Gordices no réveillon

Lucio Luiz
@lucioluiz

Publicado em 02 de janeiro de 2013

Gordo de Raiz, por Lucio Luiz

Algumas comidinhas do réveillonNunca fui muito de festejar o réveillon. Virada de ano, pra mim, geralmente se resumia a ficar vendo o Faustão (ou seja lá o que estivesse passando na TV durante os flashes de todas as queimas de fogos nacionais à meia noite) enquanto comia as rabanadas que sobraram do Natal.

Desde que casei, contudo, venho aumentando minha sociabilização. Esse ano, por exemplo, fui a uma festa “tradicional” de réveillon, com direito a bastante comida (argumento que me convenceu, na verdade). Seria o suficiente para me manter desperto por toda a madrugada, mas, considerando que eu já dormi no meio de uma bateria de escola de samba por excesso de sono, eu precisava me preparar.

No dia 31 de dezembro, dormi até muito tarde (nenhum sacrifício até aí). Além disso, comi pouco no decorrer do dia (a festa foi cara, poxa, então tinha que comer o suficiente para compensar o investimento – mesma lógica dos bufês livres).

Trajando camisa branca, bermuda branca e até cueca branca, parti para a festa de réveillon. A comida era farta realmente, e o pessoal se fartava de comer. Havia desde os que faziam uma montanha com a farofa de cream cracker até aqueles que pegavam um tiquinho de arroz, um pouquinho de carne e um tantinho de um troço colorido que não reconheci, só para repetir o procedimento a cada dez minutos.

Doces (e frutas, mas quem se importa com elas?) no réveillonDepois de experimentar todas as opções alimentares, me concentrei no penne ao molho branco. Afinal. Se o Ano Novo é pra passar de branco, que seja com uma massa ao molho branco, oras. Tradição é pra ser respeitada!

(Disseram que havia salada no bufê, mas meu bloqueio psicológico me tornou cego para a mesma).

Claro que a grande maioria do pessoal por lá não queria saber só de comida. A galera bebia sem parar. Cerveja, champanhe e uns drinques coloridos com nomes bizarros. Como eu não bebo, me diverti vendo o povo encachaçado.

O sucesso da festa era uma coroa que possivelmente era a Rainha do Botox. Usava um vestido felpudo que valorizava seu rostinho de manga seca. Por sinal, essa nem era a roupa mais bizarra: havia uma criatura que, posso jurar, usou caneta marca-texto para pintar seu vestido…

Feliz Ano Novo, com bolo e quindãoMas, voltemos à comida, que foi pra isso que eu fui lá! Além da comilança ser ininterrupta (passavam garçons com reposição de bandejas a cada dois minutos durante toda a madrugada), quando os doces chegaram foi uma beleza. Havia rabanada, quindão e um bolo de algo (não tenho ideia do que era, mas estava bom). Também havia umas frutas na mesa de doces, mas nem prestei atenção nelas. Afinal, o ano é novo, mas os hábitos são os mesmos de sempre.

Meu Ano Novo foi nessa base, então: quilos de penne ao molho branco, toneladas de quindão e bolo de algo e algumas idas estratégicas ao banheiro para aguentar a comilança.

Queima de fogos? É… teve algo assim (não muito porque o prefeito local – atualmente já “ex” – estava em Miami e, aparentemente, não deixou muita coisa organizada). Mas eu prefiro me ligar na verdadeira tradição de réveillon: comer pra caramba e proteger o rosto da fatídica hora em que uma porção de bêbados quer estourar champanhe sem nenhuma coordenação motora para o intento.

Ah, sim… Feliz 2013! :)

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