Foodtech: saiba como a tecnologia está invadindo o mundo da gastronomia

Gordo Convidado
@papodegordo

Publicado em 20 de agosto de 2019

O setor alimentício é um dos muitos que também se rendeu às facilidades e praticidade da tecnologia. O foodtech é um termo que vem sido usado para definir os processos das empresas que trazem inovação para a área gastronômica desde o cultivo, produção, venda até a forma de distribuir e servir os alimentos. A ideia vem ao encontro das necessidades da nova geração, que cada vez mais demanda por comidas saudáveis e rápidas de se preparar.

Visando fazer parte desse novo movimento, várias grandes empresas estão de olho no mercado. Muitas startups prometem diferentes soluções para os atuais problemas do ramo. “Aproveitando do timing favorável para inovação, essas novas empresas usam de mecanismos avançados para resolver os problemas do antigo sistema, como agilizar o processo de criação de novos produtos e do processo de produção sustentável de alimentos”, explica a editora do portal MagoDaTecnologia, Ana Santos.

Esse é o caso da recente da startup chilena The Not Company (NotCo) que recebeu um aporte de US$ 30 bilhões de Jeff Bezos, fundador da Amazon e um dos homens mais ricos do mundo. A NotCo ficou conhecida por produzir maionese sem ovos – a receita original é feita à base de gema – e conquistou o mercado pela sua proposta inovadora. Ela utiliza o recurso de inteligência artificial para criar maionese, sorvetes e leite de base vegetal, sem insumos animais. Esse é um nicho com muito potencial.

No Brasil, a empresa mais conhecida do ramo foodtech é o iFood, um serviço de delivery por meio de aplicativos. Nele, o cliente tem acesso ao cardápio dos restaurantes de sua cidade, por onde pode fazer o seu pedido, pagar e esperar a entrega. Isso faz com que as pessoas economizem o tempo de preparo e limpeza, e recebam no conforto de casa ou no trabalho a comida que desejarem para aquele momento sem muita burocracia.

De acordo com a empresa, o iFood atende 500 mil pedidos por dia e possui em sua base cerca de 10,8 milhões de clientes cadastrados. Além disso, tem como marca memorável o status de Unicórnio – que é como são chamadas as startups que valem mais de US$ 1 bilhão. Isso porque, recentemente, recebeu um aporte de capital de US$ 500 milhões pelo Grupo Movile.

Os desenvolvedores e fabricantes de eletrodomésticos também não ficaram para trás e apostam agora nos robôs de cozinha que prometem reduzir o tempo de preparo das refeições. Basta escolher uma das tantas receitas disponíveis, seguir as instruções – o que por muitas vezes requer processos manuais, como descascar legumes e verduras – e deixar que ela faça a maior parte do preparo.

Elas ainda são muito limitadas e tem como desvantagem o preço elevado, a restrição de quantidade de preparo para no máximo quatro pessoas – o que pode ser ruim para quem tem família grande -, mas é sem dúvida uma tecnologia que está caminhando para o aperfeiçoamento e em breve deverá ser uma das soluções mais práticas da área foodtech.

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