong> não comi. Eu gosto de <em>peixe</em>, por exemplo, mas tenho uma preguiça monumental de comê-lo porque o trabalho de tirar as <em>espinhas</em> não compensa os poucos segundos de sabor. Descobri que <em>caranguejos</em> são muito piores. Você pega um martelo, sai porretando o bichinho e arranca o que sobra de <em>exoesqueleto</em> com os dentes (quase os trincando) para degustar por milésimos de segundo um naquinho microscópico de <em>carne branca</em>. Definitivamente, prefiro meus alimentos com o osso dentro da carne e não o contrário.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3937" title="Conrad, Lucio, Belote, Maira e Dudu em Salvador, Bahia" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/salvador_papodegordoebelote.jpg" alt="Conrad, Lucio, Belote, Maira e Dudu em Salvador, Bahia" /></p>
<p><em>PS: Para quem não sabe, nessa viagem a Salvador, <a href="http://twitter.com/Conrad_Pichler" target="_blank">Conrad</a> também apareceu por lá. A equipe do <strong>Papo de Gordo</strong> foi quase toda reunida e, claro, zarpamos para encher a pança. <a href="http://twitter.com/ebelote" target="_blank">Belote</a>, como bom gordo, apareceu para devorar os alimentos engordativos do restaurante que visitamos (o prejuízo foi incalculável). Foi um encontro peso-pesado em terras baianas. Acima, a foto com a galera do <strong>Papo de Gordo</strong> e nosso amigo skatista pançudo.</em></p>
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		<title>Valei-me, YouTube!</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 18:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho certeza de onde li (acho que foi na coluna do Luís Fernando Veríssimo, mas nesses tempos de internet misturando autores pode até ter sido com o Paulo Coelho) que quando um colunista não tem assunto é só sair comentando as cartas dos leitores. Pena que na internet isso não funciona muito bem, já<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/26/valei-me-youtube/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Não tenho certeza de onde li (acho que foi na coluna do <strong>Luís Fernando Veríssimo</strong>, mas nesses tempos de <em>internet</em> misturando autores pode até ter sido com o <strong>Paulo Coelho</strong>) que quando um <em>colunista</em> não tem assunto é só sair comentando as cartas dos leitores. Pena que na internet isso não funciona muito bem, já que os <em>comentários</em> ficam disponíveis para todos e as respostas (quando as há) surgem imediatamente.</p>
<p>Quebrando a cabeça sobre qual seria a alternativa de preenchimento de espaço para uma <em>coluna online</em>, pensei em tudo. O <strong>Papo de Gordo</strong> não é um site que copia conteúdo alheio, portanto isso já estava fora de questão. Também não vejo graça em ficar copiando desenhos e <em>imagens</em> dos outros, ainda mais quando acabamos de lançar as <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/quadrinhos/" target="_blank">tirinhas do MorsaMan</a>.</p>
<p>Finalmente, deparei-me com uma solução deveras óbvia e utilizada por tudo quanto é <em>blogueiro</em>. Até os bons (o que não é meu caso, dado o descaso com meu próprio <a href="http://www.inutiologia.com.br" target="_blank">blog</a>). A simples resposta para preencher o espaço da <em>coluna</em> seria catar vídeos engraçados no <a href="http://www.youtube.com.br" target="_blank">YouTube</a>.</p>
<p>Tá, eu sei que o <strong>Dudu</strong> fazia isso direto no finado <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/drops/" target="_blank">Drops Contrapeso</a>, mas como a citada coluna não existe mais, isso faço eu agora.</p>
<p>Mas&#8230; O quê colocar? Uma pesquisa por &#8220;gordo&#8221; me trouxe várias imagens do <strong>João Gordo</strong> com o <strong>Dado Dollabella</strong> (esse pessoal não esquece disso?), mas esse não seria meu foco. Cliquei então no primeiro link que não falasse do traidor do movimento e vi o seguinte:</p>
<p align="center"><object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/kkQhJKvwXFM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kkQhJKvwXFM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Mas não queria que ninguém risse de <em>gordinhos</em> assustados nessa coluna (por mais boiolinhas que fossem), então cacei mais alguma coisa na lista. Depois de mais uma dezenas de links sobre <strong>João Gordo</strong> com <strong>Danilo Gentili</strong>, com <strong>Marcelo Nova</strong> e até com <strong>Ronnie Von</strong>, encontrei uma notícia com potencial pra ser engraçada:</p>
<p align="center"><object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/I9iMZZJ0nUI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/I9iMZZJ0nUI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O problema é que ver um gordo precisando de um guindaste para casar não é nada engraçado e ainda me deixou preocupado pra quando chegar a minha vez de subir ao altar. Como não queria mais ver dezenas de links do <strong>João Gordo</strong>, resolvi seguir a filosofia de <strong>Silvio Santos</strong> e, pra salvar essa minha programação, escalei o <em>Chaves</em> (mais precisamente o <em>Chespirito</em> com o <em>Senhor Barriga</em> fazendo uma imitação <em>do Gordo e do Magro</em>):</p>
<p align="center"><object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/imLcivxOxB4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/imLcivxOxB4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Por fim, minha peregrinação pelo YouTube só serviu para comprovar que a <em>blogosfera</em> é, afinal, um imenso SBT. Plim plim&#8230;</p>
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		<title>Comendo obras de arte</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 18:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu nunca fui de brincar com a comida quando era pequeno. O almoço aparecia na minha frente e era destroçado em poucos minutos, não dando tempo de desenvolver a veia artística que as crianças enjoadinhas aprendem a ter por brincar com a comida. Além disso, uma obra de arte culinária na minha opinião é a<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/19/comida-artistica-obra-de-arte-divertida/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Eu nunca fui de brincar com a <em>comida</em> quando era pequeno. O <em>almoço</em> aparecia na minha frente e era destroçado em poucos minutos, não dando tempo de desenvolver a veia artística que as <em>crianças</em> enjoadinhas aprendem a ter por <em>brincar</em> com a comida.</p>
<p>Além disso, uma obra de arte culinária na minha opinião é a <em>lasanha</em> da minha mãe. Nunca fui fã de comidas que representam <em>esculturas transcedentais</em> ou bichinhos fofinhos. Afinal, a maioria dessas intervenções artísticas alimentares só utilizam a comida para fazer a tal arte, descartando o que é mais importante: <em>Comer</em>!</p>
<p>Contudo, navegando pela <em>internet</em>, comecei a rever meus conceitos. descobri que há artistas que fazem obras de arte com &#8220;comida para comer&#8221;. Ou seja, pegam um <em>sanduíche</em> ou um prato de comida japonesa e montam uma escultura ou uma &#8220;simulação&#8221; de pintura que pode ser apreciada e, logo em seguida, <em>devorada</em>.</p>
<p>Vamos a alguns exemplos:</p>
<p>O site <a href="http://www.funkylunch.com" target="_blank">Funky Luch</a> surgiu com o nobre propósito de estimular nas crianças o consumo de sanduíches <em>saudáveis</em>. Não que eu seja fã de sandubas sem carne gordurosa, mas até que são interessantes. Só não sei até que ponto uma criança vai querer canibalizar o <strong>Bob Esponja</strong>.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/sanduiche_funkylunch.jpg" alt="Sanduíche &quot;artístico&quot; - Funky Lunch, Bob Esponja" title="Sanduíche &quot;artístico&quot; - Funky Lunch, Bob Esponja" class="aligncenter size-full wp-image-3660" /></p>
<p>Quem já foi em bons restaurantes de <em>comida japonesa</em> pôde notar que eles sempre capricham para o prato ficar bem bonitinho (afinal, metade de graça da <em>culinária nipônica</em> reside no visual dos sushis e sashimis da vida). <a href="http://justinspace.com/blog/?cat=31" target="_blank">Neste blog</a>, contudo, encontrei fotos de pratos de comida japonesa bem curiosos e, como bom nerd, escolhi como exemplo um <em>joystick</em> de Playstation feito de temakis e makimonos. Perfeito para depois de jogar <a href="http://www.submarino.com.br/produto/12/21558269/pre-venda:+game+god+of+war+iii+-+ps3?franq=277072" target="_blank">God of War III</a>.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comidajaponesa_playstation.jpg" alt="Controle de Playstation feito de comida japonesa" title="Controle de Playstation feito de comida japonesa" class="aligncenter size-full wp-image-3664" /></p>
<p>Por fim, para não dizer que falamos apenas de comida, vamos passear também no campo das <em>bebidas</em>. Arte em <em>chocolate quente</em>! Pois é. O ser humano realmente é criativo na hora de bolar coisas inúteis. No site <a href="http://coffeegeek.com/guides/frothingguide/examples" target="_blank">CoffeeGeek</a> há exemplos de algo parecido com <em>pinturas</em> na parte de cima das bebidas lácteas à base de <em>cacau</em> industrializado.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/chocolatequente.jpg" alt="Chocolate quente &quot;artístico&quot;" title="Chocolate quente &quot;artístico&quot;" class="aligncenter size-full wp-image-3666" /></p>
<p>Claro que há muitos outros exemplos de comidas artísticas (há milhares de fotos de <em>bolos</em> insanos pela internet, por exemplo), mas não dá pra ficar mostrando tudo em uma única coluna.</p>
<p>Mas, cá entre nós, entre essas &#8220;esculturas&#8221; e um <em>sanduíche</em> de meio metro com bastante carne sangrando, quilos de <em>queijo</em>, toneladas de molho e uma ou duas fatias de <em>alface</em> pra dar uma corzinha, eu sinceramente escolheria o <em>sandubão</em> para dizer &#8220;Parla!&#8221;.</p>
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		<title>Gordobol</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 18:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando um gordo resolve praticar um esporte, costuma imaginar duas possibilidades básicas: sumô ou futebol (nesse caso, indo para fechar o gol, muitas vezes literalmente). Mas fica difícil decidir se é pior andar com uma sunguinha apertada se atracando com outro gordo também seminu ou levar várias boladas na cara, correndo o risco de terminar<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/12/gordobol-esporte-para-gordos-humor/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3526" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 10px 10px 10px; CURSOR: hand" title="Gordobol" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordobol.jpg" alt="Gordobol" />Quando um gordo resolve praticar um esporte, costuma imaginar duas possibilidades básicas: <em>sumô</em> ou <em>futebol</em> (nesse caso, indo para fechar o <em>gol</em>, muitas vezes literalmente). Mas fica difícil decidir se é pior andar com uma sunguinha apertada se atracando com outro <em>gordo</em> também seminu ou levar várias <em>boladas</em> na cara, correndo o risco de terminar sem dente (ou até ser atingido em lugares piores!).</p>
<p>Mas nem tudo está perdido! Os <em>gordos</em> ainda terão vez no mundo esportivo! E não adianta citar <em>Ronaldo</em> e mais meia dúzia de jogadores acima do peso porque eles não são exemplos de <em>gordos de raiz</em>. Afinal, têm que treinar e passar por regimes. Claro que eles fogem dos treinos e os regimes não funcionam, mas não muda o fato de que isso faz parte teórica de seu dia a dia.</p>
<p>Vamos fazer um <em>exercício</em> (calma&#8230; é no sentido figurado) de imaginação. Há, por exemplo, um esporte para cegos chamado <em>futebol de 5</em>, que essencialmente é um grupo de jogadores que jogam futebol com uma bola que faz barulho (claro, ou eles não conseguiriam saber onde ela está). Também existem exemplos de esportes adaptados aos <em>cadeirantes</em> e <em>amputados</em>, como o <em>vôlei sentado</em>, que é igual ao vôlei tradicional, mas com a rede mais baixa e quadra menor, sendo que os jogadores (por motivo óbvios) ficam sentados na quadra.</p>
<p>Se esses esportes adaptados conseguem ser interessantes (eu os assisti no <em>Parapan do Rio</em> e garanto que são legais de ver &#8211; perca o <em>preconceito</em> e dê uma pesquisada sobre o assunto), por que não poderíamos também ter um <em>gordobol</em>?</p>
<p>Fundemos, pois, a Associação Brasileira de Gordobol, a <em>Abgordo</em>! Nosso <em>esporte</em> consistirá em uma quadra de 10m x 5m, com seis gordos de cada lado. Para a composição do time, o peso total deve estar obrigatoriamente entre 600 e 1.000 quilos, não se admitindo jogadores abaixo de 80 quilos em nenhuma hipótese. O <em>uniforme</em> será uma camisola bem larga, pra ficar confortável, bermudões, chinelo (quem sabe a <em>Havaianas</em> não nos patrocina?) e um babador.</p>
<p>No fundo da quadra, de cada lado, haverá uma <em>churrasqueira móvel</em>. Um dos jogadores, denominado “churrascante”, será responsável por preparar umas <em>carnes</em> bem caprichadas, enquanto que dois outros jogadores, chamados “chegapralá”, defenderão a produção de <em>picanha</em> e <em>alcatra</em> dos dois jogadores adversários responsáveis pelo <em>ataque</em>, os “abas”. O principal objetivo dos abas é catar a <em>carne</em> que acabou de ser feita e comê-la, evitando serem empurrados pelos chegapralá antes de atingirem o intento. Por fim, um jogador será o “capitão da cerva”, responsável por pegar umas <em>cervejas</em> no banco de reservas e distribuir pra galera.</p>
<p>Como ninguém é de ferro, os jogadores fazem <em>rodízio</em> de posições a cada cinco minutos, num total de meia hora cada um dos dois tempos. Pode haver até duas substituições por <em>alcoolismo</em> avançado ou <em>dor de barriga</em> iminente.</p>
<p>Vence a partida quem, ao final dos dois tempos, ainda tiver ao menos metade do time em pé e com alguma <em>carne</em> sobrando na churrasqueira. A quantidade de <em>carne</em> será definida no início da partida pelo árbitro, que deve ser <em>vegetariano</em> para não atacar a comida. A ele será dado o direito de vomitar de <em>nojinho</em> a cada quinze minutos, sendo substituído por um árbitro reserva nesse ínterim.</p>
<p>Outra possibilidade de vitória é se um time alcançar um <em>teor alcoólico</em> tão grande que mais da metade da equipe fique morgada num canto. A equipe adversária venceria, portanto, por W.O. (ou <em>W.C.</em>, em alguns casos). Após o apito final e a conferência de quem conseguiu ter mais <em>carne</em> pronta, gostosa e suculenta, o time vencedor recebe o direito de devorar toda a produção de <em>churrasco</em> dos dois times.</p>
<p>E aí, quem quer montar um minitorneio?</p>
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		<title>Para os amantes de hambúrgueres!</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 18:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles em um pão com gergelim. Se essa é a receita que lhe vem à cabeça quando pensa em hambúrguer, não sabe o que está perdendo, caro gordinho. Os verdadeiros fãs de hambúrguer vão muito além dos McDonald&#8217;s e Bob&#8217;s da vida. Até mesmo além do Burger<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/05/cheese-burger-society-para-amantes-de-hamburguer/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p>Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles em um pão com gergelim. Se essa é a receita que lhe vem à cabeça quando pensa em hambúrguer, não sabe o que está perdendo, caro gordinho.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3428" title="Cheese &amp; Burger - Macho Nacho" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cheeseburger_machonacho.jpg" alt="Cheese &amp; Burger - Macho Nacho" />Os verdadeiros fãs de <em>hambúrguer</em> vão muito além dos <em>McDonald&#8217;s</em> e <em>Bob&#8217;s</em> da vida. Até mesmo além do <em>Burger King</em>. Não vou falar de novo do <em><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/06/o-paraiso-existe-e-fica-no-arizona/" target="_blank">Heart Attack Grill</a></em>, calma, apenas vou falar da muito interessante <em><a href="http://www.cheeseandburger.com/" target="_blank">Cheese &amp; Burger Society</a></em>.</p>
<p><em>Cheese &amp; Burger</em> não é uma nova dupla sertaneja que vem fazendo sucesso no exterior, mas uma &#8220;sociedade&#8221; que congrega todos os amantes dos sandubas caprichados e altamente calóricos. Aqueles de fazer suas artérias chorarem de desespero e buscar um suicídio premente antes de encarar a morte lenta e dolorosa do entupimento.</p>
<p>Vamos começar do começo: Os <a href="http://www.eatwisconsincheese.com/" target="_blank">produtores de queijo de Wisconsin</a>, nos Estados Unidos, tentando encontrar uma forma de estimular o consumo do laticínio, perceberam que não adiantava muito falar sobre saladas e coisas saudáveis. Partiram então pra ignorância, criando a <em>&#8220;Sociedade Queijo &amp; Hambúrguer&#8221;</em>, como ficaria em português.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3427" title="Cheese &amp; Burger - The Highwayman" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cheeseburger_highwayman.jpg" alt="Cheese &amp; Burger - The Highwayman" />O site da &#8220;sociedade&#8221; traz simplesmente <strong>trinta</strong> receitas altamente calóricas de <em>hambúrgueres</em> saborosos com fotos que dão vontade de mastigar o monitor. Cada um com todos os ingredientes necessários entre os quais se encontram, claro, queijos de Wisconsin (claro que dá pra usar queijo de qualquer lugar, desde que seja o tipo indicado &#8211; <em>cheddar, suíço, gorgonzola,</em> etc.).</p>
<p>Quem gosta de coisas mais elaboradas (também conhecidas por &#8220;frescuras&#8221;) encontra receitas de <em>chefs</em> com todos os detalhes para serem baixadas. É o <em>hambúrguer</em> em estado de arte.</p>
<p>Além disso, os gordinhos mais criativos ainda podem enviar suas próprias receitas para a &#8220;sociedade&#8221;, através da página deles no <a href="http://www.facebook.com/CheeseAndBurger" target="_blank">Facebook</a>. É necessário saber inglês, mas nada que um dicionário português-inglês (ou o serviço de tradução do <a href="http://translate.google.com.br/" target="_blank">Google</a>) não resolva de maneira minimamente bizarra e macarrônica. E sabemos que nada relacionado a macarrão pode ser ruim.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3426" title="Cheese &amp; Burger - The Casanova" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cheeseburger_casanova.jpg" alt="Cheese &amp; Burger - The Casanova" />Mas falamos de <em>hambúrgueres</em>.</p>
<p>Só uma última sugestão antes de encarar a <em>Cheese &amp; Burger Society</em>: Faça um testamento e se despeça de seus parentes se resolver encarar um dos <em>hambúrgueres</em>. Os americanos comem bacon no café da manhã, então dá pra ter uma ideia da violência que são esses <em>sandubas</em>.</p>
<p>Ao menos temos a vantagem de, no Brasil, montar essas belezinhas com carne de verdade.</p>
<p><em>P.S.: O site da Cheese &#038; Burger Society foi uma indicação do <a href="http://twitter.com/bedin" target="_blank">Bedin</a>, do <a href="http://www.depoisdas11.com/" target="_blank">Depois das 11</a>. Gordinhos unidos na divulgação de assassinos de artérias!</em></p>
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		<title>Orgia&#8230; gastronômica!</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 18:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Noite em Roma. As ruelas da imponente cidade, sede do fabuloso Império Romano, estavam vazias naquele momento. Ninguém, em pleno século I d.C., poderia imaginar que, do nada, luzes estranhas brilhariam perto de um aqueduto, trazendo em uma estranha máquina dois viajantes do futuro. Do incrível aparelho futurista, agora parado calmamente diante de um atônito<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/29/cronica-orgia-gastronomica-roma-antiga/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3324" title="Orgia" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/orgia.jpg" alt="Orgia" />Noite em <em>Roma</em>. As ruelas da imponente cidade, sede do fabuloso Império Romano, estavam vazias naquele momento. Ninguém, em pleno século I d.C., poderia imaginar que, do nada, luzes estranhas brilhariam perto de um aqueduto, trazendo em uma estranha máquina dois viajantes do <em>futuro</em>.</p>
<p>Do incrível aparelho futurista, agora parado calmamente diante de um atônito <em>boi</em>, única testemunha de tal prodígio, saíram dois homens com roupas típicas romanas. Um era gordo, usava óculos e sorria bastante. O outro era alto, esbelto e ostentava um leve bigode em sua face espantada. O primeiro começou a falar:</p>
<p>- Não falei que a <em>máquina do tempo</em> funcionava?<br />
- OK, Tibúrcio, admito que tu se superou dessa vez.<br />
- Agora podemos observar em primeira mão os grandes acontecimentos da história! Vamos ganhar muito <em>conhecimento</em>, Gui!<br />
- Sim, claro, conhecimento&#8230; <em>Roma Antiga</em>, né? Que tal um pouco de&#8230; “conhecimento”&#8230; na tal <em>orgia</em> que você falou que a gente ia, meu caro nerd. Afinal, em Roma, coma as romanas.<br />
- Não entendi&#8230; Mas, tudo bem, escolhi essa data exatamente porque registros históricos indicam que hoje ocorreu uma das melhores orgias de <strong>Marcus Gavius Apicius</strong>, o maior&#8230;<br />
- Blablablá, deixa de lero e vamos logo pra lá. Mas, cara, a gente precisava mesmo colocar essas fantasias de <em>Carnaval</em>?<br />
- São <em>togas</em> romanas. E temos que estar assim para parecermos nobres. Escravos e mulheres não se vestiam assim nas orgias.<br />
- Que seja! Vamos pra festa, rapá!</p>
<p>Tibúrcio, engenheiro nuclear e gênio, além de <em>comilão</em> inveterado, levou seu amigo Guilherme, tarado incorrigível e engenheiro de alguma coisa que ele nem lembra direito, para o ambiente onde acontecia a <em>orgia de Apicius</em>.</p>
<p>O local contava com uma infinidade de pessoas comendo e rindo. Tibúrcio orientou seu amigo para que deitassem em um negócio que parecia uma cama com encosto chamado <em>tricilinium</em>, mas Guilherme havia parado de ouvir a explicação porque dava maior atenção à mulherada de cabelo estranho.</p>
<p>- Ninguém é de ninguém, certo?<br />
- Calma, Gui. Primeiro vem a comida. Vamos sentar.<br />
- E aqueles dois marmanjos se pegando na maior <em>viadagem</em> ali?<br />
- Isso é normal por aqui. Deixa de ser preconceituoso. Pena que calculei mal o horário e não chegamos a tempo da <em>sauna</em> e do banho de <em>piscina</em>.<br />
- Graças a Deus!!!</p>
<p><span class="bbused">Dez</span>enas de <em>escravos</em> começaram a servir os convidados. Inicialmente, ofereceram potes de água quente para que as pessoas lavassem as mãos, já que não havia talheres. Passaram então a trazer as comidas: Peixes, <em>ostras</em> marinadas e língua de <em>flamingo</em>.</p>
<p>- Eca! Que porcaria é essa Tibúrcio?<br />
- É uma iguaria. A preferida de Apicius. Língua de flamingo.<br />
- Bom&#8230; Aquele cara ali tá botando tudo pra fora. Acho que não curtiu esse troço. Ta <em>chamando o Raul</em> numa comadre.<br />
- Aquilo é normal. Ele está usando um <em>vomitorium</em> para continuar comendo. Afinal, vamos passar dez horas aqui deitados e comendo. Inclusive, se quiser ir ao banheiro, chame um escravo para fazer as necessidades sem se levantar. Seria uma gafe.<br />
- Dez horas?!<br />
- Passa rápido, não esquenta. Vai, come logo essa pasta de miolos que daqui a pouco vão servir fricassê de rosas.<br />
- <em>Vomitorium</em> aqui, rápido!</p>
<p>Depois de um tempo, muitos já estavam bêbados graças aos <em>vinhos</em> da África, de Marselha e de Palermo, às vezes adocicados com mel. Afinal, as orgias também homenageavam <em>Baco</em>, deus do vinho, do prazer e da sociabilidade. Para Tibúrcio, não fazia muita diferença, já que continuava comendo seu <em>javali com linguiça</em> com prazer mas sem querer se sociabilizar, mas Guilherme começava a se animar.</p>
<p>- E a <em>sacanagem</em>&#8230; hic&#8230; começa que horas?<br />
- Assim que servirem as enguias e o <em>satírio</em>, uma bebida de ervas que é o Viagra dessa época.<br />
- Oba&#8230; hic&#8230; Mas que p#%%@ é aquele pinto gigante de madeira? Hic&#8230; vai rolar mais viadagem?<br />
- Aquilo é uma homenagem a <em>Príapo</em>, filho de Baco e de Vênus e deus da fertilidade. Isso significa que logo logo vão parar de servir a comida e o vinho. Aí vem um <em>filósofo</em> para fazer uma palestra e depois dançarinas apresentando o <em>cordax</em>, uma coreografia cheia de <em>lascívia</em> para animar o pessoal.<br />
- Oba&#8230; hic&#8230; depois de encarar até um prato de aves vivas eu&#8230; hic&#8230; mereço minha recompensa. Mas por que você&#8230; hic&#8230; está ficando transparente?<br />
- Nós dois estamos. O <em>fluxo cronal</em> está desaparecendo, como calculei, e vamos voltar para nossa época. Já nos refestelamos nessa <em>orgia</em>, comendo todos os pratos típicos. Nossa pesquisa está completa.<br />
- Hein? QUÊ??? Mas você&#8230; hic&#8230; não falou que esse Apicius era o maior nesse troço de <em>orgia</em>? E não vamos ficar&#8230; hic&#8230; para a parte principal???<br />
- Já passamos pela parte principal, Gui. Como tentei dizer mais cedo, Apicius foi o maior <em>gourmet</em> da Roma antiga.<br />
- M&amp;#%@! É a última vez que confio numa orgia indicada por um gordo!</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; epílogo</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 00:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobrevivi! Tudo bem que passar apenas dois dias e meio no spa não conta exatamente como sobreviência. Porém, considerando o que passei, até que posso ser chamado de sobrevivente. Resultado do curto período de tortura: uma costela machucada, um braço engessado e quatro quilos a menos. É, pessoal, quatro quilos perdidos em dois dias no<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/22/gordo-de-raiz-no-spa-epilogo/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" title="Um gordo de raiz no spa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" />Sobrevivi! Tudo bem que passar apenas dois dias e meio no <em>spa</em> não conta exatamente como sobreviência. Porém, considerando o que passei, até que posso ser chamado de <em>sobrevivente</em>. Resultado do curto período de tortura: uma costela machucada, um braço engessado e quatro <em>quilos</em> a menos. É, pessoal, quatro quilos perdidos em dois dias no <em>spa</em>, o que é impressionante, considerando que no segundo dia não fiz nenhuma atividades física.</p>
<p>Vou voltar ao <em>spa</em> assim que possível. É <em>questão de honra</em> conseguir aguentar uma semana inteira por lá. Agora fiquei <em>bravo</em>. Prometo que volto (quando, não sei, já que depende de ter uma semana de folga) e retomo esses relatos. Quer dizer&#8230; Isso se os leitores do <strong>Papo de Gordo</strong> quiserem (dado o <em>sadismo</em> de alguns é capaz de quererem só pra ver se vou me quebrar de novo).</p>
<p>Antes de voltar pra <em>casa</em>, contudo, vale o registro de um rápido bate-papo com a <em>psicóloga</em> do spa: Baseada em poucas informações minhas, ela concluiu que sou <em>compulsivo</em> por comida. Ela deve dizer isso para todos&#8230; Ao menos agora eu sei que fico comendo sem parar por saudades do <em>colo</em> da minha mãe. Ou seja: Para <em>emagrecer</em> basta sentar nela. Só que se eu fizer isso para curar o trauma da <em>comida</em>, crio um novo trauma por matá-la.</p>
<p>De volta à vida normal, o único problema é que todos, de repente, se transformam em <em>nutricionistas</em>. Cada pedaço de pão ou fatia de queijo é vigiado por olhos atentos que sempre falam que você está exagerando, mesmo se aquele for o primeiro <em>alimento</em> que ingere há horas. Ou seja: um <em>gordo</em> pode até deixar o spa, mas o spa <strong>nunca</strong> vai deixá-lo.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>P.S.: <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui</a> para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; Dia 3&#8230; ou quase</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 00:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ô boca! Foi só eu falar que algo estava errado em ter fondue no jantar que me ferrei. Num estilo Desmond de ser, alterei meu destino retroativamente com a infeliz observação e recebi após o jantar um telefonema do médico que havia me atendido de manhã dizendo que só então ele havia percebido uma fissura<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/21/gordo-de-raiz-no-spa-dia-3/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" title="Um gordo de raiz no spa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" />Ô boca! Foi só eu falar que algo estava errado em ter <em>fondue</em> no jantar que me ferrei. Num estilo <a href="http://lostpedia.wikia.com/wiki/Desmond_Hume" target="_blank">Desmond</a> de ser, alterei meu destino retroativamente com a infeliz observação e recebi após o jantar um telefonema do <em>médico</em> que havia me atendido de manhã dizendo que só então ele havia percebido uma <em>fissura</em> no raio-x do meu braço. Resultado: Fui a um <em>hospital</em>, onde colocaram uma tala no meu braço (nas fotos, meu braço pré e pós tala). Agora, tenho que voltar para casa e ser engessado, me tornando um <em>canhoto</em> por 15 dias. Quem disse que <em>spas</em> não podem ser perigosos?</p>
<p>Mas não vim aqui para ficar me lamentando do braço, e sim para me lamentar da <em>fome</em> no spa. E o braço imobilizado, de certa forma, me permitiu observar as coisas de uma maneira diferente. Antes de mais nada, contudo, uma palavra sobre o <em>fondue</em> de ontem: Cenoura! Me senti o <em>Pernalonga</em> ao comer <em>fondue com cenoura</em>. A torradinha que deram era tão pequena que &#8220;complementei&#8221; com o <em>legume</em>. Depois de duas fatias, mandei a educação às favas e enfiei a colher na vasilha pra terminar com o <em>queijo</em> sem acompanhamentos.</p>
<p>Como dizia antes, assim que acordei hoje, decidi aproveitar meu último dia no <em>spa</em> para fazer observações pertinentes. Depois, desisti da ideia e resolvi ficar vendo os outros sofrerem um pouco. Comecei com a <em>academia de ginástica</em>. Impressionante como tem gente que acha isso melhor que caminhar na rua. Esquecem que, caminhando, você pode pegar um <em>atalho</em> e enrolar o professor ou andar num ritmo mais lento se quiser. Na <em>esteira</em>, ao contrário, você faz exatamente o que está programado. Sem contar que estar num <em>aparelho</em> com um gigantesco &#8220;botão vermelho de emergência&#8221; não deixa de ser assustador.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3214" title="Fondue de cenoura" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fonduedecenoura.jpg" alt="Fondue de cenoura" />Outro argumento a favor das esteiras é que você pode ficar assistindo TV. Sinceramente, não vejo nenhuma vantagem em ficar vendo a <em>Globo</em> com uma propaganda de <em>McDonald&#8217;s</em> ou <em>Bob&#8217;s</em> a cada cinco minutos. Isso devia ser proibido! A não ser que a intenção seja fazer &#8220;cenoura de burro&#8221; com os <em>gordinhos</em> que vão tentar alcançar os hambúrgueres enquanto caminham. Ao menos para mim, prefiro ficar ouvindo <em>podcasts</em> no iPod. Inclusive, o <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/15/papo-de-gordo-21-gastroplastia-reducao-de-estomago/" target="_blank">Papo de Gordo sobre gastroplastia</a> me estimulava a continuar caminhando para não precisar cortar meu amado estômago fora.</p>
<p>Mas nem só de academia vivem os gordos no <em>spa</em>. Ainda há a <em>hidroginástica</em>. Cheguei a fazer uma aula antes do acidente e tenho certeza que é um desperdício praticar exercícios numa <em>piscina aquecida</em>. Pô! Ela conclama ao relaxamento! Sem contar que professores de <em>educação física</em> são sádicos. Eles sempre ficam sorrindo do lado de fora da piscina mandando o pessoal repetir dentro d&#8217;água coisas que seriam impossíveis para gordos mesmo na gravidade da Lua. &#8220;Introdução ao Sadismo&#8221; deve ser disciplina básica nas <em>faculdades</em>, mas certamente &#8220;Sadismo Avançado&#8221; é a eletiva escolhida por quem trabalha em <em>spas</em>.</p>
<p>Nem massagens são relaxantes num spa. Já ouviu falar de <em>drenagem linfática</em>? Em tese, seria uma massagem com &#8220;movimentos suaves e gostosos que ajudam a varrer <em>toxinas</em>, a eliminar líquidos e a oxigenar a pele&#8221;, mas um gordo tem tanta toxina, líquido e pele que ser drenado é doloroso. Parece que estão empurrando toda a <em>banha</em> pelos poros, mas ela continua por lá depois. Na verdade, nem dá para ter certeza se tudo continua no lugar certo ou se a barriga caiu pra coxa, que subiu pro peito, que desceu pro braço, etc.</p>
<p>Bom&#8230; Agora é fazer o <em>checkout</em> com a nutricionista, bater papo com a psicóloga e ver o que me espera de volta ao mundo real. Novidades, amanhã por aqui e a qualquer momento via <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Twitter</a>. Meu maior medo é saber como vou encarar o Burger King a partir de agora que descobri as vantagens de uma dieta saudável.</p>
<p>Acreditou? Nem eu&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3213" title="Braço engessado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bracoengessado.jpg" alt="Braço engessado" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>P.S.: <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui</a> para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; Dia 2</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 00:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguma coisa estava errada quando no café da manhã veio um pãozinho quente com requeijão e queijo minas. Apesar do tamanho, estava muito bom. Eu devia ter percebido o sinal de que as coisas não estavam certas e ficado trancado no meu quarto. Mas, nããão&#8230; Eu quis me integrar ao movimento saudável e ir com<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/20/gordo-de-raiz-no-spa-dia-2/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" title="Um gordo de raiz no spa" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" />Alguma coisa estava errada quando no café da manhã veio um pãozinho quente com <em>requeijão</em> e queijo minas. Apesar do tamanho, estava muito bom. Eu devia ter percebido o sinal de que as coisas não estavam certas e ficado trancado no meu <em>quarto</em>. Mas, nããão&#8230; Eu quis me integrar ao movimento <em>saudável</em> e ir com o pessoal caminhar no <em>Parque Municipal de Petrópolis</em>. A vida saudável pode ser cruel.</p>
<p>Ao chegar no Parque, me distanciei do grupo para <em>fotografar</em> a entrada do local (pensando em você, sádico e ingrato leitor). Resolvi dar uma corridinha para alcançar o grupo e tropecei no <em>portão assassino</em> (olha a foto do dito cujo no finalzinho do texto). De maneira &#8220;muito&#8221; <em>inteligente</em>, deixaram uma barrinha de ferro na parte de baixo do <em>portão</em> que desemboca em um chão de <em>pedras</em> pontudas. Gordos costumam ter bom <em>equilíbrio</em>, mas eu estava correndo, ou seja, fora do meu estado natural de passos lentos. O desastre era inevitável.</p>
<p>Contudo, ao cair, ainda estava com meu <a href="http://www.submarino.com.br/busca/duraveis?q=nokia+n95&amp;dep=+&amp;x=0&amp;y=0&amp;franq=277072" target="_blank">N95</a> na mão esquerda. Na fase final da queda, voando que nem o <em>Super-Homem</em> bêbado, lembrei em milissegundos como o <em>celular</em> foi caro e fiz um rolamento ninja para salvá-lo.<img class="alignright size-full wp-image-3173" title="Lucio Luiz com o braço na tipoia" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/braconatipoia.jpg" alt="Lucio Luiz com o braço na tipoia" /> Também salvei meu rosto de escoriações profundas, mas o importante era o <em>gadget</em>, claro.</p>
<p>Resultado do acidente: <em>Joelho</em> ralado, ombro detonado, <em>clavícula</em> magoada e antebraço totalmente ferrado. Nem senti o gostinho da caminhada e fui imediatamente para o posto médico vizinho do <em>spa</em>. Em resumo: Nenhuma fratura, felizmente, mas levei uma injeção dolorida no traseiro e ainda estou com o braço direito imobilizado, no mínimo até amanhã. Sim, estou escrevendo isso tudo só com a <em>mão esquerda</em>. Viu como eu gosto dos leitores que tanto riem do meu sofimento?</p>
<p>Algumas coisas boas decorrentes da imobilidade provisória: A <em>nutricionista</em> provavelmente ficou com pena de mim e manteve a dieta das 1.200 calorias; fui liberado pela <em>fisioterapeuta</em> de fazer todas as atividades de hoje; e posso ficar dormindo direto que é só dizer que estou me recuperando. Mas amanhã acaba a festa e, mesmo se continuar machucado, tenho que voltar às <em>atividades</em> (se bem que, se estou aqui, é pra fazer tudo, né?).</p>
<p>Ao menos o jantar foi um <em>fondue</em> no lugar da salada tradicional em homenagem ao <em>dia do amigo</em>. Tá certo que foi só um molhinho com um tiquinho de queijo e uma torradinha (e cenoura!, mas falo disso depois), mas para os padrões de quem está num <em>spa</em>, foi uma ótima pedida. Pensando bem&#8230; pode ser outro sinal de que as coisas não estão certas. Vixi&#8230; Acho que amanhã nem vou levantar da cama!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3174" title="Portão assassino do Parque Municipal de Petrópolis" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/portao.jpg" alt="Portão assassino do Parque Municipal de Petrópolis" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>P.S.: <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui</a> e acompanhe meu sofrimento quase em tempo real no Twitter, seu sádico.</p>
<p>P.S.2: <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui</a> para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; Dia 1</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 00:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cheguei ao spa ontem. Passei a semana me preparando. Comi que nem um condenado nos dias anteriores. Comemorei meu aniversário em uma pizzaria rodízio e detonei vinte fatias, por exemplo. Sem contar que almocei antes de chegar aqui e ainda caprichei no prato para não ficar com fome tão cedo. Só que Murphy sempre sacaneia<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/19/gordo-de-raiz-no-spa-dia-1/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiznospa.jpg" alt="Um gordo de raiz no spa" title="Um gordo de raiz no spa" class="alignright size-full wp-image-3119" />Cheguei ao <em>spa</em> ontem. Passei a semana me preparando. Comi que nem um condenado nos dias anteriores. Comemorei meu aniversário em uma <em>pizzaria rodízio</em> e detonei vinte fatias, por exemplo. Sem contar que almocei antes de chegar aqui e ainda caprichei no prato para não ficar com <em>fome</em> tão cedo.</p>
<p>Só que <em>Murphy</em> sempre sacaneia a gente.</p>
<p>Cheio de sede ao chegar no quarto, vi uma vasilha de <em>água</em> e não me preocupei em conferir o qualidade do conteúdo. Não apenas a água estava com gosto de velha, como me fez <em>vomitar</em> durante meia hora. Todo o almoço foi embora. Ainda suspeito que seja uma tática do <em>spa</em> para que os recém-chegados comecem sua estadia sem nenhum <em>alimento</em> do mundo exterior.</p>
<p>Ontem, ainda no &#8220;dia zero&#8221; de minha estadia, tive meu primeiro contato com a alimentação &#8220;spática&#8221;, mas de uma maneira diferente. Por coincidência, estavam fazendo uma <em>festa junina</em> (a despeito de já ser julho) e eu pude me deliciar com&#8230; um minicachorro-quente de salsicha de <em>avestruz</em> e um único salsichão com farofa. Tinha caldo verde, mas o troquei pelo cachorro. Ah&#8230; E uma pequena <em>canjica</em> depois. Comparando com o quanto eu comi na festa junina da escola semanas antes, isso serviu como parâmetro do que viria a seguir.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comendoalface.jpg" alt="Comendo alface" title="Comendo alface" class="alignright size-full wp-image-3121" />Acordando cedinho hoje, logo de cara descobri que meu <em>café da manhã</em> seria fora dos padrões. Ao menos, fora do <strong>meus</strong> padrões. Pude comer torradinha com alguma coisa em cima (não arrisquei perguntar antes de comer&#8230; e nem depois), café com leite e melão. O problema é que, diferente do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=n-88bjz6v14" target="_blank">Dom Lázaro</a>, eu detesto melão. Implorei para trocarem por uma <em>maçãzinha</em> que fosse, mas só com ordens da <em>nutricionista</em>. E ela não trabalha domingo. Magoei.</p>
<p>O <em>almoço</em> também foi uma coisa um tanto quanto&#8230; diferente para mim. Pude escolher entre um <em>peixe</em> com alguma coisa e uma <em>carne</em> com um troço. Escolhi a carne. Era um pedaço minúsculo, mas levei mais tempo comendo do que em uma <em>churrascaria rodízio</em> para aproveitar cada milímetro (e nem eram tantos milímetros assim). Em compensação, o verde era liberado. O problema é que comer <em>alface</em>, <em>rúcula</em> e agrião à <em>vontade</em> é tão bom quanto ser eletrocutado na <em>cadeira elétrica</em> quantas vezes quiser (dá pra notar pela minha cara de alegria e satisfação na foto, né?).</p>
<p>Por fim, veio a <em>janta</em>. Santo molho de <em>mostarda</em>! Deixei de lado minhas preocupações sobre temperos fortes e problemas de saúde íntima e encharquei a <em>cenoura</em>, o <em>alface</em> e os negócios estranhos que não sei o nome com ele. Na verdade, encharcar é elogio, pois só tinha um potinho pequeno pra dar conta de tudo, mas consegui fazer um pequeno milagre da multiplicação do molho de mostarda que me ajudou a encarar o prato. Dispensei a <em>sopa</em> (tal qual a <a href="http://www.rainhasdolar.com/media/1/20070627-mafalda_sopa.jpg" target="_blank">Mafalda</a>, odeio sopa!) e comi um peito de <em>frango</em> (o bicho deve ter sido morto recém-nascido de tão pequeno que era o peito) e uma <em>maçã</em> (a mesma que eu tanto desejei no café da manhã).</p>
<p>Mas nem tudo é ruim. Podemos comer até cinco <em>gelatinas</em> por dia (catei duas no almoço e três de uma vez na janta) e, como o spa trabalha com calorias, posso beber <em>guaraná zero</em> o dia inteiro se quiser. Mas isso não muda o vazio interior que sinto em meu <em>estômago</em>. O negócio agora é esperar a ceia mais tarde pra me deliciar com um pequenino <em>iogurte</em>.</p>
<p>Meu reino por um polenguinho!</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/alfaceruculaagriao.jpg" alt="Alface, rúcula e agrião" title="Alface, rúcula e agrião" class="aligncenter size-full wp-image-3123" /></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>P.S.: <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Clique aqui</a> e acompanhe meu sofrimento quase em tempo real no Twitter, seu sádico.</p>
<p>P.S.2: <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/gordo-de-raiz-no-spa/" target="_blank">Clique aqui</a> para ler todos os textos da &#8220;série&#8221;.</p>
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		<title>Um gordo de raiz no spa &#8211; prólogo</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 18:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O maior pesadelo para qualquer gordo de raiz não é encontrar a geladeira vazia ou ter que visitar o nutricionista. Até mesmo começar uma dieta pode ser tirado de letra, pois há diversas formas de dar uma “escapadinha”. Não! O maior pesadelo de um gordo de raiz é ter que ir a um spa! O<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/15/gordo-de-raiz-no-spa-prologo/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3017" title="Barriga molenga: resultado de spa?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/barrigamolenga.jpg" alt="Barriga molenga: resultado de spa?" />O maior pesadelo para qualquer gordo de raiz não é encontrar a <em>geladeira vazia</em> ou ter que visitar o nutricionista. Até mesmo começar uma <em>dieta</em> pode ser tirado de letra, pois há diversas formas de dar uma “escapadinha”. Não! O maior pesadelo de um gordo de raiz é ter que ir a um <em>spa</em>!</p>
<p>O grande problema dos<em> spas</em> é que eles aliam a dieta com um <em>campo de concentração</em>. Tudo bem que é um campo de concentração com piscina, sauna, cama confortável, televisão, acesso à internet&#8230; Mas também com sessões de <em>hidroginástica</em>, caminhadas, vigilância contra <em>guloseimas</em>, alimentação saudável (argh!) e coisas do tipo.</p>
<p>Fui uma vez a um <em>spa</em>, vários anos atrás. A experiência, contudo, não serve de modelo, já que caí num <em>spa</em> “alternativo”. Para ter uma ideia da bizarrice, havia um “dia dos sucos”, em que passávamos o dia inteiro tendo que beber <em>sucos</em> de três em três horas. E só! Nenhum alimento sólido! Na verdade, nem mesmo água, já que o suco era a fruta pura, pois eles afirmavam que beber <em>água com a comida</em> engordaria.</p>
<p>Ao menos nesse<em> spa</em> “alternativo” teve um momento de diversão lúdica, quando pude praticar o bom e velho <em>escambo</em> no “dia das frutas”. Como sou enjoado pra comer, ao receber meu prato cheio de frutas coloridas e estranhas comecei a propor trocas com os colegas. Eu não gosto de <em>goiaba</em>, mas ela vale duas <em>maçãs</em>. Beleza! <em>Mamão</em> não é minha praia, mas duas fatias equivalem a uma <em>banana</em>. OK! Alguém quer um cacho de <em>uvas</em> em troca de uma <em>pera</em>?</p>
<p>Por que todas essas reminiscências de memória? É que ontem foi meu <em>aniversário</em> (obrigado pelos parabéns), e ganhei de presente uma ida a um <em>spa</em>. Não foi um grego que me deu o presente. Ele foi resultado de um <em>conluio</em> entre minha mãe e minha noiva (quando sogra e nora se juntam, não sai boa coisa). Sorrindo, prometi seguir as dietas. Tenho escolha, por acaso?</p>
<p>Ao menos não é um <em>“spa alternativo”</em>, mas um aparentemente normal. Bom&#8230; Normal em termos bem relativos, já que não vai ser normal pra mim, em plenas férias, acordar cedinho pra caminhar, comer <em>alface</em>, fazer exercício e coisas do gênero. Tremo só de pensar&#8230;</p>
<p>Mas, tentando ver o lado bom disso, essa experiência ao menos pode me servir para fazer um relato no <strong>Papo de Gordo</strong> (e garantir assunto fácil para duas ou três <em>colunas</em>). Não sei ainda como vai estar a conexão de internet por lá, mas vou tentar fazer um diário de meus dias de cárcere alimentar para divertir nossos leitores com meu <em>sofrimento</em>.</p>
<p>Aguardem e confiem. E me desejem boa sorte!</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Ah&#8230; Se tudo correr bem e a internet ajudar, pretendo fazer um diário resumido no Twitter a partir de sábado à noite (quando chego) como preparação para o relato detalhado no site. Para ler, é só me seguir: <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">twitter.com/lucioluiz</a>.</p>
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		<title>O estômago fantasma!</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 18:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Meia-noite&#8230; A escuridão toma conta de toda a cidade, a deixando com uma aparência assustadora&#8230; Trovões marcam sua presença ressoando seu rugido feroz e maligno&#8230; No meio dessa desalentadora visão, Malaquias Frederico ergue-se violentamente ao som de uma voz lúgubre que o chama: - Malaquias Frederico? - Sou eu! Malaquias sou eu! - Pode entrar,<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/08/cronica-estomago-fantasma/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2881" title="Estômago malvado (imagem: montagem tosca)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/estomagomau.jpg" alt="Estômago malvado (imagem: montagem tosca)" />Meia-noite&#8230; A escuridão toma conta de toda a cidade, a deixando com uma aparência assustadora&#8230; Trovões marcam sua presença ressoando seu rugido feroz e maligno&#8230; No meio dessa desalentadora visão, Malaquias Frederico ergue-se violentamente ao som de uma voz lúgubre que o chama:</p>
<p>- Malaquias Frederico?<br />
- Sou eu! Malaquias sou eu!<br />
- Pode entrar, senhor. O doutor o aguarda.</p>
<p>Após aguardar por horas na fila do SUS, Malaquias Frederico finalmente conseguiu sua tão sonhada cirurgia bariátrica. O hospital não era dos melhores e o atendimento estava ocorrendo num horário péssimo, mas finalmente ele se livraria de anos de gordura acumulada em festas, farras gastronômicas e deleites gulosos.</p>
<p>Mal sabia Malaquias Frederico que ele estava a caminho da danação! Afinal, não apenas ele chutou uma macumba sem querer em uma encruzilhada em frente ao hospital, como a sala de cirurgia havia sido construída sobre um antigo cemitério indígena, que também era um portal para a dimensão do submundo, onde reinava Belzebu, que àquela hora estava com uma fome infernal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>*   *   *</strong></p>
<p>Marcando no calendário que já fazia treze semanas que havia se submetido à cirurgia de redução de estômago, Malaquias Frederico estava muito feliz. Vomitava toda hora, isso é verdade, mas estava em franca recuperação. Cético, não se preocupava em estar em plena sexta-feira 13, acreditava que isso era bobagem. Porém, quando o relógio da cozinha marcou 13 horas e 13 minutos, ele ouviu uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais!</p>
<p>Malaquias Frederico achou que a voz vinha da rua, mas não havia ninguém lá fora. Lembrou que esquecera a televisão ligada, mas lá estava apenas sua cachorrinha de estimação observando a estática da TV. O rapaz desligou a televisão, aliviado por ter se assustado à toa, quando o animal girou a cabeça completamente sobre o corpo, olhou para ele e disse, com uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais!</p>
<p>Com os olhos arregalados, Malaquias Frederico fitou sua cadela, que já voltara às feições normais de bichinho simpático olhando para a estática da TV. Achando que estava maluco, tentou ligar para seu psiquiatra, mas seu celular não estava onde havia deixado. Olhou para o espelho, tentando se recompor, e percebeu uma mancha vermelha na frente da camisa. Levantou-a e viu que a costura de sua operação começava a sangrar ao mesmo tempo em que sua barriga fazia movimentos estranhos, como se algo estivesse crescendo lá dentro. E novamente ouviu uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais!</p>
<p>Malaquias Frederico saiu correndo de casa, com sua barriga borbulhando e um pavor incomensurável de todos aqueles acontecimentos impossíveis. Avistou um policial e, superando o medo de falar com um oficial da Lei brasileiro, implorou por ajuda. Só não podia esperar que, quando o policial virasse em sua direção, tivesse bocas no lugar dos olhos. Ah, claro, e o policial ainda disse com uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais!</p>
<p>O desespero tomou conta de Malaquias Frederico, que correu desesperado no meio da rua e foi imediatamente atropelado por um caminhão de entregas de refrigerante. Ele não faleceu imediatamente, tendo ainda tempo de ver, antes de seu último suspiro, um estômago flutuante de aparência maligna. Essa estranha visão falou em uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais! Nunca mais! Nunca mais!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>*   *   *</strong></p>
<p>Malaquias Frederico acordou coberto de suor. Olhou para os lados e viu que estava na mesa de cirurgia. Os médicos não entenderam como ele conseguiu acordar logo depois de uma anestesia geral que apagaria até um elefante. Ele levantou-se e caminhou ainda desorientado pela sala. Começava a entender que teve apenas um pesadelo, embora não fizesse nenhum sentido.</p>
<p>“Que alívio”, pensou, “Acho que eu não estava preparado para fazer essa cirurgia. Vou festejar minha decisão na lanchonete 24 horas que fica na frente do hospital”.</p>
<p>Malaquias Frederico comeu tanto que teve um ataque cardíaco fulminante. Abrindo os olhos e se descobrindo em pleno Inferno, ele viu a mesma figura de outrora, um estômago flutuante, que se aproximou dele e disse, com uma voz gutural e assustadora:</p>
<p>- Nunca mais!<br />
- OK, agora chega! Que diabos é esse “Nunca mais” que você fala toda hora?<br />
- Nada, não. É que eu tenho transtorno obsessivo-compulsivo e fico falando isso sem parar. Quer fazer um lanche na cozinha do Inferno?<br />
- Tá bom. O que tenho a perder, né? Já estou morto mesmo. O que tem pra hoje?<br />
- Humano assado. Temos um bem gordinho que acabou de chegar.<br />
- Interess&#8230; Ei, peraí&#8230; NÃÃÃÃÃÃOOOOOO&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>*   *   *</strong></p>
<p><em>Moral da história: Nunca ouça seu estômago, ele pode lhe matar.</em></p>
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		<title>Como sobreviver no transporte público</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já discutimos várias vezes no Papo de Gordo os problemas dos gordos nos transportes públicos. Um gordo sofre para conseguir se virar no ônibus, no trem, no metrô&#8230; Mesmo com as leis que criam cadeiras especiais para os obesos, aqueles gordos que não querem contribuir para o efeito estufa aumentando a frota de carros nas<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/01/gordos-onibus-trem-metro-como-sobreviver/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2718" title="Gordo no metrô (montagem tosca, pra variar)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonometro.jpg" alt="Gordo no metrô (montagem tosca, pra variar)" />Já discutimos várias vezes no <strong>Papo de Gordo</strong> os problemas dos gordos nos transportes públicos. Um gordo sofre para conseguir se virar no ônibus, no trem, no metrô&#8230; Mesmo com as <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/04/29/metro-sao-paulo-cadeira-gordos-assento-preferencial/" target="_blank">leis que criam cadeiras especiais para os obesos</a>, aqueles gordos que não querem contribuir para o <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/13/aquecimento-global-culpa-dos-gordos/" target="_blank">efeito estufa</a> aumentando a frota de carros nas ruas penam com a falta de espaço e o excesso de <em>reclamação</em> dos magrelos.</p>
<p>Para resolver esses problemas, darei uma série de dicas para ajudá-lo a sobreviver no transporte público.</p>
<p>Em primeiro lugar, é bom reforçar uma verdade ainda ignorada por muitas pessoas: Os gordos têm grande facilidade de atravessar <em>multidões</em>. Parece incrível para os magros ou para os gordinhos tímidos, mas aquela &#8220;gentarada&#8221; que se acotovela para conseguir uma vaga na hora de pico do <em>metrô</em> pode ser atravessada por um gordo sem maiores dificuldades.</p>
<p>Provavelmente isso ocorre pela flexibilidade da <em>barriga</em>, que fica com uma consistência de espuma empurrando as pessoas para os lados enquanto o corpanzil se posiciona alguns passos à frente, forçando sua passagem qual uma força irresistível que compele os <em>magros</em> fraquinhos a se submeterem a sua passagem. Mas eu posso estar apenas divagando.</p>
<p>A questão é: Um gordo, se for suficientemente <em>cara-de-pau</em>, consegue atravessar uma multidão sem maiores dificuldades, se posicionando no lugar ideal para ser um dos primeiros a entrar no metrô ou no <em>trem</em>. Daí, é correr para um lugar com dois assentos livres e ficar por lá à espera de um magro que vai derramar lágrimas pelos olhos ao se imaginar esmagado a cada curva. Problema dele.</p>
<p>Só que isso é verdade se você vive em um país com transporte público decente ou mora perto da primeira estação. No Brasil, especialmente nos grandes centros urbanos, você só encontra assento se ameaçar alguém com um <em>pum</em>. Portanto, o gordo vai ter que ficar em pé, o que não é de nossa natureza.</p>
<p>Não tendo escolha e já imaginando a lata de sardinhas (afinal, a gordura ajuda a atravessar multidões, mas é um problema ao se manter parado no meio dela), o ideal é usar as pernas para criar um espaço imaginário que impeça as pessoas de se apoiarem em você (na hora de uma freada, o gordo passa de força irresistível para objeto inamovível em poucos segundos, sendo o alvo ideal para o suporte de queda das pessoas).</p>
<p>Se você for muito filho da mãe, também pode “esquecer” de passar o <em>desodorante</em> antes de sair de casa e criar uma camada de suor intensificada pela gordura, levantando os braços e o colocando perto das pessoas. Um pum pode resolver também (deu para perceber que o pum é uma das principais armas do gordo moderno, né?).</p>
<p>Claro que pode acontecer o raríssimo caso de uma <em>moça</em> bem formosa e bastante cansada se encostar em você para aproveitar o “fator almofada” de seu corpo. Mas, cuidado, se isso acontecer é melhor se beliscar, já que há 99% de probabilidade de que, na verdade, um <em>peão de obra</em> barbudo e suado esteja encostando o bigodão em seu peito enquanto você dormia em pé.</p>
<p>PS: Outro dia falamos das malditas catracas assassinas dos ônibus e do que pode acontecer com o gordo ecológico que resolve usar uma bicicleta para ir ao trabalho. Coitado.</p>
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		<title>Uma festa junina divina</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 16:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Libera a chave, Pedro! - Nem pensar, Antônio! - Mas, Pedro, basta tu me entregares a chave da despensa para prepararmos os festejos, ó pá. - O Chefe me confiou todas as chaves daqui e disse para eu mantê-las comigo. - Então porque tu mesmo não abres? - Porque eu não concordo com essa<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/24/cronica-uma-festa-junina-divina/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2602" title="Antônio, João, Madalena e Pedro na Festa Junina (montagem tosca)" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/festajunina_santos.jpg" alt="Antônio, João, Madalena e Pedro na Festa Junina (montagem tosca)" />- Libera a chave, Pedro!<br />
- Nem pensar, Antônio!<br />
- Mas, Pedro, basta tu me entregares a chave da despensa para prepararmos os festejos, ó pá.<br />
- O Chefe me confiou todas as chaves daqui e disse para eu mantê-las comigo.<br />
- Então porque tu mesmo não abres?<br />
- Porque eu não concordo com essa história de fazer presepada aqui, em local sagrado.<br />
- E aí, Antônio? Pedro já te deu a chave?<br />
- João, João&#8230; Você fica parecendo um menino nessa época do ano&#8230;<br />
- E aí? E aí?<br />
- Nada de chave! Não podemos ter festas aqui em cima! Ordens do Chefe!<br />
- Ah, é? Deixa eu ligar para o meu primo, então&#8230; Alô?&#8230; Sou eu, Joãozinho, tudo beleza? Será que não dava pra pedir pro seu Pai deixar a gente fazer uma festinha junina só dessa vez? Sim, falo direto com ele. Oi, Tio! Sim&#8230; Sim&#8230; Tá bom, prometo parar de ensaiar meu dó-ré-mi toda noite e deixar Seus ouvidos em paz. Valeu, Tio! Tchau! Ele liberou, Pedro.<br />
- Hmpf&#8230; Odeio nepotismo&#8230;</p>
<p>A contragosto, Pedro entrega as chaves da despensa para os dois animados representantes divinos, que pegam todas as coisas necessárias para uma bela festa junina. Material para a pescaria, antigas vestes angelicais remendadas, comida&#8230;</p>
<p>- Nada de salsichão!<br />
- Como assim, Pedro?<br />
- Acabei de acertar tudo com o Chefe. Vocês podem fazer a festa junina, mas nada de alimentos de duplo sentido. Nem bebida alcoólica.<br />
- E sobra o quê?<br />
- Danças e folguedos, creio eu.<br />
- Você não gosta muito disso porque quando chega o seu dia, todo mundo já está cansado de festa, né?<br />
- Bobagem.<br />
- Bom&#8230; Um forrozinho dá pra rolar, né?<br />
- Só os que não tiverem letras de dupla conotação.<br />
- Existe?<br />
- Ah&#8230; E um representante do Ecad já apareceu por aqui querendo cobrar os direitos autorais. Por sorte, não conseguiu nem pisar nas nuvens e foi direto lá pra baixo.<br />
- Menos mal. Correio elegante rola?<br />
- Desde que traga apenas versos de oração. Além disso, não esqueça: Seu primo deixou claro que vocês precisam convencer a Madalena a não fazer a barraca de beijos.<br />
- Você vai cuidar da pescaria?<br />
- Não é porque já fui pescador que vou ficar com essa responsabilidade. Que tal o Antônio?<br />
- Nah. Ele gosta de ficar pregando aos peixes de verdade, não cuidando de peixinhos de papel. Além do mais, umas anjinhas solteiras já amarraram o coitado de cabeça pra baixo lá atrás. Bom&#8230; Acho que podemos começar&#8230;<br />
- Só mais uma coisa!<br />
- Aff&#8230; O que foi agora?<br />
- Nunca, jamais, em hipótese alguma, grite “Olha a cobra” durante a quadrilha!</p>
<p>Depois de muito trabalho, a festa finalmente começa. João está desanimado com a falta de fogos e barulho. “Ordens  do Chefe”, era o que sempre ouvia ao reclamar. Ele chama Antônio, que conseguiu se livrar das cordas e está limpando suas sandálias do montão de fios de cabelo no qual foi obrigado a pisar. Ambos resolvem alegrar os anjinhos, que passeiam tão desanimados pela festa, especialmente depois que todas as prendas do pau-de-sebo acabaram em poucos segundos, já que todo mundo chegava lá no alto voando.</p>
<p>Mesmo contra as ordens recebidas por Pedro, ambos colocam no som estéreo um CD de forró arrasta-pé da melhor qualidade. Porém, quando a música começa, os anjinhos vão despencando das nuvens um a um. O ritmo estava deixando todo mundo de um jeito não muito angelical, levando-os direto&#8230; bem&#8230; lá pra baixo.</p>
<p>João, Antônio e Pedro observam atônitos o acontecimento e engolem em seco quando o telefone de João toca&#8230; É seu primo!</p>
<p>- Alô?&#8230; Sim&#8230; Cara, foi mal. Seu Pai está chateado? Eu sei que ele falou que não era pra botar essas músicas&#8230; Ah, é?&#8230; Ah&#8230; Falou direto com o carinha lá de baixo? Sério? Maravilha! Tchau, primão!<br />
- E aí, João, o que houve?<br />
- Os anjinhos que caíram&#8230; Eles ligaram para o 0800 divino e contaram que a festa lá em baixo está mil vezes mais animada que aqui! Como as coisas lá por baixo andavam chatas e isso animou o pessoal, o Tio entrou num acordo com a galera de lá e, quando tudo acabar, os anjinhos voltam devidamente perdoados. Ah&#8230; E a gente ganhou autorização especial para dar uma passadinha por lá e brincar também!<br />
- E o que diabos fez com que a festa lá de baixo desse certo e a daqui, não?<br />
- É que lá todo mundo pode pular fogueira à vontade e ainda tem música ao vivo com uma porção de bandas de forró.</p>
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		<title>Manual de trânsito para comilões inveterados</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 16:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um gordo de raiz consegue comer em qualquer lugar e situação, mas alguns não iniciados ainda têm dificuldade para resolver uma das grandes questões da humanidade que separa os gordos profissionais dos amadores: Como comer no carro enquanto se dirige? Antes de mais nada, é importante lembrar que, tecnicamente, o código de trânsito não permite<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/17/manual-de-transito-para-comiloes-inveterados/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/carrogordinho.jpg" alt="Carro gordinho" title="Carro gordinho" class="alignright size-full wp-image-2483" />Um gordo de raiz consegue comer em qualquer lugar e situação, mas alguns não iniciados ainda têm dificuldade para resolver uma das grandes questões da humanidade que separa os gordos profissionais dos amadores: Como comer no <em>carro</em> enquanto se dirige?</p>
<p>Antes de mais nada, é importante lembrar que, tecnicamente, o <em>código de trânsito</em> não permite que se coma ao volante. Afinal, isso pode te distrair e ter consequências drásticas. Ou seja, dou essas dicas, mas não as pratico (ahan, sei&#8230;). Se você quiser fazer algo que está aqui, não ponha a culpa em mim, já que só mesmo sendo muito trouxa pra seguir o que está em um blog.</p>
<p>O carro de um gordo é reconhecido por dois fatores: Biscoitos e migalhas. Afinal, nada mais prático que um pacote de Maizena para matar a fome gerada pela estafante tarefa de mudar as marchas (se o carro for de câmbio automático, é só dizer que o cansaço é provocado pela atenção extremada ao se pisar no acelerador de maneira equilibrada).</p>
<p>As migalhas, contudo, são um problema. Um gordo de raiz não quer chegar em casa e ter que aspirar o carro todo, ora bolas. Para resolver isso e não deixar rastros que serão descobertos pela patroa, que vive exigindo de você uma <em>dieta</em>, basta seguir duas técnicas básicas: Nunca leve um pacote novo, sempre tire uns dois dedos de biscoito para que você possa fechá-lo; e, mais importante, abra só a parte de cima (não “arregace” o pacote) e retire um biscoito por vez. Escolha os mais consistentes e que esfarelam pouco e dê preferência para os que vêm em “caixinha” (<em>Cookies</em>, Calipso ou aqueles amanteigados que são vendidos em caixas de metal, por exemplo).</p>
<p><em><span class="bbused">Chocolate</span></em> não é uma boa ideia se você mora num lugar muito quente. Ele vai fatalmente derreter em sua mão e isso pode ser muito nojento. Mas se fizer questão de sentir o gostinho de cacau industrializado, uma alternativa é, antes de sair de casa, envolver pedaços de chocolate em casquinha de <em>sorvete</em>. Fazendo isso, você provavelmente não terá problemas ao devorar o dito cujo e nem precisará jogar fora a embalagem, já que a comerá também.</p>
<p>Por falar nisso, nunca jogue embalagens na rua. Isso é coisa de porco e os gordos de raiz zelam pela boa imagem dos peso-pesados. Aproveite o espaço que geralmente tem na porta do motorista para jogar todos os restos, de preferência forrando com um saco plástico para não dar trabalho na hora de catar cada coisinha e jogar fora ao chegar em casa. Não somos porcos, mas somos preguiçosos.</p>
<p>Obviamente, não pode ficar de fora desse manual a melhor coisa para os gordinhos que gostam de lanchar no carro: Os <em>drive-thru</em>! Infelizmente, muitos motoristas comilões os evitam por não saber como acomodar a comida de forma a não causar desastres (não falo de acidentes de trânsito, mas de coisas mais sérias como a batata frita caindo no tapete sujo).</p>
<p>A solução é incrivelmente simples: Use o cinto de segurança. Não estou falando de você, que provavelmente já o estará usando, mas da comida. Pegue o saquinho de batatas e a caixinha do hambúrguer e os prenda com o cinto de segurança no banco do carona. Devem, claro, estar ao alcance da sua mão direita (ou esquerda, se você morar na Inglaterra). Sugiro colocar mostarda e ketchup antes de voltar a dirigir. Depois, é só mordiscá-los aos poucos nos momentos mais propícios (em retas e na pista de baixa velocidade).</p>
<p>No caso do <em>refrigerante</em>, o melhor lugar para posicioná-lo de maneira segura é no “buraquinho” que costuma ficar perto do freio de mão. A maneira ideal de beber é sugando um bom volume de líquido pelo canudinho e ir saboreando aos poucos enquanto se dirige. Isso também vale para sólidos: Morda mais do que você consegue mastigar para durar mais tempo na boca. É meio nojento, mas é melhor do que ficar fazendo contorcionismo no carro a cada trinta segundos para dar uma nova mordida.</p>
<p>Como a coluna já está muito longa, deixo para outra oportunidade as dicas de sobrevivência contra o ataque daqueles vendedores de rua que brotam do chão quando pegamos um engarrafamento.</p>
<p>Ah&#8230; Algumas últimas instruções: Nunca esqueça de deixar guardanapos ao alcance da mão. De preferência também use um babador (ou uma camisa velha) e abra o vidro na hora de arrotar. E fique sempre atento ao limite de comida que pode provocar reações intestinais de consistência sólida ou gelatinosa. Comer ao volante é tranquilo; descomer, não. Nesse caso, não tem guardanapo nem aspirador de pó que deem jeito!</p>
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		<title>Um gordo e meio</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[GORDO: Meu amigo, há quanto tempo! Quase não o reconheci, vejo que emagreceu! EX-GORDO: Pois é, eu entrei na faca! Cortei fora vários quilos, sobrou quase um outro eu! GORDO: Quem te viu e quem te vê: de nossa turma de gordos você era o mais robusto! EX-GORDO: Acredite, não foi fácil: Esse corpinho de<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/10/um-gordo-e-meio/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2389" title="Um gordo e meio" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/repentista.jpg" alt="Um gordo e meio" /></p>
<table id="umgordoemeio" style="border-width: 0px" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Meu amigo, há quanto tempo!<br />
Quase não o reconheci,<br />
vejo que emagreceu!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Pois é, eu entrei na faca!<br />
Cortei fora vários quilos,<br />
sobrou quase um outro eu!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Quem te viu e quem te vê:<br />
de nossa turma de gordos<br />
você era o mais robusto!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Acredite, não foi fácil:<br />
Esse corpinho de atleta,<br />
consegui com muito custo!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Pra cima de mim não cola!<br />
Você disse agora mesmo<br />
que fez uma operação!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
E você acha que é fácil<br />
fazer mais de mil exames<br />
e mudar a digestão?</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Peraí, mantenha a calma!<br />
Vamos conversar melhor<br />
lanchando lá no Habib’s!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Melhor ir pra outro lugar<br />
pois depois da operação<br />
não aguento nem ver quibes!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Que é isso? Não acredito!<br />
O garfo de ouro da turma<br />
recusando um lanchinho?</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Essa é minha nova vida<br />
pois com barriga menor<br />
eu só como bem pouquinho!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
E os churrascos de outrora?<br />
Seu amado vatapá?<br />
Nem um saquinho de Cheetos?</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Um pouquinho ou quase nada!<br />
Se eu exagerar na dose<br />
não aguento e regurgito!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Se não pode mais comer,<br />
qual diabos a vantagem<br />
de todo esse sacrifício?</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Não me diga que esqueceu<br />
que mulher é bem melhor<br />
que comida ou outro vício!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Desde quando é necessário<br />
ser um magricela seco<br />
pra poder pegar mulher?</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Sendo magro não preciso<br />
ser também inteligente,<br />
bom de papo e sem chulé!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Você é uma vergonha<br />
pra todos gordos do mundo!<br />
Lamento, mas é o que eu sinto!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Você está com inveja pois<br />
diferente de você<br />
hoje posso ver meu pinto!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Vai partir pra baixaria?<br />
Pois te dou uma barrigada<br />
que vai te deixar no asfalto!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Me desculpe, meu amigo,<br />
acho que minha magreza<br />
Está falando mais alto!</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium">GORDO:<br />
Você pode estar magro<br />
mas aí dentro tem um<br />
gordo querendo sair!</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium">EX-GORDO:<br />
Por fora posso ser magro<br />
mas a minha alma é gorda<br />
e assim devo me sentir!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>TODOS JUNTOS:<br />
Podemos fazer regime ou até mesmo operar!<br />
Podemos usar espartilho ou até reencarnar!<br />
Podemos fazer qualquer coisa para tentar mudar!<br />
Mas a alma de um gordo, gorda pra sempre será!</p>
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		<item>
		<title>Gordinho não entra!</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/03/luluzinha-teen-bolinha-magro/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 16:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Bolinha]]></category>
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		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembram da Luluzinha e do Bolinha? Clássicos personagens infantis de quadrinhos (para os mais velhos, que nem eu) e desenho animado (para os mais novos que não tenham gibi velho em casa), eles se tornarão adolescentes em um novo projeto da editora Pixel. Vale o registro de que essa “adolescentização” é consequência direta dos bons<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/06/03/luluzinha-teen-bolinha-magro/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2283" title="Luluzinha Teen: revista" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/luluzinhateen_revista.jpg" alt="Luluzinha Teen: revista" />Lembram da <em>Luluzinha</em> e do <em>Bolinha</em>? Clássicos personagens infantis de <em>quadrinhos</em> (para os mais velhos, que nem eu) e desenho animado (para os mais novos que não tenham gibi velho em casa), eles se tornarão <a href="http://www.luluteen.com.br" target="_blank">adolescentes</a> em um novo projeto da editora <a href="http://pixelquadrinhos.com.br" target="_blank">Pixel</a>.</p>
<p>Vale o registro de que essa “adolescentização” é consequência direta dos bons resultados de venda da <a href="http://www.turmadamonicajovem.com.br" target="_blank">Turma da Mônica Jovem</a>, já que o projeto do <em>gibi</em> “Luluzinha Teen e sua Turma” é 100% brasileiro (tirando o fato dos personagens serem americanos e o estilo do gibi ser <em>mangá</em>, claro). A editora <em>Pixel</em> (um dos selos da <em>Ediouro</em>) adquiriu os direitos de fazer essa versão da Luluzinha com 15 anos e pretende atingir o mesmo público da jovem dentuça.</p>
<p>Quando <a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2009-05-01_2009-05-31.html#2009_05-27_17_58_33-135059040-25" target="_blank">li sobre isso</a> pela primeira vez, tive o mesmo misto de curiosidade e apreensão que surgiu quando soube que a turma da <em>Mônica</em> também teria um gibi com suas versões adolescentes. E a curiosidade foi ainda maior porque, afinal, enquanto o <strong>Mauricio de Sousa</strong> não tem nenhum personagem gordo de destaque, no caso das criações da norte-americana <strong>Marge</strong>, o principal personagem masculino é praticamente um sinônimo dos gordinhos do mundo.</p>
<p>Contudo, nas <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/Gibizada/posts/2009/05/30/turma-da-lulu-teen-191112.asp" target="_blank">primeiras notícias</a> sobre o tema, me deparei com a fatídica frase: “Bolinha ficará magro”!</p>
<p>Ô preconceito! Nas poucas páginas já divulgadas até o momento, fica claro que vão querer criar um “sentimento romântico” na Luluzinha semelhante ao que a jovem Mônica nutre pelo <em>Cebola</em> (ex-Cebolinha). A única conclusão lógica a que pude chegar é a de que os roteiristas acham impossível uma adolescente bonita (e um tanto <em>piriguete</em>, pelas imagens divulgadas até agora) se apaixonar por um <em>gordinho</em>.</p>
<p>Um moleque gordo de 6 ou 7 anos pode, logicamente, <em>emagrecer</em> bastante em menos de 10 anos. Só que perderam uma boa oportunidade de mostrar algo diferente e &#8211; ponto fundamental &#8211; que se assemelhasse ao personagem <em>original</em>. Exatamente: semelhança. Não posso opinar sobre as histórias porque ainda não as li, mas as descrições e visuais dos personagens demonstram uma total incompatibilidade com suas versões originais.</p>
<p>Voltemos ao exemplo da Turma da Mônica Jovem: A despeito das críticas de pessoas que não “aceitaram” ver seus personagens queridos alterados, não se pode negar que houve um cuidado na construção do <em>visual</em> e da <em>personalidade</em> de cada um dos jovens retratados até agora nos gibis. Eles são exatamente como as <em>crianças</em> da turminha seriam aos 15 anos, já que, além das semelhanças físicas (em alguns casos mais ou menos evidentes, porém sempre o mais próximo possível), as personalidades são condizentes com a <em>faixa etária</em> atual em relação à personalidade infantil.</p>
<p>O grande problema da Luluzinha e do Bolinha adolescentes é que eles não guardam nenhuma, absolutamente nenhuma, semelhança visual com os personagens originais. E não adianta dizer que eles tinham visual muito datado, já que soluções sempre existem (um exemplo foi dado pelo desenhista <strong>Jean Okada</strong> em seu blog, mostrando <a href="http://jokbox.wordpress.com/2009/05/30/luluteen/" target="_blank">uma Luluzinha e um Bolinha</a> que lembram os originais e ainda possuem visual “atual” &#8211; e o Bolinha dele é um gordinho charmoso, como deveria ser o “verdadeiro”).</p>
<p>Para os imbecis que não entendem nada de interpretação de texto e se espalham nos comentários dos <em>blogs</em> reclamando de quem critica a “Luluzinha Teen” sem se preocupar em ler o que exatamente foi escrito, aqui vai um resposta prévia: eu <strong>não</strong> estou falando mal dos profissionais ligados ao gibi, já que ainda não o li e, portanto, não posso opinar sobre sua qualidade. Além disso, o pessoal está mais do que certo em tentar ganhar dinheiro <em>copiando</em> um conceito que vem tendo sucesso, como é o caso da Turma da Mônica Jovem.</p>
<p>O que me incomoda são duas coisas sobre as quais que eu posso opinar porque estão aí para quem quiser ver: os personagens estão descaracterizados visualmente (veja a imagem ao final da coluna se ainda tiver dúvidas) e, mais importante, apresentar um Bolinha magro é uma <strong>absurda, incrível, total, completa e ferrada</strong> sacanagem com os <em>adolescentes gordos</em>, já que estão deixando claro que, para um jovem ser feliz e conquistar gatinhas, só mesmo se for magro.</p>
<p>Agora só me resta ler meus gibis antigos do <a href="http://www.elybarbosa.com.br/html/hq_ogordo.htm" target="_blank">Gordo</a> e torcer para que ele nunca se torne adolescente ou corre o risco de se jogar da ponte por depressão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2282" title="Luluzinha Teen e Bolinha Teen" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/luluzinhateen_bolinhateen.jpg" alt="Luluzinha Teen e Bolinha Teen" /></p>
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		<item>
		<title>Hipnotizando gordinhos</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/27/hipnotizando-gordinhos/</link>
		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/27/hipnotizando-gordinhos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 May 2009 16:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[eduardo moreira]]></category>
		<category><![CDATA[gastroplastia]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Pasquim]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo Eduardo Moreira mostrou em um de seus milhares de blogs uma notícia que me deixou estupefato: Uma mulher perdeu peso graças a uma cirurgia de redução de estômago puramente hipnótica. Pois é. Hipnotizaram a moça e ela acreditou que haviam reduzido seu bucho. Conhecedor das notícias bizarras na internet, imaginei que isso não<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/27/hipnotizando-gordinhos/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordohipnotizado.gif" alt="Hipnotizando gordinhos" title="Hipnotizando gordinhos" class="alignright size-full wp-image-2236" />Meu amigo <a href="http://eduardomoreira.net" target="_blank">Eduardo Moreira</a> mostrou em um de seus milhares de <em>blogs</em> uma notícia que me deixou estupefato: Uma mulher perdeu peso graças a uma cirurgia de redução de <em>estômago</em> <a href="http://feedbacknews.com.br/?p=7648" target="_blank">puramente hipnótica</a>. Pois é. Hipnotizaram a moça e ela acreditou que haviam reduzido seu bucho. Conhecedor das <em>notícias bizarras</em> na internet, imaginei que isso não teria lá muito destaque na “grande imprensa”. Engano meu. A perda de peso da britânica <strong>Marion Corns</strong> foi notícia em jornais do <a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/05/21/britanica-perde-25-kg-apos-reducao-de-estomago-por-hipnose-755963015.asp" target="_blank">Brasil</a> e do <a href=" http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1184806/Im-hypno-diet-Wife-loses-stone-therapist-convinces-shes-got-gastric-band.html" target="_blank">mundo</a>.</p>
<p>Resumindo a <em>notícia</em>, essa moça jura de pé junto (e com os pés cada vez mais juntos graças ao emagrecimento) que já perdeu 25 quilos após as cinco sessões de hipnoterapia. Seu <em>cérebro</em> acredita piamente que existe um anel em seu estômago, reduzindo o tamanho do dito cujo. Isso foi conseguido (ao menos, é o que parece) porque os <em>hipnoterapeutas</em> espalharam numa sala aromas que lembravam um hospital e, claro, a criatura acreditou que alguém abriu sua pança e mexeu nas coisas lá dentro. <strong>Dr. Fritz</strong>, talvez, quem sabe?</p>
<p>Com essa informação, porém, milhares de gordinhos passaram a sonhar com uma redução de peso sem <em>cirurgia</em>. Você, meu amigo, você mesmo que está aí lendo essa coluna, com esse seu estômago do tamanho de um <em>boi</em> e que está sendo intimado por sua digníssima esposa para emagrecer, embora goste tanto de comer que sua entrada é proibida nos <em>self-services</em> da região: Essa é sua salvação! Agora basta você ser hipnotizado!</p>
<p>Mas, antes de pedir para sua amiga <em>esotérica</em> pegar o relógio velho do vovô pra brincar de “Agora, você é um passarinho; agora, você é um <em>gastroplastizado</em>; agora, você é um cachorro”, vamos pensar em como tirar o melhor proveito dessa&#8230; “operação”.</p>
<p>Se você acha que um simples anel fictício no estômago não vai te ajudar (sua experiência em alargar o anel não é de interesse de ninguém, por favor), poderia pedir algo mais <em>radical</em> ao maluc&#8230; digo, ao hipnoterapeuta. Talvez passar a crer que toda a carne vermelha é alface e que toda alface é carne vermelha. Já imaginou a alegria de olhar para uma <em>couve-flor</em> e pensar que aquilo é um sorvete de creme? Ou encarar uma porção de <em>cenourinhas</em> jurando que está comendo batata frita?</p>
<p>Mas isso é apenas o começo. Você pode ser levado a um nível tal de ilusão que acabará entrando num <em>restaurante</em> natureba jurando que está no <em>McDonald’s</em>. O difícil seria a garçonete entender que “número 1” se refere à porção de <em>rabanete</em> com cobertura de orégano fresco e que “Coca-Cola” é sinônimo de suco de <em>beterraba</em> sem açúcar.</p>
<p>E no <em>supermercado</em>? Você, com essa sua pança já começando a dar sinais de desaparecimento, vai ser o orgulho de sua digníssima esposa ao ignorar as gôndolas de biscoitos e doces para escolher, feliz da vida, um novo modelo de <em>barrinha de cereal</em> recém-lançado. Talvez de milho e própolis ou algo ainda mais nojento, mas que vai lhe parecer um delicioso <em>Suflair</em>. Nessa hora, melhor não conferir a nota fiscal ou a hipnose pode ser quebrada pela realidade. Mas, afinal, quem olha nota fiscal de supermercado?</p>
<p>O único problema é que sua <em>vida social</em> vai ter problemas insolúveis. Um futebolzinho com os amigos vai ser estranho quando você achar que todo mundo está ficando bêbado com um insosso <em>caldo de cana</em>, enquanto você saboreia um chopinho de alta qualidade que será, na verdade, <em>limonada suíça</em>. Com adoçante, claro. Além disso, pode haver efeitos colaterais sérios se a hipnose não for bem feita, como o pessoal do seu time parando para olhar uma gatinha que acabou de passar e você achar estranho eles estarem assobiando para a <em>Elza Soares</em>.</p>
<p>Sabe de uma coisa&#8230; O melhor, meu caro amigo, é pegar essa sua digníssima esposa e fazer com que seja ela a hipnotizada, passando a ter certeza que você é o <em>Marcos Pasquim</em>. Assim ela te deixa comer esse feijão amigo com cerveja em paz e você pode continuar curtindo as coisas boas da vida. O problema é você comer tanto e ainda dar conta da responsabilidade à noite; algo para o que, lamento, ainda não tem hipnose que ajude.</p>
<p>Ao menos a fama de <em>brocha</em> vai para o Marcos Pasquim.</p>
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		<title>Da importância do churrasco na relação humana</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 16:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[churrascaria]]></category>
		<category><![CDATA[churrasco]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[- Pode botar duas fatias de picanha aqui. Mal passadas, tá? - Não sei como você me convenceu a vir nessa churrascaria. - Relaxa, Ana. Curte o churrasquinho. - Você sabe que eu tenho nojo de carne, Abel! Só vim mesmo porque você me implorou para comemorar seu aniversário aqui. - Pode botar três fatias<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/20/da-importancia-do-churrasco-na-relacao-humana/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2112" title="Churrasco" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/churrasco.jpg" alt="Churrasco" /></p>
<p>- Pode botar duas fatias de <em>picanha</em> aqui. Mal passadas, tá?<br />
- Não sei como você me convenceu a vir nessa <em>churrascaria</em>.<br />
- Relaxa, Ana. Curte o churrasquinho.<br />
- Você sabe que eu tenho nojo de <em>carne</em>, Abel! Só vim mesmo porque você me implorou para comemorar seu aniversário aqui.<br />
- Pode botar três fatias dessa <em>maminha</em>. Beleza!<br />
- Você nem me ouve quando chegam os garçons!<br />
- Curte o churrasquinho, criatura.<br />
- Eu não gosto de carne! E você sabe disso! Pelo menos tem bastante opção de <em>salada</em>. Você devia pegar um pouco de verde pra ver se diminui essa sua pança.<br />
- Estou comendo mato de forma terceirizada. A vaca come a grama, eu como a vaca&#8230; Opa! Me manda uns quinze desse <em>coraçãozinho</em> aí!<br />
- Eca! Você sabe quantas galinhas morreram pra você ter esses corações?<br />
- Uma galinha pra cada coração. Não sei porquê todo <em>vegetariano</em> sempre vem com essa pergunta idiota.<br />
- Por isso continua esse gordo nojento! Bem que mamãe me avisou que eu não ia conseguir te mudar.<br />
- Você me conheceu já gordo, comendo um <em>podrão</em> completo na porta da faculdade e com a camisa cheia de <em>mostarda</em>. Como teve a ilusão de que ia me mudar?<br />
- Achei que você ia descobrir o prazer da comida saudável&#8230;<br />
- Manda um corte caprichado desse <em>lombo</em>!<br />
- Você nem me dá atenção mais!<br />
- Olha, mulher, estou curtindo meu churrasquinho e só paro de comer quando chegar no esôfago, beleza?<br />
- Seu&#8230; porco!<br />
- Por falar nisso&#8230; Ei, garçom! Manda uma <em>costelinha</em> pra cá que estou esperando há um tempão!<br />
- Abel&#8230; Por favor&#8230; Pelo menos uma alfacinha&#8230;<br />
- Da mesa da salada eu só pego o ovinho de codorna. E você sabe pra quê, né, fofa? <em>If you know what I mean</em>&#8230;<br />
- Comendo desse jeito você não ia conseguir isso aí nem se misturasse <em>catuaba</em> com o ovo de codorna.<br />
- Hmmm&#8230; <em>Baby beef</em>! Manda três de uma vez!<br />
- Você&#8230; Você sabe o que é isso?<br />
- Baby beef, oras.<br />
- Isso é <em>vitela</em>! Carne de <em>bezerro</em>! Os bezerrinhos são separados das mães e são deixados numa dieta de fome pra ficar com a carne macia e depois morrem com uma marretada na cabeça!<br />
- Já estou com água na boca!<br />
- Animal!<br />
- Ana, deixa de ser mala e curte o cheirinho do bezerrinho desmamado. Pelo menos ele não viveu para conhecer a dura vira de um boi que vive chifrudo e, quando morre, vira carne de vaca.<br />
- Essa é velha, hein.<br />
- A carninha está tão <em>mal passada</em> que eu acho que vai mugir quando eu espetar. Ei! Quero esse <em>carneiro</em> aí!<br />
- Pra mim chega! Não fico mais um minuto aqui!<br />
- Curte o churrasquinho, garota!<br />
- Esse cheiro está me enjoando!<br />
- Opa! <em>Alcatra</em>! Desce duas caprichadas!<br />
- Você não me ouve mais!<br />
- <em>Lagarto</em> ao ponto! Que coisa linda!<br />
- Eu quero me separar!<br />
- <em>Avestruz</em>? Tô dentro!<br />
- Seu filho duma&#8230;<br />
- Manda esse <em>galeto</em> ao molho de abacaxi pra cá!<br />
- Adeus!<br />
- Pô! Cadê a <em>coxinha</em>? Ana&#8230;? Ana&#8230;? Bem que eu falei pra ela que esse negócio de salada faz mal. Deve ter ido correndo pro banheiro. Pior pra ela. Vou continuar comendo até ela voltar. Ei! <em>Cupim</em> bem passado! Aqui! Agora!</p>
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		<title>Agora nos culpam pelo aquecimento global!</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/13/aquecimento-global-culpa-dos-gordos/</link>
		<comments>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/13/aquecimento-global-culpa-dos-gordos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 16:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[gordo]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Gordo sofre. Se algum doce é furtado da geladeira, a culpa é do gordo. Se alguém solta pum numa sala fechada, a culpa é do gordo. Se o carro arrasta na lombada, a culpa é do gordo&#8230; São inúmeros os exemplos de coisas que acontecem cuja culpa é automaticamente imputada ao gordo. Só nunca imaginei<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/13/aquecimento-global-culpa-dos-gordos/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz - vinheta" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1994" title="Os gordos e o aquecimento global" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoplaneta.jpg" alt="Os gordos e o aquecimento global" /><em>Gordo</em> sofre.</p>
<p>Se algum <em>doce</em> é furtado da geladeira, a culpa é do gordo. Se alguém solta <em>pum</em> numa sala fechada, a culpa é do gordo. Se o carro arrasta na <em>lombada</em>, a culpa é do gordo&#8230; São inúmeros os exemplos de coisas que acontecem cuja culpa é automaticamente imputada ao gordo.</p>
<p>Só nunca imaginei que iriam culpar os gordos pelo <em>aquecimento global</em>!</p>
<p>Pois é. Estão garantindo por aí que os gordos têm muito mais influência no aquecimento global do que os <em>magros</em>. E não é qualquer mané que está dizendo isso, mas sim os pesquisadores (supostamente) sérios <strong>Phil Edwards</strong> e <strong>Ian Roberts</strong>, do respeitado <a href="http://www.lshtm.ac.uk" target="_blank">London School of Hygiene &amp; Tropical Medicine</a>. Eles publicaram o estudo “Population adiposity and climate change” (algo como “Adiposidade na população e mudança climática”) no também respeitado <a href="http://ije.oxfordjournals.org" target="_blank">International Journal of Epidemiology</a>.</p>
<p>Vejamos quais os <em>argumentos</em> das criaturas:</p>
<p>Eles já começam definindo que <em>sobrepeso</em> e <em>obesidade</em> têm implicações sérias não só sobre a saúde, mas também sobre o <em>meio ambiente</em>. Afinal, gordos produzem mais emissões de gases que afetam o <em>efeito estufa</em>. E não estamos falando de <em>flatos</em>.</p>
<p>Eles usaram um método beeeeem <em>científico</em>. Estimaram quanta <em>comida</em> seria necessária para manter uma população teórica de 1 bilhão de pessoas, com 400 milhões de gordos entre elas. Pelo que se pode observar, os pesquisadores acreditam que os gordos comem sem parar e, ainda por cima, não caminham, gastando muito mais <em>combustível</em> para dirigir até a esquina quando querem comprar uma dúzia de <em>pães</em>. Portanto, cada gordo, sozinho, geraria uma tonelada de <em>dióxido de carbono</em> a mais que um magro.</p>
<p>Por fim, a conclusão é simples: gordos são um bando de filhos da mãe nojentos e repulsivos que não pensam no meio ambiente e que acabam com os <em>recursos naturais</em> para saciar sua interminável fome, não gastando nenhuma caloria em prol da felicidade eterna dos magrinhos que só comem o que a <em>natureza</em> dá e nunca usam ar condicionado ou combustível fóssil.</p>
<p>O pior é que vários jornais publicaram o estudo sem contextualizar ou mostrar a bizarrice da “metodologia” usada. No <a href=" http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/04/21/obesidade-contribui-para-aquecimento-global-diz-pesquisa-755368280.asp" target="_blank">Brasil</a>, em <a href=" http://diario.iol.pt/ambiente/ambiente-estudo-peso-obesidade-poluicao-tvi24/1058802-4070.html" target="_blank">Portugal</a> e no <a href=" http://www.foxnews.com/story/0,2933,517264,00.html" target="_blank">mundo todo</a>, periódicos simplesmente culparam os gordos e ponto final. <em>Phil Edwards</em> ainda deu declarações preciosas como “andar por aí em um corpo pesado é como dirigir um carro que bebe muita gasolina” ou “é muito mais fácil entrar no carro para buscar leite do que caminhar até lá”.</p>
<p>Vale o registro de um dos poucos jornais que mostraram o quanto o estudo é sem sentido e de base teórica frágil: o canadense <a href=" http://www.thestar.com/news/insight/article/631583" target="_blank">The Star</a>. A <em>reportagem</em> desse periódico apontou vários “furos” da pesquisa, como a afirmação de que magros preferem caminhar enquanto gordos sempre preferem usar seus <em>carros</em> (com o agravante de que os gordos sempre teriam carros “grandes”, que gastam mais combustível). Informações sem base e impossíveis de se comprovar (em outras palavras, vieram da cabeça dos pesquisadores).</p>
<p>Além disso, o consumo de comida por si só não é grande apenas com os gordos. Uma pessoa magra que seja muito <em>ativa</em> (desde um atleta de alto rendimento até um corredor de fim de semana, por exemplo) também consome bastante comida. Sem contar que os gordos não são os únicos a morar em casas grandes e a consumir de forma exagerada produtos que gastam energia de forma demasiada, como <em>ar condicionado</em> e coisas do gênero, conforme apontado pela pesquisa.</p>
<p>Ignorar a emissão de gases de <em>indústrias</em>, esquecer o uso exagerado de <em>plástico</em> e outros materiais que demoram para se decompor e deixar de lado a pouca utilização da <em>reciclagem</em>, entre outros fatores que prejudicam o meio ambiente, para jogar toda a culpa nos gordos só serve para que menos gente leve a sério a luta contra o aquecimento global.</p>
<p>Quer conhecer o estudo? Leia-o (em inglês) <a href=" http://ije.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/dyp172v1?maxtoshow=&amp;HITS=10&amp;hits=10&amp;RESULTFORMAT=1&amp;title=Population+adiposity+and+climate+change&amp;andorexacttitle=and&amp;andorexacttitleabs=and&amp;andorexactfulltext=and&amp;searchid=1&amp;FIRSTINDEX=0&amp;sortspec=relevance&amp;resourcetype=HWCIT" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
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		<title>O Paraíso existe&#8230; e fica no Arizona!</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/06/o-paraiso-existe-e-fica-no-arizona/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 16:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[hambúrguer]]></category>
		<category><![CDATA[Heart Attack Grill]]></category>
		<category><![CDATA[lanchonete]]></category>
		<category><![CDATA[Quadruple Bypass Burger]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a lanchonete Heart Attack Grill, a Meca dos Gordinhos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz - vinheta" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1941" title="Quadruple Bypass Burger" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/quadruplebypassburger.jpg" alt="Quadruple Bypass Burger" />Um gordo de raiz só come <em>salada</em> quando pede um <em>Big Tasty</em> no McDonald’s. Pensando bem, um gordo de raiz pede um Big Tasty sem alface porque aquela folhinha estraga a paisagem. Olha&#8230; Para ser bem sincero, Big Tasty é coisa de menininha. Gordo de raiz macho encara mesmo o <em>Quadruple Bypass Burger</em>!</p>
<p>E que diabos é isso? Nada menos que um <em>hambúrguer</em> de quase um quilo e mais de 8 mil <em>calorias</em>! Já está salivando? Pois é melhor pegar o guardanapo pra secar a baba. Não esse cheio de <em>maionese</em>, seu porco, pega um limpo.</p>
<p>Esse hambúrguer fantástico só existe no <em>Paraíso</em>. E o Paraíso fica longe pacas, lá no <em>Arizona</em>, Estados Unidos, numa cidade chamada <em>Chandler</em> (pois é, também lembrei de Chandelly, estou com fome).</p>
<p>O Quadruple Bypass Burger é encontrado numa lanchonete com o sugestivo nome de <em><a href="http://www.heartattackgrill.com" target="_blank">Heart Attack Grill</a></em>. Isso mesmo! Churrascaria <em>Ataque Cardíaco</em>! Quem chega lá é atendido por “<em>enfermeiras</em>” saídas diretamente de sonhos eróticos de adolescentes <em>tarados</em> (não que exista outro tipo de <em>adolescente</em>). Quem não for macho a ponto de encarar o Quadruple pode ficar com suas variações menores (Single, Double e Triple, como você pode conferir com sua professora de <em>inglês</em>).</p>
<p>Após receber um bracelete de doente de UTI (o que faz todo sentido), a pessoa pode escolher um hambúrguer acompanhado por batatas fritas em <em>gordura</em> pura e uma garrafa de Coca-Cola. Se pedir Diet Coke provavelmente leva um soco (o que seria bem merecido, mas acho que não rola). Quem encara o Quadruple ainda volta de <em>cadeira de rodas</em> para o carro, empurrado por uma das “enfermeiras”. Ô vida boa!</p>
<p>Ah&#8230; E se você tiver mais de 160 quilos come <strong>de graça</strong>! <em>Gastroplastia</em> é o cacete, mermão!</p>
<p>O herói que criou esse restaurante chama-se <strong>Jon Basso</strong>, que sempre se mostrou interessado em servir “pornografia nutricional”. Meu novo ídolo. Seu único defeito é não permitir <em>franchising</em> da lanchonete, o que faz com que Chandler seja o único lugar do planeta a contar com o verdadeiro e original Bypass.</p>
<p>Ou seja: Todo gordo de raiz precisa ir ao menos uma vez na vida a Chandler e comer um Quadruple Bypass Burger no Heart Attack Grill! É praticamente a <em>Meca dos Gordinhos</em>!</p>
<p>Para babar no teclado, segue abaixo uma reportagem da rede americana <em>CBS</em> sobre a lanchonete. Se você não entender inglês, tudo bem, o que vale são as imagens:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zbKRSYAuSNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/zbKRSYAuSNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Pra finalizar a conversa, um teste: Na imagem abaixo você vê primeiro o hambúrguer ou as “enfermeiras”?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1942" title="Heart Attack Grill e suas &quot;enfermeiras&quot;" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/heartattackgrill.jpg" alt="Heart Attack Grill e suas &quot;enfermeiras&quot;" /></p>
<p>Se você primeiro olhou para o hambúrguer, meu caro, acho melhor passar a ler apenas a coluna das <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/colunas/gordinha-yeah-yeah/">Gordinhas Yeah-Yeah</a>. Gordo de raiz gosta de encher a pança mas não ignora belas moças, especialmente as que carregam hambúrgueres gigantes usando roupas minúsculas.</p>
<p>A não ser que seja comprometido, claro&#8230; ai, amor&#8230; para de me bater&#8230; já corrigi o texto&#8230; ai&#8230;</p>
<p><em>#UPDATE#</em></p>
<p>O <strong>Fantástico</strong> exibiu uma matéria no dia 01/08/2010 falando sobre o <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/05/06/o-paraiso-existe-e-fica-no-arizona/" target="_blank">Heart Attack Grill</a> e o <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/04/20/hamburger-o-my-god/" target="_blank">sanduíche “Oh My God!&#8221;</a>. Para assistir, basta clicar no <em>PLAY</em> logo abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1311093&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1311093&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1311093&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></p>
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		<title>Um gordo no elevador</title>
		<link>http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/04/29/cronica-um-gordo-no-elevador/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 16:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[“Segura a porta!” Elevadores&#8230; Caixas presas por um fio que levam pessoas para cima e para baixo&#8230; Lugar de sofrimento para quem tem olfato apurado e para gordos, não necessariamente nessa ordem. – Desculpe. Não dá para o senhor subir agora, está lotado. – Como assim, está lotado? Só tem cinco pessoas aí dentro. –<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/04/29/cronica-um-gordo-no-elevador/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz - vinheta" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1692" title="Elevador" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/elevador.jpg" alt="Gordo no elevador" />“Segura a <em>porta</em>!”</p>
<p><em>Elevadores</em>&#8230; Caixas presas por um fio que levam pessoas para cima e para baixo&#8230; Lugar de sofrimento para quem tem olfato apurado e para gordos, não necessariamente nessa ordem.</p>
<p>– Desculpe. Não dá para o senhor subir agora, está <em>lotado</em>.<br />
– Como assim, está lotado? Só tem cinco pessoas aí dentro.<br />
– Seis, contando comigo.<br />
– OK, OK&#8230; <em>Ascensorista</em> também entra na conta. De qualquer forma, a lotação é de sete. Está ali na plaquinha.<br />
– Sete pessoas ou <em>490 quilos</em>. O senhor&#8230; bem&#8230; desculpe, mas o senhor vai fazer a gente ultrapassar esse limite de longe.<br />
– Não sei quem foi o retardado que trabalha na fábrica de elevadores que acha que todo mundo tem 70 quilos! Além do mais, aquele <em>moleque</em> lá no fundo deve ter no máximo uns trinta. E aquela <em>anoréxica</em> ali atrás não passa dos quarenta!<br />
– Anoréxica é a mãe, ô <em>baleia</em>!<br />
– Baleia é o teu passado, boneco de palitinho! Não adianta <em>vomitar</em> tudo que você come, minha filha. Quando você ficar velha vai parecer uma <em>vaca</em> e não há nada que impeça isso!<br />
– Senhor&#8230; Por favor, tire o pé da frente da porta para que eu possa fechá-la.<br />
– Eu vou subir nesse <em>elevador</em> e você não pode me impedir!<br />
– Mas temos o <em>limite de peso</em>&#8230;<br />
– Ei, gordinho! sobe de escada e aproveita pra fazer <em>exercício</em>!<br />
– Quem falou isso? Ah, foi você com essa camisetinha “<em>mamãe sou forte</em>”, né? Esse negócio de exercício é pra quem gosta de ficar apalpando o <em>bíceps</em> de outro macho! Eu prefiro apalpar uma mulher bem cheinha!<br />
– Senhor&#8230; Por favor&#8230; Precisamos subir. Além do mais, o senhor não caberia aqui dentro. O espaço é limitado&#8230;<br />
– Gordo se encaixa em qualquer lugar! Bom&#8230; Menos em cadeira de <em>cinema</em> ou <em>lanchonet</em>e com mesa fixa, mas isso não vem ao caso&#8230; O ponto é: vou subir de qualquer jeito!<br />
– E ainda por cima está todo suado, que <em>nojo</em>!<br />
– Ô, madame, vejo que a senhora está toda arrumadinha indo pro <em>escritório</em>. Provavelmente acabou de tomar banho e veio cheirosinha com sua <em>minissaia</em> e essa blusinha toda decotada trabalhar. Só que homem tem que usar essa porcaria de <em>terno e gravata</em> nesse sol do cacete, então vê se não enche!<br />
– Senhor&#8230;<br />
– Que foi, ô ascensorista?<br />
– Deixa pra lá&#8230; Tudo bem, precisamos subir e não quero <em>confusão</em>. Entre logo no elevador. Mas se acontecer alguma coisa, não quero ser responsabilizado.<br />
– Ufa! Finalmente! Chega pra lá, tia, que eu não uso <em>Rexona</em>, mas sempre cabe mais um!</p>
<p>Todo mundo ajeitado na <em>lata de sardinhas</em>, mãos para cima evitando qualquer risco de acusação de assédio sexual, musiquinha do <em>Tom Jobim</em> tocando ao fundo e o gordo bem feliz por ter feito valer seus direitos e orgulhoso por ter mostrado às pessoas o quão absurdo é ter <em>preconceito</em> contra os obesos.</p>
<p>Pena que o fim da confusão o tenha deixado tão relaxado que, ao som do sax tocando “<em>Wave</em>”, ele acabou soltando um caprichado <em>pum</em>. Subiu sozinho.</p>
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		<title>Gordo é tudo preguiçoso!</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 16:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gordo de Raiz]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Dieta]]></category>
		<category><![CDATA[doença cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[estereótipo]]></category>
		<category><![CDATA[etimologia]]></category>
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		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[preguiçoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou preguiçoso, estúpido, bronco, pesado e desajeitado. Na verdade, você que está lendo esse texto também é. Afinal, somos gordos (se você é magro, problema seu). Não&#8230; Definitivamente não estou xingando meus colegas de peso. A questão é bem simples: a palavra “gordo” vem do latim gurdus, que significa todas essas coisas e um<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/04/22/gordo-de-raiz-estereotipo-preconceito/">&#160;&#160;[ Leia Mais ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Gordo de Raiz - vinheta" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordoderaiz_vinheta.jpg" alt="Gordo de Raiz, por Lucio Luiz" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1417" title="Lutador de sumô" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/lutadordesumo.jpg" alt="Um lutador de sumô é um &quot;gordo de raiz&quot;" />Eu sou <em>preguiçoso</em>, <em>estúpido</em>, <em>bronco</em>, <em>pesado</em> e <em>desajeitado</em>. Na verdade, você que está lendo esse texto também é. Afinal, somos <em>gordos</em> (se você é magro, problema seu). Não&#8230; Definitivamente não estou xingando meus colegas de peso. A questão é bem simples: a palavra “<em>gordo</em>” vem do latim <em>gurdus</em>, que significa todas essas coisas e um pouco mais. Ou seja, os <em>gordos</em> são zoados até na <em>etimologia</em>.</p>
<p>Não é tão estranho que essas palavras tenham dado origem ao termo “<em>gordo</em>”, já que a percepção geral sobre a gente tem tudo a ver com esses <em>adjetivos</em> não muito simpáticos. E não adianta surgir vários exemplos de pessoas <em>rechonchudas</em> que fujam desse <em>estereótipo</em>: <em>gordo</em> é preguiçoso, até porquê, se não o fosse, não seria <em>gordo</em>. Simples, não?</p>
<p>Além da <em>etimologia</em>, outro dos maiores problemas para defender os <em></em><em>gordos</em> é o grande número de males associados à <em>obesidade</em>, como <em>doenças cardíacas</em> e <em>diabetes</em>. Mesmo não sendo exclusividade dos <em>horizontalmente avantajados</em>, nós que ganhamos a fama. Qual <em>gordo</em> já não disse que acabou de fazer um exame de saúde e está bastante saudável e viu imediatamente a cara de descrédito de todo mundo?</p>
<p>Não esqueçamos ainda que sacanear um <em>gordo</em> é muito divertido. Se um <em>fumante inveterado</em> tenta parar de fumar, ninguém vai achar engraçado oferecer um cigarro ao pobre coitado. Se um <em>alcoólatra</em> resolve parar de beber, nenhum bom cristão balançará um copo de cachaça na sua frente. Mas se um <em>gordo</em> está de <em>dieta</em>, uma das coisas mais divertidas do mundo é balançar um <em>pão de queijo</em> quentinho sob seu nariz.</p>
<p>Um passeio na livraria também atrapalha nossa autoestima. Encontramos facilmente livros como “<em>Só é gordo quem quer</em>”, “<em>Pense magro</em>” ou “<em>Gordo nunca mais</em>”, mas nenhum exemplar de “Deixe de ser um palito em dois palitos” ou “Quem gosta de magrela é ciclista”. Nem livros de <em>culinária</em> defendem os <em>gordos</em>! Afinal, que defesa existe em trazer páginas e mais páginas de receitas gostosas e altamente calóricas que só servirão para o <em>gordo</em> ampliar sua circunferência?</p>
<p>Apesar de tudo ir contra mim, mantenho minha filosofia de ser um <em>gordo</em> de raiz. Não penso em fazer <em>gastroplastia</em> ou <em>dietas</em> mirabolantes. Tenho noção de que não devo exagerar muito na barriga porque posso ter problemas de saúde sérios. Também é lógico que quero subir uma escada de dez degraus sem ficar esbaforido (embora prefira que haja sempre um elevador por perto). Não quero ser uma bola que anda, mas quero ter o direito de manter minha pancinha no mínimo aceitável.</p>
<p>Só é <em>gordo </em>quem quer. E eu quero. E acredito que todos temos o direito de manter nossa barriguinha, desde que não afete nossa saúde. Afinal, ser magro não é, nem de longe, sinônimo de ser saudável e é sobre isso tudo que pretendo tratar semanalmente nessa coluna, sempre de forma não muito séria e vez por outra beirando o <em>nonsense</em>.</p>
<p>Portanto, precisamos de uma campanha para desmistificar a imagem de preguiçosos que nós temos! Vamos libertar os <em>gordos</em> para serem&#8230; bem&#8230; <em>gordos</em>! E o primeiro que vier com a ideia de usar o slogan “<em>Free Willy</em>” leva porrada!</p>
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